A dica light de leitura para esse fim de semana é de um post do Going Green Travel, onde se sugerem dicas para fazer uma viagem de mergulho mais ecologicamente saudável.
Mergulho é uma atividade relaxante que te põe em contato direto com a natureza, e onde você aprende muito sobre limites: seus e do ecossistema. Eu viajo bastante pra mergulhar, e sei que às vezes não dá pra escolher o serviço a ser utilizado - em locais remotos muitas vezes só há uma operadora de mergulho, um hotel, etc. Mas se você tem opções, faça através de uma empresa que apresente um serviço mais verde. Investigue, procure, pergunte, esclareça.
E o meio ambiente agradece no final das contas a escolha menos impactante das suas férias. :)
Eu adoro mergulhar e sempre procuro por lugares diferentes, valeu...
Nesta semana participei de um processo interessante. Não terei pudor em apresentar erros cometidos pela instiutição que representei. Desde 2005 há um processo de acompanhamento de uma área degradada, falta de transporte, EPIs, vontade, pessoal, fizeram com que este local fosse abandonado. O que teria sido bom, pois o abandono pode ser a grande solução para o ambiente se auto-regenerar.
Faz um mês fui a outra regional, lá eles tinham este processo administrativo pré-histórico e pr ser da minha atual área, peguei a papelada. Na terça fui ver o tal ex-lixão. Cerca caída, gente catando resíduos de dentro de containeres de transbordo. Um caos, fruto da falta de fiscalização dos diversos governos, com destaque ao local.
E o turismo o que tem a ver com isto?
Acontece que o tal lixão é no caminho de uma rota turística e de agro-indústrias (vinho). Sendo ano eleitoral (ano onde acontecem grandes barbaridades ambientais por interesses e promessas), o prefeito prometeu arrumar o tal lixão.
Ou seja, visitantes e empresário reclamaram do visual do lixão, antes de ver uma natureza bonita são submetidos a uma agressão ambiental e social (ver gente trabalhando no lixo).
No mês que vem inagurarão nova estação de transbordo, com uma usina de triagem coberta,... a atual unidade de transbordo mudará de endereço, não haverá mais catadores pr ali. O local será cercado, colocarão uma cortina vegetal, quem sabe se coloque uma unidade de compostagem de resiudos de poda.
Isto tudo deveria ter sido exigido pela sociedade, representada por orgãos ambientais, promotorias,... acabou tendo um plus do turismo.
Turismo não só agride, ajuda a curar.
Vou "copiar" a idéia da aula prévia a vistações. O orgão que atuo faz licenciamentod e complexos de lazer, não custa nada "pedir" (exigir pode ser antipático") algo do estilo.
Mahai, vc levanta uma questão interessantíssima e que, confesso, tbm me deixa com muitas dúvidas: o acesso a áreas remotas do planeta. Todos, enquanto humanos, temos o mesmo direito de ir e vir - mas será que ter o mesmo direito significa q tenhamos que ir mesmo? Essas áreas já são naturalmente seletivas por causa do fator econômico: em boa parte desses lugares, o valor pra se chegar e hospedar-se lá é proibitivo para a maior parte das pessoas. Mas... e se vc consegue ir?
Eu gosto da solução que o Havaí escolheu para uma das praias mais visitadas de lá, a de Hanauma Bay. A praia possui um portão e um "centro de turismo": ninguém entra na praia sem assistir antes a um vídeo pequeno de como preservar o local, o que fazer, o que não fazer, etc. O vídeo é interessante, feito de forma simples e envolvente (em geral as crianças adoram). Tudo direto ao ponto. Educação imediata e igual para todos, entende? Não é difícil implementar esse tipo de medida em locais remotos como atóis, parques marinhos - tornar obrigatória a aquisição de informação básica sobre "como se comportar e preservar" aquele tesouro de ecossistema. Algo tipo: chegou no aeroporto ou no hotel e vc é obrigado a ouvir 5 minutos um fulano explicando o que pode e o q não pode em uma área de preservação. Acho q já é um passo na direção correta. Junto com mais fiscalização "explicativa" eficaz - um guardinha que não só multe, mas tbm mostre a alguém q esteja desrespeitando o ecossistema como deve ser certo agir naquela área. Reeduque.
Incentivar o turismo em regiões (minúsculas, às vezes) de delicado ecossistema deve ser encarado por um governo competente como um projeto a ser amplamente discutido, ouvindo os vários lados da moeda. Para evitar exatamente o super-desenvolvimento, que trará mais prejuízos finais que benefícios. Acho q tudo é uma questão de ponderação. E fazer a população local entender o valor de preservar aquele lugar a longo-prazo.
E olha q engraçado. Eu acabei de ler um post do The Other 95%:
http://other95.blogspot.com/2008/07/bombs-or-development.html
Em que ele comenta um estudo q mostra que bombas militares (!) são menos prejudiciais (!!!!!!!) a um recife de coral que a cronicidade poluidora de um desenvolvimento agroindutrial ou turístico ou residencial próximo a uma área. Ou seja, trazer pessoas para uma área é um processo extremamente delicado. E deve ser encarado como tal pelos q fazem leis, os que fiscalizam e pelo povo em geral. Educação, mais uma vez. Por isso valorizo a idéia da educação puntual, de acordo com cada área, feita pelo governo/entidadedes/comunidades locais e reforçada por fiscalização.
Quanto às fotos, eu acho particularmente que se lugares remotos têm uma política de educação local do turista, eles podem ser visitados por qqer um, e terem suas fotos divulgadas pelo mundo. As fotos podem incentivar q mais pessoas busquem esse contato com a natureza e, entre dúvidas e discussões, eu acho que no final das contas isso é bom. Porque (minha opinião pessoalíssima nisso) quanto mais contato com a natureza, mais aprende-se o quão frágil ela anda, o quão necessário é cuidar bem dela, etc. Mais fácil pedir a alguém para preservar uma área se ele viu de perto o quanto o lugar é valioso. Mais fácil educar e mudar a cabeça com a experiência próxima.
Tocaste num ponto interessante.
O estímulo ao turismo ecológico. Será que todos temos direito a ir visitar tudo que a terra nos oferece? Sim, claro que sim, o direito de ir ver atóis, enseadas maravilhosas, ... é o mesmo para todos, porém nem todos estão preparados para tal.
Mas o que faz alguem ser mais preparado para ir a certos paraísos, mergulhar em alguns? Currículo? Formação?Poder econômico? Boa intenção? Sempre dizem que o inferno estaria cheio de gente com boas intenções. Ta aí um passeio que dispenso, apesar de imaginar o paraíso mais aborrecido.
Gostaria de te fazer uma pergunta bem provocativa: qual a tua opinião quanto a exploração econômica de áreas paradisíacas? Por exemplo de imagens? Estas imagens lindas, que chegam a ser comercializadas, não são um incentivo a busca turística dos paraísos?
Conforme o viés da tua resposta, já deixo outra pergunta, por que os fotógrafos pode(riam) ir disfrutar "in situ" os locais e os meros mortais não poderiam ter o mesmo deleite?
Acho que toda viagem é uma agressão ao ambiente, seja pelo consumo de combustível, geração de resíduos, emissões, ... mesmo assim não me privo deste prazer, viajo sempre que posso.
Tocaste num ponto interessante.
O estímulo ao turismo ecológico. Será que todos temos direito a ir visitar tudo que a terra nos oferece? Sim, claro que sim, o direito de ir ver atóis, enseadas maravilhosas, ... é o mesmo para todos, porém nem todos estão preparados para tal.
Mas o que faz alguem ser mais preparado para ir a certos paraísos, mergulhar em alguns? Currículo? Formação?Poder econômico? Boa intenção? Sempre dizem que o inferno estaria cheio de gente com boas intenções. Ta aí um passeio que dispenso, apesar de imaginar o paraíso mais aborrecido.
Gostaria de te fazer uma pergunta bem provocativa: qual a tua opinião quanto a exploração econômica de áreas paradisíacas? Por exemplo de imagens? Estas imagens lindas, que chegam a ser comercializadas, não são um incentivo a busca turística dos paraísos?
Conforme o viés da tua resposta, já deixo outra pergunta, por que os fotógrafos pode(riam) ir disfrutar "in situ" os locais e os meros mortais não poderiam ter o mesmo deleite?
Acho que toda viagem é uma agressão ao ambiente, seja pelo consumo de combustível, geração de resíduos, emissões, ... mesmo assim não me privo deste prazer, viajo sempre que posso.