Volta e meia alguém vem com o papo de que o Greenpeace defende os interesses dos países ricos, europeus principalmente, e por isso fica enchendo o saco no Brasil para impedir que o país se desenvolva. O argumento é tosco per se, mas fácil de rebater. É só mostrar que o grupo atua em 41 países, vários dos quais ricos - EUA, Holanda, Alemanha, Inglaterra, Japão, etc. O cansativo é ficar catando links das páginas do Greenpeace desses países com as ações contra crimes ambientais que rolam por lá, pra mostrar que o grupo enche o saco aqui, ali, acolá, em todo lugar, pelo meio ambiente.
Pois eis que surge um site que reuniu tudo num espaço só, Greenpeace Online, criação do blogueiro Pepijn Koster. Toda notícia atualizada na página do Greenpeace EUA, Suécia, França, Canadá, México, Argentina e outros aparece nela também, graças ao tal do RSS. O Brasil ainda tá de fora, por problemas técnicos, mas já já será incluído.
Koster é editor da página My Favourite Places, dedicada a notícias sobre o mar, biodiversidade marinha, conservação e uso sustentável dos recursos do mar. É de lá essa imagem abaixo, sobre o total de reservas marinhas existentes hoje no mundo. Pouco, né?

Por falar em proteção dos mares, o Greenpeace lançou recentemente uma lista vermelha das espécies marinhas que sofrem com a pesca predatória e cujas populações podem entrar em colapso muito em breve. A idéia é conscientizar as pessoas para que não comprem esses peixes, crustáceos e afins.
Na lista estão o atum, o salmão do Atlântico, o bacalhau do Atlântico, tubarões (como bem lembrou minha colega de blogagem Lucia Malla), o peixe-espada, o marlin e o camarão tropical, entre outros. No Brasil, a corvina, badejo, sardinha e tainha são algumas das espécies que beiram o colapso.
Portanto, quando for à peixaria, supermercado ou restaurante, tente não comprar essas espécies. Se informe sobre os problemas que elas enfrentam, converse com seus amigos e familiares sobre o problema e seja consciente nas escolhas. Em vez de pastinha de atum, porque não de azeitona? O temaki não precisa necessariamente ser de salmão e o bacalhau da Páscoa pode ter sua história milenar religiosa, mas do jeito que a coisa tá, vai virar lenda rapidinho...
<a href="http://escriba.org/novo/wp-content/uploads/2008/06/imagem.JPG" title="imagem.JPG"><img src="http://escriba.org/novo/wp-content/uploads/2008/06/imagem.thumbnail.JPG" alt="imagem.JPG" /></a>
Volta e meia alguém vem com o papo de que o Greenpeace defende os interesses dos países ricos, europeus principalmente, e por isso fica enchendo o saco no Brasil para impedir que o país se desenvolva. O argumento é tosco <em>per se</em>, mas fácil de rebater. É só mostrar que o grupo atua em 41 países, vários dos quais ricos - EUA, Holanda, Alemanha, Inglaterra, Japão, etc. O cansativo é ficar catando links das páginas do Greenpeace desses países com as ações contra crimes ambientais que rolam por lá, pra mostrar que o grupo enche o saco aqui, ali, acolá, em todo lugar, pelo meio ambiente.
Pois eis que surge um site que reuniu tudo num espaço só, <strong><a href="http://gponline.myfavouriteplaces.org/" target="_blank">Greenpeace Online</a></strong>, criação do blogueiro Pepijn Koster. Toda notícia atualizada na página do Greenpeace EUA, Suécia, França, Canadá, México, Argentina e outros aparece nela também, graças ao tal do <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/RSS" target="_blank">RSS</a></strong>. O Brasil ainda tá de fora, por problemas técnicos, mas já já será incluído.
Koster é editor da página <strong><a href="http://www.myfavouriteplaces.org/wl/" target="_blank">My Favourite Places</a></strong>, dedicada a notícias sobre o mar, biodiversidade marinha, conservação e uso sustentável dos recursos do mar. É de lá essa imagem abaixo, sobre o total de reservas marinhas existentes hoje no mundo. Pouco, né?
<img src="http://overfishing.org/pivotcms/images/world_protected_area_small_copy1.png" align="top" width="556" height="351" />
Por falar em proteção dos mares, o Greenpeace lançou recentemente uma <strong><a href="http://www.greenpeace.org/international/seafood/red-list-of-species" target="_blank">lista vermelha das espécies marinhas</a></strong> que sofrem com a pesca predatória e cujas populações podem entrar em colapso muito em breve. A idéia é conscientizar as pessoas para que não comprem esses peixes, crustáceos e afins.
Na lista estão o atum, o salmão do Atlântico, o bacalhau do Atlântico, tubarões (como <strong><a href="http://umamallapelomundo.blogspot.com/2008/01/onu-e-os-tubares.html" target="_blank">bem lembrou</a></strong> minha colega de blogagem Lucia Malla), o peixe-espada, o marlin e o camarão tropical, entre outros. No Brasil, estão os estoques pesqueiros de corvina, badejo, sardinha e tainha são alguns que beiram o colapso.
Portanto, quando for à peixaria, supermercado ou restaurante, tente não comprar essas espécies. Se informe sobre os problemas que elas enfrentam, converse com seus amigos e familiares sobre o problema e seja consciente nas escolhas. Em vez de pastinha de atum, porque não de azeitona? O temaki não precisa necessariamente ser de salmão e o bacalhau da Páscoa pode ter sua história milenar religiosa, mas do jeito que a coisa tá, vai virar lenda rapidinho...
Felipe
As atividades de produção de carnes vermelhas são enormemente impactantes ao meio ambiente, seja na ocupação de terras nativas ou agriculturáveis ou pelas emissões, resíduos e efluentes.
Bovinos, suinos e aves, produzem estercos que podem contaminar recursos hidricos. E nao é somente em sistemas de confinamento.
Tu sabias que o "first flush" primeiras águas de chuva que escoam de uma criação de gado, não confinado, são correspondentes a um esgoto cloacal.
Já em regimes de confinamento os impactos podem ser enormes.
Imagine milhares de suínos produzindo toneladas de estercos (liquidos e sólidos) concentrados num ponto? Sorte haver sistemas de tratamento ETE (Estações de Tratamentod e Esgoto? Efluentes? Escrementos... Estercos!!)
Uma ETE de suinocultura é um belo porjheto de engenharia, onde se pode aproveitar o metano emitido (usa-lo para produ~ção de energia) e os líuidos podem ser uma boa fonte de nutrientes para agricultura.
Já aves produzem "camas" mistura de serragem e estercos que podem contaminar solos, porem podem ser bem geridos e tratados.
Pois é, Jorge, o problema são as nuances do governo, de como coloca a informação. Parece q só o um tipo de atum é um problema de ser pescado. As outras espécies, "pode pescar à vontade"... Por isso q eu desconfio do governo, nesse caso. Em quanto de pressão econômica e quanto de levantamento adequado de dados existiu.
Lucia, não é só o bluefine que tá ameaçado não, a lista completa inclui:
Bigeye (thunnus obesus), atum azul do atlantico norte (thunnus thynnus), atum azul do Pacífico (thunnus orientalis), atum azul do atlantico sul (thunnus maccoyii), atum amarelo (thunnus albacares) e o albacore (thunnus alalunga).
Só agora vi o seu post sobre o mesmo assunto, vou acrescentar no post, valeu!!
Foi exatamente pensando nesse problema que eu elaborei o "guia malla de consumo de peixes" (:D) para os nossos debates ambientais, no dia dos oceanos. Falar em preservar sem trazer as alternativas e informações ao público geral é de certa forma ineficiente. Precisa mostrar alternativas, e o Greenpeace com essa página q vc linkou mostra um excelente passo na direção da eficiência.
Só uma coisa, Jorge: sobre atuns, escrevendo meu post acima, achei a informação de q de acordo com notícias dos órgãos governamentais (e coloque aqui todas as dúvidas possíveis que eles geram com seus dados...), o atum consumido no Brasil é virtualmente todo vindo da pesca em águas brasileiras e o estoque não estaria "ameaçado". Com o acréscimo de q não é pescado o blue fin tuna, espécie que está se extinguindo, e sim outras espécies de atum menos ameaçadas (?). Mas veja, eu não sei até q ponto científico o governo foi para tal idéia - sei q há uma pressão econômica para q se pesque mais atum em ágauas brasileiras.
De qualquer forma, o blue fin tuna está indo pro beleléu exatamente por causa da indústria do sushi. E quando vc compra atum numa latinha, vc não sabe qual atum está ali, o q torna toda a questão mais complexa ainda.
Eu sinceramente evito atum, sempre que possível. Simplesmente porque imagino a pressão econômica que o governo deve sofrer para dizer o q falei acima: q o atum q a gente consome é nacional e "não tem problema" de extinguir-se. Quanto disso é real e quanto é forçação de barra da indústria?
No mais, excelente dica, Jorge. A dica do Greenpeace é excelente. No post acima citado meu, tbm deixo o link do SeaFoodWatch, lista feita pelo aquário de Monterey, mais ou menos nos mesmos moldes da do Greenpeace. Acho interessante q mais listas como essa se propaguem internet afora. :)
Sílvia, eu já tinha ouvido sobre o assunto, mas na época não me preocupava muito com isso e não dei a devida importância!
Valeu pelo esclarecimento!
Acho que o ideal não é parar de comer carne, mas esclarecer as pessoas sobre estes problema e educar para, quando for comprar a carne, se informar sobre a procedência e evitar os criadores praticam estas "irregularidades". Mas sabemos como é difícil, né!
Sei lá, é uma sugestão. Mas passarei a ter mais cuidado ao consumir carne.
Falando em greenpeace, convite:
Às 13h no meu blog postarei sobre uma campanha do greenpeace sobre a floresta amazônica, aparece por lá e participe!
Abraço
A Andréa N., do In Other Worlds (http://rosebud-nyc.blogspot.com/), é vegana. Recentemente, ela lançou o blog Brazil Nut (http://brazilnut-nyc.blogspot.com/) com receitas puramente veganas. Ela e o marido não comem carne nem qualquer outro produto derivado de animais nunca. Eu não cheguei lá, mas de vez em quando pego uma receitinha diferente para experimentar. :-) Aliás, ontem à noite fiz pizza vegetariana com massa de inhame (mas essa dica é da Sonia Hirsch - www.correcotia.com.br), mas ainda está em processo de aperfeiçoamento.
Felipe, o problema com a carne não é só por conta dos puns, mas do desmatamento das florestas para criação de gado e da quantidade que alimento esse gado consome para ser criado (alimento esse que poderia alimentar pessoas). A carne hoje também não é mais tão saudável porque a própria alimentação do gado e a quantidade de remédios e hormônios que ele toma fazem uma caca danada. Em tempo: eu como carne, mas tenho evitado ao máximo.
Devo ser honesto,
amo carne vermelha e não consiguo entender (provavelmente por ignorância) até que ponto este alimento causa tanto prejuiso ao meio ambiente...
Claro que sei do metano emitido pelos bovinos, mas se não comermos, terão mais vaquinhas descuidadas soltando gases por ai!rsrs
Quanto aos animais ameaçados de extinção (não só animais, mas qualquer espécie de vida), concordo plenamente que não devemos consumi-los, é possível fazer substituições!
Abraço
Uff... obrigado pelo esclarecimento Denise.
Nesses dias que relançam um filme do Hulk, voce diz que tava dificil ser verde, fiquei preocupado mas ja passou. |-)
Mas é isso mesmo, não tem muito pra onde correr. A gente é culpado sem ter culpa e por ter a consciencia, se sente na obrigação de suprir o que outros milhões não fazem. Uma dureza.
Segundo a patroa, que diz que é nutricionista, a carne é necessária sim, ainda que em quantidades infinitamente menores do que as classes privilegiadas costumam consumir. O que eu como em um churrasco provavelmente deveria ser minha cota anual. Não deveria dizer isso aqui, mas sou mais honesto que correto, fazer o que?
Abraços, garota.
Alimentar-se bem significa comer carne? Tenho cá minhas dúvidas. De qualquer forma, tenho procurado adaptar-me a outras alternativas muito saudáveis, por sinal. A gente não mesmo para onde correr. Mas, eu não preciso me pintar de verde. Já consumo muitos vegetais verdes, e muita soja, o que também é um problema, certo? Não sou carnívora, mas adoro um peixinho.
Quanto ao Greenpeace, é verdade que muitas pessoas não o vêem com simpatia. Mas , sem dúvida, é um trabalho de valor imenso em defesa de nossos recursos ambientais.
Fiz um post sobre as azeitonas e o atum, inspirado neste, hehe.
beijos verdes, garotos
Jorge.
Conheço a ação do Greenpeace na Europa, pinipalmente na Italia e sei do quanto e da abrangência das ações. Confirmo.
Quanto ao comentário da Denise, me veio uma preocupação por ela. Ela está tentando ficar verde? Denise, pinta o rosto, sei lá, usa maquiagem verde, mas alimente-se bem :-)
Abraços
Puxa, é realmente muito difícil ser verde. Por tantos anos consumindo carne de animais, passar para abstençao é um passo que requer muita força de vontade. Deixar de comer carne vermelha foi fácil; a de frango, estou deixando lentamente; mas, a de peixe, confesso que tem sido mais difícil. Mas não impossível, claro. Só em pensar que espécies podem entrar em colapso, a sensação que tenho é a de que venho contribuindo, ao longo dos anos, para que a situação chegasse a este ponto. Trocar a pastinha de atum por uma de azeitona? É uma alternativa bem interessante.
abraço, garoto