Aproveitando o gancho que a Luz deixou no post anterior, minha aposta também é nas crianças, e adolescente também, porque estão na fase de ir contra o sistema. Então, quando realizamos ações que visem a conscientizá-los  da importância de cuidar da natureza, a probabilidade de resultados é infinitamente mais eficiente do que se tentarmos educar os adultos (certo, Afonso?).

A conscientização sobre a necessidade de conservação e defesa do meio ambiente para presentes e futuras gerações é prevista na Lei 9.795/99, inciso VI do parágrafo 1º do art. 225 da Constituição Federal de 1988que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental: "promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente".

É possível, de forma criativa, mudar o comportamento dos pequenos estudantes e torná-los agentes de defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado e saudável. Projetos que explorem fatos do cotidiano dos aluno e que possam ser desenvolvidos contínua e profundamente ao longo do ano letivo, são eficientes porque permitem que o aluno perceba como ele pode interferir crítica e responsavelmente sobre sua realidade ambiental. A aprendizagem será mais efetiva se a atividade estiver adaptada às situações da vida real da cidade, ou do meio em que vivem aluno e professor.

As imagens ao lado mostram a realização de um projeto de conscientização sobre a responsabilidade de combate à dengue. Crianças, bem pequenas, participaram da confecção de cartazes e de máscaras dos "mosquitinhos' da dengue, usando material reciclado. Foram em todas as salas de aula do colégio e deram seu recado para os colegas. Certamente seus pais estarão cientes de que fazer a coisa certa depende deles, pois as crianças são bem pequenas e não têm o poder de decidir sobre a organização da casa e da familia. Mas o recado está dado, não acham?

Certamente não vamos, sozinhos, resolver os problemas do nosso planeta, mas podemos contribuir para que as próximas gerações, as dos nossos filhos e netos, encontrem uma Terra melhor. Nos próximos 50 anos, muitos de nós terão descendentes próximos ainda vivos, pois muitas das pessoas que nasceram hoje, ainda estarão vivas. Portanto, que cada um faça a sua parte e da melhor forma possível. Pelos nossos filhos e pelos filhos de nossos filhos.

Imagens: Alunos do Ensino Fundamental -Colégio SEPLER - RJ
Referências: Educação Ambiental Urbana - uma alternatiava de ensino nos grandes centros urbanos
Ambiente Brasil - Educação Ambiental

5 Comments

Sabe, Afonso, também sinto esta descrença, às vezes, mas, como voce mesmo citou em seu post, temos de torcer para que a semente caia em boa terra e produza frutos.
abraço, garoto

Denise,

A questão que se põe é: os adultos de hoje são capazes de, literalmente, destruir o mundo. Aí não sobrará nada para educarmos as crianças. Claro que a Educação Ambiental deve ser para todos e fundamentalmente para as crianças (não nego e nem poderia negar isso), mas, como disse, nós podemos destruir o mundo, as crianças/adolescentes não. De mais a mais, já vejo, hoje, todas as escolas envolvidas na educação ambiental das crianças. É uma questão de tempo apenas. Tempo que é muito curto para destruir e muito longo para educar.

E não devemos nos iludir: não será na geração dos nossos filhos e netos. Isso é um processo muito longo, de eras... Sequer a modernidade, com seus já quase 600 anos, ainda mudou o mundo por completo. Nosso atual sistema econômico ainda tem muito para se aperfeiçoar até que a História o considere um período passado, assim como considera o tempo dos gregos, dos romanos, da Idade Média...

Uma criança que repreende os pais por mau comportamento ambiental, o faz por uma ou duas vezes; na terceira, desiste e volta a seguir o padrão dos pais, seja por medo da represália, seja por descobrir que é mais fácil e recompensador seguir os exemplos dos pais. É uma questão de força. E a força dos pais (incluindo a família) sempre será maior que os esforços das escolas, blogs, etc.

Denise, tenho certeza que as próximas gerações serão mais ecoconscientes. O problema é que se as gerações de adultos atuais não reverterem a destruição com mudanças radicais de comportamento não restará grande coisa para as próximas...Beijo.

Principalmente porque eles e suas gerações herdarão o mundo que deixarmos, não é mesmo? Mas, duvido que estes pais que ignoram as atitudes ecoconscientes nunca tenham visto uma imagem como : esta
O que existe é comodismo e egoísmo para fazer qualquer esforço a fim de preservar o mundo que nos acolhe.
abraço, garoto

Denise
Para mim não há dúvidas que a semente plantada num solo fértil, jovem, promissor germinará muito mais fácil que em solos cansados.
Eu já fiz este teste.
Fique numa praça e cuide pessoas que jogam lixo no chão. Tente chamar atenção, indique a lixeira, receberás grunhidos, descaso, desatenção e, as vezes, ouvirás: - o que tu tem a ver com isto? Fica na tua.
Veja a reação das pessoas quando uma criança chama atenção: vergonha, a pessoa junta o lixo,...
Tendo um filho de 7 anos já pedi que ele me ajude e os pedidos dele são/foram atendidos em quase 100%. Meus pedidos não passam/passarm de 10%.
Assim, aquela mãe que não quer reciclar, pode não merecer esforço, vale a pena investir no filho(a) dela, que ele(a) irá ajudar esta mãe.
Qual não foi o pai/mãe que já recebeu uma chamada de atenção do filho por jogar lixo no chão?
Nosso futuro são nossos filhos.

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Esta página contém um post de Denise Rangel publicado em maio 29, 2008 2:04 PM.

Educando no meio ambiente urbano é a postagem anterior.

Aquecimento global: mito ou verdade? é a próxima postagem.

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