Este post faz parte do Ciclo de Debates Ambientais do Faça a sua parte, iniciativa que decide estender as discussões do 5 de junho, dia mundial do meio ambiente, para além da data - por 3 semanas, até 15 de junho. Neste período iremos tratar diferentes tópicos do ambientalismo atual e tentar levantar um debate saudável sobre esses tópicos - muitos deles polêmicos. Se você quiser participar, discutir, comentar, compartilhar informações, medos, ações, idéias... a caixa de comentários do Faça está à disposição!
Difícil continuar com a bola que a Xará Lucia tão bem levantou e a querida Denise seguiu tão bem (vale ler, leiam). E optei por colocar na roda a tal da agricultura sustentável...
Fato: desde 1960, a produção agrícola cresceu 160%, enquanto a população dobrou - somos quase 7 bilhões de almas no planeta azul. Alguns muitos comem menos do que devem, enquanto outros sofrem com o pepino da obesidade - fruto de má dieta e industrialização.
Claro que vencemos um enorme desafio, mas sabemos que a produção degrada, sim ecossistemas. Haja visto o grande caso, aqui no Brasil, da soja no Mato Grosso, que se transforma em tantas manchetes.
Para que a produção de alimentos seja suficiente para todos, sem degradar o meio ambiente - fundamental para que ela exista, a adoção de medidas sustentáveis precisa ser global, geral e irrestrita. No site da Convenção pela Diversidade Biológica, encontrei um trecho interessante:
Políticos e consumidores precisam fazer a sua parte para assegurar que os produtores tenham os incentivos para adotar práticas sustentáveis. Individualmente, a educação sobre as consequências das escolhas alimentares é um passo importante para atingir esta meta. No macro, planejamento da paisagem (e sua preservação) tende a conservar a diversidade.Se conseguirmos criar um sistema agrícola sustentável, que preserve a biodiversidade e os ecossistemas globalmente, vamos conseguir alimentar o mundo e garantir que seus recursos cheguem às próximas gerações.
De lá, também:
A Agricultura Sustentável procura usar os recursos naturais para produzir a safra ideal de forma economia, ambiental e socialmente lucrativa, sem esgotar os recursos de que necessita. Fazer a transição é um processo.
A administração sustentável objetiva:
- usar água, terras, nutrientes e outros recursos naturais eficientemente, ou num nível que possam ser recuperados de forma que sejam preservados. Um exemplo: usar água levando em consideração todos os outros ecossitemas de que participa (rios, ciclos, água potável e sistema sanitário).
- manejo da biodiversidade de forma que os recursos sejam preservados. Exemplo: manter as espécies selvagens dentro das plantações, bem como matas e vegetação ciliar.
- diminuir o impacto da agricultura no ambiente, reduzindo o uso de químicos, principalmente os que são resultado de fontes não-renováveis.
Aqui no Brasil isso não passa de sonho distante. Fiquei horas navegando em sites:
- Convention for Biological Diversity
- Platform for Agrobiodiversity Research
- International Institute for Environment and Development (IIED)
- SARD - Sustainable Agriculture and Rural Development
- Management of Animal and Genetic Resources (FAO)
Enquanto lia, virava, pensava, lembrei de algumas manchetes dos últimos dias:
- Blairo Maggi e a questão da soja no Mato Grosso - que desmata furiosamente, inclusive floresta amazônica.
- A transposição do rio São Francisco - que é vendida como a salvação da lavoura
- A matéria do Jornal Nacional sobre o assoreamento do mesmo rio
- A matéria também do Jornal Nacional sobre o uso de hidrogênio na Islândia - que permite, por exemplo, ver as baleias de pertinho sem assustá-las, sem falar na não-poluição...
- os comentários que tenho recebido nos últimos dias lá no post sobre o movimento Amazônia para sempre, em que algumas pessoas juram que é impossível preservar e comer.
- O comentário de uma colega blogueira dizendo que orgânico é impossível de comprar, porque é caro.
- O rosto do povo no supermercado quando abro a mochila e tiro a minha sacola de compras de dentro.
E fico pensando: quando é que a humanidade vai realmente aprender a fazer a sua parte? com o tanto de conhecimento que a gente já tem será que não dava pra fazer mais?
Quer dar seu palpite? Provar que a humanidade merece salvação e sobrevivência? Comente!
Este post faz parte do Ciclo de Debates Ambientais do Faça a sua parte, iniciativa que decide estender as discussões do 5 de junho, dia mundial do meio ambiente, para além da data - por 3 semanas, até 15 de junho. Neste período iremos tratar diferentes tópicos do ambientalismo atual e tentar levantar um debate saudável sobre esses tópicos - muitos deles polêmicos. Se você quiser participar, discutir, comentar, compartilhar informações, medos, ações, idéias... a caixa de comentários do Faça está à disposição!
Difícil continuar com a bola que a Xará Lucia tão bem levantou e a querida Denise seguiu tão bem (vale ler, leiam). E optei por colocar na roda a tal da agricultura sustentável...
Fato: desde 1960, a produção agrícola cresceu 160%, enquanto a população dobrou - somos quase 7 bilhões de almas no planeta azul. Alguns muitos comem menos do que devem, enquanto outros sofrem com o pepino da obesidade - fruto de má dieta e industrialização.
Claro que vencemos um enorme desafio, mas sabemos que a produção degrada, sim ecossistemas. Haja visto o grande caso, aqui no Brasil, da soja no Mato Grosso, que se transforma em tantas manchetes.
Para que a produção de alimentos seja suficiente para todos, sem degradar o meio ambiente - fundamental para que ela exista, a adoção de medidas sustentáveis precisa ser global, geral e irrestrita. No site da Convenção pela Diversidade Biológica, encontrei um trecho interessante:
Políticos e consumidores precisam fazer a sua parte para assegurar que os produtores tenham os incentivos para adotar práticas sustentáveis. Individualmente, a educação sobre as consequências das escolhas alimentares é um passo importante para atingir esta meta. No macro, planejamento da paisagem (e sua preservação) tende a conservar a diversidade.Se conseguirmos criar um sistema agrícola sustentável, que preserve a biodiversidade e os ecossistemas globalmente, vamos conseguir alimentar o mundo e garantir que seus recursos cheguem às próximas gerações.
De lá, também:
A Agricultura Sustentável procura usar os recursos naturais para produzir a safra ideal de forma economia, ambiental e socialmente lucrativa, sem esgotar os recursos de que necessita. Fazer a transição é um processo.
A administração sustentável objetiva:
- usar água, terras, nutrientes e outros recursos naturais eficientemente, ou num nível que possam ser recuperados de forma que sejam preservados. Um exemplo: usar água levando em consideração todos os outros ecossitemas de que participa (rios, ciclos, água potável e sistema sanitário).
- manejo da biodiversidade de forma que os recursos sejam preservados. Exemplo: manter as espécies selvagens dentro das plantações, bem como matas e vegetação ciliar.
- diminuir o impacto da agricultura no ambiente, reduzindo o uso de químicos, principalmente os que são resultado de fontes não-renováveis.
Aqui no Brasil isso não passa de sonho distante. Fiquei horas navegando em sites:
- Convention for Biological Diversity
- Platform for Agrobiodiversity Research
- International Institute for Environment and Development (IIED)
- SARD - Sustainable Agriculture and Rural Development
- Management of Animal and Genetic Resources (FAO)
Enquanto lia, virava, pensava, lembrei de algumas manchetes dos últimos dias:
- Blairo Maggi e a questão da soja no Mato Grosso - que desmata furiosamente, inclusive floresta amazônica.
- A transposição do rio São Francisco - que é vendida como a salvação da lavoura
- A matéria do Jornal Nacional sobre o assoreamento do mesmo rio
- A matéria também do Jornal Nacional sobre o uso de hidrogênio na Islândia - que permite, por exemplo, ver as baleias de pertinho sem assustá-las, sem falar na não-poluição...
- os comentários que tenho recebido nos últimos dias lá no post sobre o movimento Amazônia para sempre, em que algumas pessoas juram que é impossível preservar e comer.
- O comentário de uma colega blogueira dizendo que orgânico é impossível de comprar, porque é caro.
- O rosto do povo no supermercado quando abro a mochila e tiro a minha sacola de compras de dentro.
E fico pensando: quando é que a humanidade vai realmente aprender a fazer a sua parte? com o tanto de conhecimento que a gente já tem será que não dava pra fazer mais?
Quer dar seu palpite? Provar que a humanidade merece salvação e sobrevivência? Comente!
O primeiro problema é que alguns comem demais até se tornarem obesos, enquanto outros morrem de fome. A grande questão é : se todos se alimentassem suficientemente, será que o planeta teria recursos para sustentar a todos? A resposta parece que é "sim", ainda não alcançamos o ponto crítico neste sentido. A sustentabilidade teria que começar por uma melhor distribuição da produção disponível. Mas como? Aí entram em jogo fatores políticos e filosóficos...
Mas esta produção de alimentos degrada o planeta? É claro que isto acontece, com o desmatamento, as monoculturas que comprometem a biodiversidade e os poluentes lançados no meio ambiente, como vocês citaram. Não temos escolha, a agricultura sustentável tem que ser implementada e de forma urgente. O problema é como fazê-lo e em escala mundial.
Allan, eu estava justamente falando com minha filha sobre o desperdício de alimentos nestes locais que você citou.E, penso também que muitos produtores preferem os produtos não perecíveis, pois , os outros, como o tomate ,por exemplo, acarretariam em prejuízo e desperdício de dinheiro, dada a sua vida útil reduzida.
Lucia, também faço estas perguntas. A sensação é a de que as pessoas vivem o aqui e o agora, ignorando o que há de vir. Será que não têm filhos e netos?É de doer.
beijo, menina e garoto
Se você for ao Ceasa ou a qualquer fim de feira - inclusive na Itália - vai descobrir que além do impacto ambiental que a produção de alimentos causa, existe um enorme desperdício. Muita coisa acaba mesmo é no lixo. Plantar de forma racional diminuiria não apenas a degradação do meio ambiente, mas economizaria muito insumo utilizado para produzir produtos que não chegam a ser consumidos.
Olá amigos do Calendário Verde, eu acredito que dá para comer e preservar, sim!! Tudo que é feito com consciência tem um retorno favorável da Natureza.
Hoje eu postei em meu blog com dois dias de atraso sobre a blogagem coletiva da Biodiversidade e da Mata Atlântica, com antecipação. Pois, devido à semelhança dos temas - resolvi juntar as postagens.
Abraços,
Madalena