Aquecimento global: mito ou verdade?

Esse texto faz parte dos "Debates Ambientais do Faça a sua parte".


Muito se fala hoje do efeito estufa. Vozes contraditórias que refletem muitas vezes o quanto a informação e a desinformação andam juntas, por culpa da influencia dos interesses. Lendo aqui e ali pode parecer que o efeito estufa seja um vilão misterioso que vai nos destruir, ou de outro lado, algo inofensivo e sem conseqüências. Pois não é nem uma coisa nem outra. O efeito estufa é um dos responsáveis pela existência da vida na terra com sua ação reguladora do calor que nos chega do sol e é natural. Existe há milênios. Mas porque se chama efeito estufa?

Porque as estufas, aquelas casas feitas de vidro feitas para se conservar plantas durante o período frio, se utilizam do mesmo processo que ocorre na atmosfera.

Na terra chegam mais ou menos 1366 watt de energia por metro quadrado proveniente do sol. Isso na parte alta da atmosfera. Toda essa energia vem na forma de ondas eletromagnéticas, na verdade um espectro constituído de ondas com praticamente todos os comprimentos de ondas possíveis. A atmosfera, feita de camadas com densidades e composições diferentes, deixa passar apenas parte da radiação, ou seja as ondas mais longas que penetram e chegam até o solo, enquanto que as ondas mais curtas são refletidas e se disperdem. Uma dessas ondas é a chamada infravermelho que transporta nada mais nada menos que calor. Pois bem, uma parte de tudo o que chega ao solo é absorvida, entre elas o calor e outra parte volta ao alto, refletida. A parte refletida no entanto já tem muito menos energia e as ondas são sempre as mais longas. Quando atingem camadas da atmosferas que tem a capacidade de refleti-las de novo, praticamente quase nada consegue atravessar essa barreira. Em outras palavras, o calor do sol atravessa a atmosfera, aquece a terra e parte desse calor quando está voltando pra cima, encontra uma camada que o retêm. Essa camada no caso da estufa é o vidro, no caso da atmosfera é a dos gases estufa. Tudo isso simplificando muito, mas é mais ou menos assim.

Se não existisse esse fenômeno a temperatura média seria tremendamente menor e o planeta seria uma enorme bola congelada. A temperatura média de todo o planeta é de mais ou menos 15 graus e sem o efeito estufa, seria de 20 graus negativos. O efeito estufa garante uma média de temperatura que permite que exista água em estado liquido e de conseqüência, garante simplesmente a vida na terra. Porém, dentro de parâmetros tao estreitos e em um equilibro tão precário que pequenas variações no sistema, comportam em enormes mudanças.

Uma dessas variações é a da quantidade dos gases estufa presentes na atmosfera. Mas quais são esses gases? Os principais são vapor de água, gás carbônico, o oxido nitroso, hidrofluorocarbonetos e o metano. Todos esses gases são presentes na atmosfera em uma determinada concentração. Medições feitas nos últimos cem anos, detectaram um aumento de presença de todos estes gases. Analogamente, a esse aumento correspondeu um aumento da temperatura média do planeta, conseqüência logica em função do processo descrito acima.

O metano é liberado por animais, aos quais nos incluímos. Se levarmos em conta que somos já quase 7 bilhões e que ainda criamos inúmeros animais que superam esse número, fica fácil avaliar, ainda que intuitivamente, o quanto aumentou a emissão desse gás nos últimos anos. Outro dos grandes responsáveis pelo aumento da temperatura é o gás carbônico.

O CO2 é presente na atmosfera em uma concentração de mais ou menos 0,03%, que varia de acordo com o período do ano em mais ou menos 5 partes por milhão. Parecem números ínfimos. Mas considere-se que o limite aceitável para um local de trabalho é de 0,05% e que com 0,4% já se corre risco para a saúde, começa-se a entender como nosso corpo e nosso planeta são sensíveis a esse gás. Considere-se também o seguinte: com 5% de gás carbônico no ar a morte é certa e que o ar que sai de nossas narinas contém 4,5% do mesmo.

Sim, nós também somos fábricas de CO2, assim como todos os animais que respiram, além de ser produzido em toda e qualquer combustão. E disso, combustão, é o que não falta em nosso mundo moderno. Quantos são os fogões, as indústrias, automóveis, queimadas, caminhões, trens, cigarros, aviões, navios e churrasqueiras emitindo CO2 nesse momento?

Teríamos uma bela esperança de resolução desse quadro, visto que as plantas são gulosas de gás carbônico e o absorvem. Mas o triste de tudo isso é que ao mesmo tempo que aumenta a produção, elimina-se sempre mais as áreas cobertas de verde, diminuindo com isso a absorção. Um movimento com mesma direção mas sentidos divergentes. Um desastre.

Segundo estudos, a concentração de Co2 na atmosfera aumentou de 35 % desde a revolução industrial e uma grande parte desse aumento é muito recente, coisa dos últimos 50 anos. Essa elevação sempre maior corresponde em igual trend de aumento, à temperatura media global.

O problema, é que isso não é uma prova cientifica. Nos estudos climáticos globais, uma das maiores dificuldades é determinar uma certeza cientifica, pela complexidade e magnitude do material de laboratório, no caso todo o planeta terra. Mas as evidências baseadas nos dados disponíveis nos aproximam tanto da certeza, que não são outra coisa além de ridículas as tentativas dos poderes fortes e dos interesses econômicos em criar com a contra-informação um pseudo movimento que questiona a origem antropica desses eventos.
O problema do aquecimento que estamos assistindo não é o aumento da temperatura em si, mas sim a velocidade com que o fenômeno está se produzindo. Mudanças climáticas sempre ocorreram e ocorrerão, porém o metabolismo planetário é ritmado aos milhões de anos, enquanto que nossa atividade produziu em menos de 200 anos, o que os sistemas teriam levado milênios para se adaptar. Dentro desse sistema, estamos também nós. Teremos que enfrentar notáveis esforços de adaptação de agora em diante. Mas temos muitos problemas adjuntivos a resolver.

Porque as medidas para se minimizar o problema são até que simples na sua essência. Teríamos que simplesmente reduzir drasticamente o crescimento da população, deixar de produzir e consumir de acordo com os padrões atuais, eliminar a pobreza e também a riqueza e a especulação, mudar todos os sistemas de produção de energia baseados em queima de hidrocarbonetos e... vamos ver... recuperar ao menos 50 por cento das florestas originais destruídas. Uf, foi bem fácil escrever a frase com as soluções. Mas ela contém um mundo em uma dimensão paralela à nossa. Um mundo utópico, impossível e mágico. Tristemente mágico pela distancia que nos separa dele.

Uma das primeiras tentativas de se limitar os danos, foi o protocolo de Kioto, onde vários países se comprometeram a reduzir suas emissões de gases estufa na atmosfera. Mas é pouco. Até porque o acordo não contou com a adesão dos EUA, um dos maiores responsáveis por emissões. Alegaram que existem estudos que poe em dúvida a atividade humana como causa do aumento desses gases e a relação deles com o aumento de temperatura. Mais tarde, como esse argumento era facilmente destrutível, mudaram registro e aí a alegação foi de que a economia americana não estaria pronta a uma transição para a baixa emissão.

Além disso, o protocolo isentou dois dos outros maiores países, as superpovoadas China e Índia, como uma moratória para que se adequassem sem comprometimento de suas economias. Nesse caso a medida causou o efeito contrário que se pretendia. Como esses países estavam, vamos dizer, liberados, muitos dos países que assinaram o protocolo transferiram para lá suas atividades produtoras de gases estufa, medida que livra a cara de quem fez pose de bonzinho e ainda por cima aumenta ainda mais o problema.

Em 2005, esses países, EUA, China, Índia e mais Coreia do Sul e Austrália, que juntos representam 40% de todo o Co2 que vai pra atmosfera, assinaram em Camberra um pacto alternativo ao protocolo de Kioto, prevendo a limitação das emissões a partir do desenvolvimento de novas tecnologias e formas de energia a impacto zero.

Como se vê, aquilo que a comunidade cientifica reputa como uma emergência, considerando que já passamos da linha de retorno, tem como respostas praticas apenas um conjunto de intenções a longo prazo e ainda assim, sem muito consenso ou boa vontade.

Nós como espécie superamos inúmeros períodos difíceis. Soubemos nos adaptar a infindáveis mudanças e cataclismos. Saberemos também reordenar nossa vida, quem sabe plantando cana na Sibéria e na Patagônia e povoando a Groenlândia. Mas o que nos move a clamar por ações mais concretas é a consciência do preço que se pagará por isso. O maior deles é o sofrimento de inteiras populações, a morte de milhões pela fome que já aumenta, pela falta de agua, pelas enchentes ou outros fenômenos e mesmo pelas guerras, que parece são inevitáveis em períodos de escassez. Sofrimento, dor e desespero que não podem fazer parte do horizonte de quem sabe o quanto nos deu a natureza e do quanto brutalmente inútil, alucinado, injusto e pernicioso é esse desprezo que alimentamos pela nossa mãe.

6 Comments

Então vamos aos fatos:

O aquecimento global existe? SIM!

O efeito estufa existe? NÃO!
O fundamento da teoria de que os raios do Sol são refletidos de volta para a Terra e mantém um ambiente propício para a vida no planeta já foi desmentido por medições feitas com satélites e, para os que são mais céticos, com balões atmosféricos. Se a teoria fosse verdadeira, seria necessário que próximo a Troposfera a temperatura fosse levemente maior que nas camadas inferiores e isto como se sabe não ocorre.

O CO2 é responsável pelo aquecimento global? NÃO
Já foi provado por amostras de gelo em Vladivostok que o CO2 é formado pelo aquecimento e não o contrário.

Os 2500 cientistas que assinam os relatórios do IPCC estão corretos? NÃO!
Na verdade a maioria deles nem cientista é. Esta órgão das Nações Unidas é mais uma daquelas organizações que não faz nada, não resolve nada e só escrevem besteira.

Após a revolução industrial o CO2 aumentou? NÃO!
Na verdade, a concentração de CO2 aumentou ANTES da revolução industrial (quando a atividade econômica era mínima) e REDUZIU DEPOIS de 1940 (quando a atividade econômica poluente teve um aumento surpreendente). Além disto, apesar da queda da concentração de CO2 durante 4 décadas (1940 ~ 1980) o aquecimento global continuou o que prova de maneira irrefutável que a relação causa efeito entre CO2 e temperatura do planeta é exatamente o contrário.

O HOMEM pode fazer alguma coisa a respeito? NÃO! É CLARO QUE NÃO!
Já houve aquecimento global há 400 anos e também períodos muito mais quentes que hoje há 8 mil anos quando a população da terra era de meros 5 milhões de habitantes!

O homem e sua atividade econômica geram 6,5 Gt (gigatoneladas) de CO2 por ano. Neste montante estão incluídos: fábricas, usinas, indústrias, queima de derivados do petróleo por automóveis, aviões, caminhões, navios, etc. Também estão incluídos neste total o ar que expiramos, os nossos "pums", o gás que escapa em cada refrigerante, cerveja e champagne, etc. TUDO!

Se considerarmos que os VULCÕES lançam 23 Gt/ano, Animais & Bactérias geram 150 Gt/ano, vegetação morta em decomposição produz 550 Gt/ano e nossos OCEANOS emitem 1500 Gt/ano então chegamos a conclusão que as 6,5 Gt/ano produzidos pelo homem não são NADA! Apenas 0,31%.

Não é preciso ser um especialista, meteorologista, ambientalista ou cientista para entender que o que está ao nosso alcance em eliminar (não podemos parar de respirar, né?) é tão insignificante que nem vale a pena comentar.

O que podemos fazer é nos informar sobre o real problema do aquecimento e quais são seus verdadeiros motivos e origens e, na qualidade de formadores de opinião, não repassar informações absurdas como se verdadeiras fossem.

Seria útil que todos comprassem o DVD ou assistissem na internet o filme do Canal 4 da BBC: "The Great Global Warming Swindle" (A Grande Trapaça do Aquecimento Global) e ver toda a sujeira e estratégia política que existe por trás desta que será um dia considerada a maior pegadinha da história. E porque? SIMPLES: este ano que está chegando ao fim (2008) apresenta uma característica interessante A TEMPERATURA GLOBAL CAIU! Caiu pouco mas caiu!

Vocês já devem imaginar que aproximadamente 2 milhões de pessoas entre pseudo-cientistas, ambientalistas, ONGS, ativistas e jornalistas especializados em "aquecimento global" perderão seu emprego. Afinal o CO2 continua aumentando e ninguém conseguirá explicar como a temperatura média do planeta caiu em 2008.

Eu sei! Já estudei o assunto de maneira pragmática e sem ideologia. Se vocês assistirem ao filme que citei acima, começarão a entender parte do problema e poderão ver uma "luz no fim do túnel". O assunto é complicado e envolve raios cósmicos, manchas solares e outros fenômenos eletromagnéticos (que já existiam a 1 milhão de anos atrás – quando o planeta era habitado por meia dúzia de neandertais – e produzia aquecimentos globais infinitamente maiores que o dos dias de hoje.

Um dia eu também fui um dos propagandistas das balelas do IPCC, por pura ignorância. Mas acordei.

Um grande abraço a todos.

Então vamos aos fatos:

O aquecimento global existe? SIM!

O efeito estufa existe? NÃO!
O fundamento da teoria de que os raios do Sol são refletidos de volta para a Terra e mantém um ambiente propício para a vida no planeta já foi desmentido por medições feitas com satélites e, para os que são mais céticos, com balões atmosféricos. Se a teoria fosse verdadeira, seria necessário que próximo a Troposfera a temperatura fosse levemente maior que nas camadas inferiores e isto como se sabe não ocorre.

O CO2 é responsável pelo aquecimento global? NÃO
Já foi provado por amostras de gelo em Vladivostok que o CO2 é formado pelo aquecimento e não o contrário.

Os 2500 cientistas que assinam os relatórios do IPCC estão corretos? NÃO!
Na verdade a maioria deles nem cientista é. Esta órgão das Nações Unidas é mais uma daquelas organizações que não faz nada, não resolve nada e só escrevem besteira.

Após a revolução industrial o CO2 aumentou? NÃO!
Na verdade, a concentração de CO2 aumentou ANTES da revolução industrial (quando a atividade econômica era mínima) e REDUZIU DEPOIS de 1940 (quando a atividade econômica poluente teve um aumento surpreendente). Além disto, apesar da queda da concentração de CO2 durante 4 décadas (1940 ~ 1980) o aquecimento global continuou o que prova de maneira irrefutável que a relação causa efeito entre CO2 e temperatura do planeta é exatamente o contrário.

O HOMEM pode fazer alguma coisa a respeito? NÃO! É CLARO QUE NÃO!
Já houve aquecimento global há 400 anos e também períodos muito mais quentes que hoje há 8 mil anos quando a população da terra era de meros 5 milhões de habitantes!

O homem e sua atividade econômica geram 6,5 Gt (gigatoneladas) de CO2 por ano. Neste montante estão incluídos: fábricas, usinas, indústrias, queima de derivados do petróleo por automóveis, aviões, caminhões, navios, etc. Também estão incluídos neste total o ar que expiramos, os nossos "pums", o gás que escapa em cada refrigerante, cerveja e champagne, etc. TUDO!

Se considerarmos que os VULCÕES lançam 23 Gt/ano, Animais & Bactérias geram 150 Gt/ano, vegetação morta em decomposição produz 550 Gt/ano e nossos OCEANOS emitem 1500 Gt/ano então chegamos a conclusão que as 6,5 Gt/ano produzidos pelo homem não são NADA! Apenas 0,31%.

Não é preciso ser um especialista, meteorologista, ambientalista ou cientista para entender que o que está ao nosso alcance em eliminar (não podemos parar de respirar, né?) é tão insignificante que nem vale a pena comentar.

O que podemos fazer é nos informar sobre o real problema do aquecimento e quais são seus verdadeiros motivos e origens e, na qualidade de formadores de opinião, não repassar informações absurdas como se verdadeiras fossem.

Seria útil que todos comprassem o DVD ou assistissem na internet o filme do Canal 4 da BBC: "The Great Global Warming Swindle" (A Grande Trapaça do Aquecimento Global) e ver toda a sujeira e estratégia política que existe por trás desta que será um dia considerada a maior pegadinha da história. E porque? SIMPLES: este ano que está chegando ao fim (2008) apresenta uma característica interessante A TEMPERATURA GLOBAL CAIU! Caiu pouco mas caiu!

Vocês já devem imaginar que aproximadamente 2 milhões de pessoas entre pseudo-cientistas, ambientalistas, ONGS, ativistas e jornalistas especializados em "aquecimento global" perderão seu emprego. Afinal o CO2 continua aumentando e ninguém conseguirá explicar como a temperatura média do planeta caiu em 2008.

Eu sei! Já estudei o assunto de maneira pragmática e sem ideologia. Se vocês assistirem ao filme que citei acima, começarão a entender parte do problema e poderão ver uma "luz no fim do túnel". O assunto é complicado e envolve raios cósmicos, manchas solares e outros fenômenos eletromagnéticos (que já existiam a 1 milhão de anos atrás – quando o planeta era habitado por meia dúzia de neandertais – e produzia aquecimentos globais infinitamente maiores que o dos dias de hoje.

Um dia eu também fui um dos propagandistas das balelas do IPCC, por pura ignorância. Mas acordei.

Uma grande abraço a todos.

Muito bom textom tirando a parte de se colocar, como sempre, a culpa nos outros.. Realmente os EUA não assinaram o protocolo de Kioto, porém, no texto não é relatado que este mesmo conjunto de estados é o que tem mais área verde per capita.. Em quanto isso, nós brasileiros, com a Amazónia no nosso território, não pertencemos ao top 10 de áreas verde per capita. Nós, brasileiros, ao invés de colocarmos a culpa nos outros, poderiamos agir mais e melhor de modo a não andarem a assassinar o nosso maravilo "pulmão do mundo".

abrs

Absolutamente excelente.
Muito bom mesmo.
Está anotado.

Abs.

Gosto desse jeito didático de escrever.

Bom, bom, bom.

Que aula! Vou repassar para o pessoal da escola da Condessa. abs

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Este post

Esta página contém um post de Flávio Prada publicado em maio 30, 2008 2:43 AM.

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