M'illumino di meno
São já quatro anos que os responsáveis por um dos programas de maior audiência dos finais de tarde italianos, levam avante essa campanha. O programa é "Caterpillar" e a campanha "M'illumino di meno" que quer dizer me ilumino de menos, quase que nem precisando de tradução. Além de ser um dos espaços radiofônicos de maior prestigio pois trata de problemas os mais variados e sempre com uma veia irônica, um de seus temas fortes é a conservação da natureza. Nessa quarta edição, foi introduzida a palavra "internacional" no subtítulo, o que demonstra que os promotores acreditam no sucesso e no alargamento da iniciativa, em face à enorme resposta positiva dos italianos nos últimos três anos.
A idéia é simplicíssima. Trata-se de apagar todas as luzes precisamente às 18 horas do dia 15 de fevereiro. Na verdade não se busca somente a economia de uns poucos Watts nesse dia, mas sim criar um evento notável que tem a capacidade de chamar a atenção dos cidadãos que não estão ligados a essa problemática, além de gerar debate.
Porque o desafio, inclusive o deste blog, é o de poder falar e sensibilizar um publico que vai além dos que normalmente se preocupam com o tema. Quem chega ao blog é porque um minimo de interesse tem e isso é ótimo. Mas é gente que está no mais das vezes, já fazendo sua parte. Ações como essa tem portanto o grande mérito de arregimentar as mentes distraídas. O que não é pouco.
Se conseguíssemos no Brasil criar algo do tipo, um grande passo teria sido dado. Aqui, no ano passado, até os palácios do governo em Roma apagaram suas luzes. Vamos ver o que podemos fazer a respeito.
Aqui na França fizeram isto no ano passado, até a torre Eiffel ficou às escuras durante alguns minutos. Mas a grande mídia (televisões, jornais) noticiou e divulgou o acontecimento, parece que o resultado foi bom, houve uma grande adesão do público. Precisaria alguém dizer à Globo que "está na moda no Primeiro Mundo", isto talvez fosse sensibilizá-los.
Abraço.
O problema é que, para se iniciar uma campanha dessas por aqui, seria necessário alguém com acesso à grande mídia. Como você disse, Flavio, a turma que vem parar aqui no "Faça" ou já está fazendo a sua parte ou quer muito fazer e tem interesse em saber mais.
Como se faz para as informações chegarem aos que precisam mais delas?
O grande desafio é mesmo chamar a atenção dos ignorantes (não no sentido pejorativo), aqueles que não têm conhecimento e não fazem a sua parte em nada por falta de acesso à informação, e dos que ignoram solenemente, os "ecocansados", que acham q tudo é um exagero e q não querem fazer a sua parte por opção.
Iniciativas como essa podem começar uma processo de mudança de atitude na cabeça desses 2 grandes grupos. É uma tentativa, pelo menos.