Pedalando pelo mundo

Faz também parte do conjunto de programas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente voltados para a melhoria da qualidade do ar enquanto meio de transporte não poluente e saudável. As rotas cicloviárias permitem a ligação entre os centros de bairro e a conexão com os meios de transporte de massa.
A implantação dos
sistemas cicloviários compreende a implantação das ciclovias, ciclofaixas,
faixas compartilhadas, bicicletários, sinalização adequada e a elaboração de
normas, regras e campanhas educativas para a utilização segura deste veículo
não motorizado no sistema de transporte."
Das vezes que estive no Rio, pelo menos na Zona Sul, é impressionante o número de pessoas que efetivamente usam as ciclovias para deslocamento pro trabalho. Animador de se ver.
Indo na direção sul do Brasil, o Afonso nos conta como andam as ciclovias por Porto Alegre:
"O Plano Diretor Cicloviário de Porto Alegre deverá ser concluído até o final de outubro, quando poderá ser encaminhado à Câmara Municipal para análise. O andamento do Plano Diretor foi abordado no evento Quartas Temáticas, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam), ontem, 12/janeiro. O projeto é uma parceria entre o Núcleo Amigos da Terra/Brasil e a Smam, viabilizado pelo Fundo Municipal do Meio Ambiente (FMMA).
Segundo levantamentos realizados, o trecho prioritário
contempla os ramos Sertório, Assis Brasil, Avenida Ipiranga e Restinga. Num
primeiro momento, deverão ser implantados 18 Km de ciclovias. O traçado de uma
rede ideal é de 400 Km. O custo da ciclovia é de R$ 100 mil por Km em vias
já existentes. Na oportunidade, o titular da Smam, Beto Moesch, salientou que a
EPTC deve incluir as ciclovias nas contrapartidas de grandes empreendimentos."
E a situação fora do país? Comento sobre a Alemanha:
"Minha experiência na Alemanha é muito positiva. Potsdam, a cidade onde morei, possui uma malha cicloviária de dar inveja. Não há rua que não tenha faixa de bicicletas, com sinalização adequada. Mas o ciclista também tem leis para seu tráfego no trânsito. As bicicletas precisam ter buzinas (e eles buzinam a cada curva fechada que fazem no trajeto) e luzes traseiras e dianteiras, caso queira pedalar à noite. Todos os meus colegas de trabalho pedalavam até o instituto, e mesmo no inverno rigoroso, muitos ainda se aventuravam em meio à neve.
Em Berlim, não é diferente - aliás, a situação até melhora. A cidade possui 130km de ciclovias, e o metrô permite o embarque de bicicletas sem maiores empecilhos como catracas e afins. Menos da metade dos residentes têm carro, tornando fácil ver pessoas usando bicicletas para irem de um lado a outro - até para sair à noite: lembro de várias discotecas onde as pessoas chegavam de bike. As benesses de ser ciclista por lá são tantas, que a cidade foi eleita a 9ª melhor do mundo para se deslocar de bicicleta."
No mote "cidade grande & cidade pequena" na Europa, a Maria Augusta relata direto da França sobre Nancy e Paris:
"Na Grande Nancy, cidade onde moro no leste da França (266000 habitantes), existem 120 km de pistas cicláveis, além dos circuitos propostos ao longo das margens do rio Meurthe, que atravessa a cidade. Possui também um serviço de aluguel de bicicletas por algumas horas ou contratos de longa duração. O plano das pistas cicláveis pode ser visto aqui."
"Existem em Paris 197 Km de ciclovias, e 23 km suplementares nos bosques de Boulogne e Vincennes. Um primeiro eixo atravessa Paris de norte a sul, da Porte de Pantin à Porte de Vanves, passando pelo Chatêlet. E um segundo se estende de leste a oeste, do Bois de Vincennes ao Bois de Boulogne, passando pela Concorde.
Em julho e agosto as vias que margeiam o rio Sena (à direita indo do subterrâneo Albert I ao cais henri IV e à esquerda, do cais Anatole France ao cais Branly) são inteiramente reservadas às bicicletas, mas também aos pedestres e "rollers" nos domingos e dias feriados das 9 às 17h."
(Fonte: Portal da Juventude da Prefeitura de Paris, com mapa das ciclovias da cidade-luz.)
E conta também como é visto o sistema cicloviário na Holanda:
"A Holanda é o único país no mundo onde existem mais bicicletas (17 milhões) que habitantes (16 milhões).
As crianças, mesmo as menores, vão à escola de bicicleta, e um terço dos holandeses vão trabalhar usando este veiculo. Estudantes, advogados, professores: a bicicleta está na moda em todas as classes sociais. Nos últimos anos, os chuveiros se multiplicaram nos escritórios e alguns funcionários deixam no trabalho uma muda de roupa limpa que eles vestem ao chegar. A bicicleta é tão banal quanto uma caneta...Nos Países Baixos, existem 19000 km de ciclovias, nas cidades e entre elas. Geralmente, as ciclovias são verdadeiras ruas, separadas daquelas dos carros, que protegem perfeitamente os ciclistas. As pistas, aliás, não param nas cidades : elas percorrem toda a Holanda e margeiam as estradas. Os ciclistas passam sobre o alto dos diques, aproveitando a vista sobre o mar, enquanto os automobilistas passam pela parte mais baixa destes e só vêem o campo."Na Italia, a situação nao difere muito do resto da Europa. O Flavio nos deixa então uma série de links para interessados em pedalar pela Italia:
"Pela ordem - ciclovias da Italia, ciclovias do Trentino, onde moro, Ciclovias da Europa e um outro site italiano dos amigos da bicicleta. Faço parte de um grupo do Yahoo que agenda encontros e passeios pelas ciclovais e é bem legal:
- Bicitalia (Rede Nacional Ciclavel)
- Trentino
- Federação Italiana dos Amigos da Bicicleta "
Saindo da Europa em direção à Ásia, minha experiência do que presenciei na Coréia do Sul:
"Há estacionamentos de bicicletas em muitas estações de metrô de Seul, principalmente aquelas próximas a universidades. Apesar do esforço de se aumentar o número de usuários de bicicleta, ainda não há muitas ciclovias pela cidade, as bikes se misturam ao trânsito e/ou as calçadas e o risco de acidentes é grande. Também não via muitos jovens de bike, e sim os mais adultos, principalmente as "ajumas" (coreanas na faixa entre 40-50 anos), que carregavam desde compras aos filhos/netos na garupa."
E no meio do Pacífico, um paradoxo:
"No Havaí, supostamente o paraíso da geração saúde e local repleto de contato com a natureza, infelizmente pouco se usa bicicleta como meio de locomoção. O meio de transporte mais comum em Oahu (depois do carro, é claro) são as mobiletes, que queimam combustível e não contribuem para a melhoria da qualidade do ar. Há poucas ciclovias pela cidade de Honolulu, só na zona turística você as encontra mais facilmente. Mas foi no Havaí também que vi a invenção mais criativa pra bikes: um "suporte" lateral para carregar prancha de surf. Assim o surfista não precisa guiar com uma mão só. Ele coloca a prancha nesse suporte da bicicleta e pedala com as duas mãos no guidão, evitando acidentes. Um barato." (Foto dessa engenhoca aqui.)
São exemplos. Acho que há uma tendência mundial a incorporar melhor o trânsito de bikes pelas cidades, primordialmente para melhorar o tráfego geral, e colateralmente para uma melhoria da qualidade do ar e de vida das pessoas - quem pedala, exercita-se e mantém a forma, afastando de si problemas cardiovasculares e metabólicos comuns aos sedentários. Aguardamos que mais iniciativas favoráveis às pedaladas surjam pelo mundo e sejam abraçadas por governos interessados na melhoria do planeta.
O interessante é que não mencionam as ciclovias de Sorocaba que já passam de 40km e está em projeto para alcançar 80km e não é uma ciclovia como a do RJ que apenas circunda a orla, mas sim como as da Europa onde interliga toda a cidade incentivando o cidadão a utilizar a bicicleta como meio de transporte.
Produzi um documentario para internet.
Dêem uma olhada.
http://www.youtube.com/watch?v=ncf0LmDwLtM
Trabalho no jornal Agora na cidade do Rio Grande - Rio Grande do Sul e sou responsável pelo projeto e execução da Promoção de Verão - Pedaladas com o Agora pela contrução de ciclovias. A ação mobilizadora do projeto é a distribuição de 01 bicicleta por dia , de segunda-feira à sábado, mediante o depósito de cupom nas urnas localizadas na matriz Rio Grande e Sucursal Cassino. Os sorteios sõa realizados as 21h. Já temos 03 contemplados. Paralelo aos sorteios publicamos diariamente uma coluna Pedaladas com o Agora que informa dicas e relatos sobre o uso saudável e econômico da bicicleta.
Algumas iniciativas do Poder executivo e Legislativo já foram encaminhadas após o lançamento do projeto.
O Pedaladas com o Agora já acumulou mais de 10 mil cupons nas urnas dentro do período de 15 dias de campanha.
As bicicletas são totalmente financiadas pelo Jornal Agora.
www.jornalagora.com.br
As bicicletas são uma solução ideal. Pena que a maioria das cidades brasileiras tem a temperatura média acima dos 25 graus ao ano. Toda vez que me arriscava ir trabalhar de bicicleta tinha que tomar outro banho quando chegava no escritório. Na holanda é legal. Frio pacas e o país inteiro é plano. Sem morros para fazer a gente suar e chegar fedendo nos compromissos.
Aqui em Rondônia, o uso de bikes é bem normal dentro das cidades, principalmente por serem pequenas cidades. Eu já me adaptei a nova situação, e vou de bike pro trabalho, assim como mais 3 colegas. Dos outros 6 colegas, 5 vão a pé, e um é playboy e vai de carro...;)
A segurança no trânsito é mínima. Não existem ciclovias, nem sinalização, nem respeito, apesar da quantidade de bicicleteiros. Em Porto Velho, a quantidade de bicicletas é ainda maior, principalmente pela baixa renda da população. Existem algumas mal-tratadas ciclovias, que não se justificam, dado ao alto índice de acidentes... uma judiação.
E seria ainda melhor no Rio, se a Prefeitura se ocupasse menos em "obras de fachada" e mais com um sistema eficiente de ciclovias. Por exemplo, eu moro no bairro de Laranjeiras (engarrafamento de 07:00 às 21:00h). Ciclista tem que andar nas (péssimas) calçadas...
Existe uma estação de Metro no Largo do Machado, mas nenhum bicicletário...
Além disto, existe a questão da segurança: não é raro alguém sair de casa com sua bicicleta e voltar a pé...
Muito legal este panorama geral sobre as ciclovias, Lúcia. Pedalar além de evitar a poluição contribui para a boa forma física. O que falta mesmo é mais segurança para os ciclistas, e este problema as ciclovias resolvem. Falar nisto é bom para que as pessoas pensem a cobrar isto de suas prefeituras.
Um beijo.
O link
http://www.piste-ciclabili.com/
Maravilha teu post Lucia. Pena eu nao ter tido tempo de detalhar melhor a questão, mas não irá faltar oportunidade. Só deixo mais um link que faltou e que é muito bonito. Praticamente abre um google maps com os itinerários das ciclovias e as fotos dos locais por onde se passa. Dá pra ficar horas "pedalando" virtualmente. Um beijo.
No Brasil existe a ONG INSTITUTO PEDALA BRASIL, que apoiou o DIA SEM CARRO, no final do ano passado. eles têm também um prêmio de incentivo a praticas com bicicletas... o prêmio, no ano passado, saiu para a cidade de Santos, que implementou uma super ciclovia na orla. eu fui conhecer o projeto e é realmente impressionante. uma cidade do interior de são paulo, indaiatuba, está preparando um grande projeto de ciclovia, ouvi dizer. um projeto que deve servir de exemplo para várias cidades - se realmente sair.
:>)
Pois é, e sabem que no Rio há empresas que substituiram os motoboys por bike-boys, entregadores, que vão de bicicleta, muito mais rápido, não atrapalham o trânsito e são ecologicamente corretos.
beijo, meninos