Monteiro Lobato, sempre atual
“Não há mais terras habitáveis neste país. Os homens andam a destruir as matas, a queimá-las, a reduzi-las a pastagens para bois e vacas. No meu tempo de menina, podíamos caminhar cem dias e cem noites sem ver o fim da floresta. Agora, quem caminha dois dias para qualquer lado que seja dá com o fim da mata. Os homens estragaram este país. A idéia do jabuti não vale grande coisa. Impossível mudar-nos, porque não temos para onde ir.”
Monteiro Lobato, Assembléia na mata, Editora Brasiliense.
Esse livro é um fragmento do Caçadas de Pedrinho, publicado pela primeira vez em 1933. E vejam só o quanto mais já estragamos desde então... A fala da capivara não poderia ser mais atual. Desde que eu li esse trecho para as minhas filhas, ele não me sai da cabeça.
E o que nós estamos fazendo para parar com isso? Nada! Continuamos destruindo como se não precisássemos da natureza para sobreviver. Continuamos agindo como se a responsabilidade pelo meio ambiente não fosse nossa, apenas dos outros. Enquanto cada um de nós não tomar essa responsabilidade para si, em breve não serão apenas os animais da mata, mas toda a humanidade que não terá para onde ir.
Monteiro Lobato, Assembléia na mata, Editora Brasiliense.
Esse livro é um fragmento do Caçadas de Pedrinho, publicado pela primeira vez em 1933. E vejam só o quanto mais já estragamos desde então... A fala da capivara não poderia ser mais atual. Desde que eu li esse trecho para as minhas filhas, ele não me sai da cabeça.
E o que nós estamos fazendo para parar com isso? Nada! Continuamos destruindo como se não precisássemos da natureza para sobreviver. Continuamos agindo como se a responsabilidade pelo meio ambiente não fosse nossa, apenas dos outros. Enquanto cada um de nós não tomar essa responsabilidade para si, em breve não serão apenas os animais da mata, mas toda a humanidade que não terá para onde ir.

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