Eolo
Em Ciorlano, um lugarejo medieval na província de Caserta, deu-se início à construção da mais recente “fazenda de vento”. É assim que os habitantes da região Campania, no sul da Itália, chamam as centrais de produção de energia eólica.
A central energética contará com dez torres de aço de 80 metros e cada uma ocupará 150 metros quadrados de terreno. Cada moinho (ou rotor) medirá 72 metros de diâmetro e, juntos, produzirão 60 milhões de Kilowatt por ano, energia suficiente para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes.
Para convencer os pouco mais de 500 moradores de Ciorlano, o prefeito organizou uma excursão a Albanella, na vizinha província de Salerno. Lá os ciorlani puderam constatar que os rotores de nova geração produzem pouco rumor e que os cabos que conduzem a energia à central são enterrados, o que reduz substancialmente as emissões eletromagnéticas. Com a nova usina, a Campania passará a contar com 216 fazendas de vento, sendo a região italiana que mais investe nesse tipo de energia alternativa.
A WWF italiana e a Legambiente assinaram um protocolo com a associação dos produtores de energia eólica, para garantir que nenhuma instalação virá a ser construída nas rotas dos pássaros migratórios, as maiores vítimas desse tipo de usina. O prefeito de Ciorlano, o médico Silvio Vendettuoli, tem em mãos um estudo da Universidad de Madrid, que registrou 7250 pássaros mortos por 400 torres eólicas instaladas em Salajones, Izco, Alaiz, Guerinda e El Perdon, na Espanha.
Assim como as usinas hidroelétricas, as fazendas de vento também são consideradas fontes alternativas limpas, por não produzirem resíduos poluentes. Isso permite à empresa de energia a vender a eletricidade ao concessionário público local e à rede nacional, que são obrigadas a produzir a partir de fontes renováveis parte da energia gerada.
Apesar do impacto ambiental inicial e das consequências à fauna e flora, a energia eólica não produz resíduos tóxicos nem contribui para o aquecimento global. Integrado aos incentivos ficais que o governo italiano oferece para implantar projetos individuais de energia alternativa, as fazendas de vento são a solução às empresas e residências já existentes, oferecendo a possibilidade de reduzir o consumo de combustíveis fósseis não apenas a novos projetos, mas de mudar a situação existente.
Ao que parece, a região Campania está disposta a transformar essa história de fontes renováveis de energia em algo mais que simples palavras ao vento.
Via Diario.
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A central energética contará com dez torres de aço de 80 metros e cada uma ocupará 150 metros quadrados de terreno. Cada moinho (ou rotor) medirá 72 metros de diâmetro e, juntos, produzirão 60 milhões de Kilowatt por ano, energia suficiente para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes.
Para convencer os pouco mais de 500 moradores de Ciorlano, o prefeito organizou uma excursão a Albanella, na vizinha província de Salerno. Lá os ciorlani puderam constatar que os rotores de nova geração produzem pouco rumor e que os cabos que conduzem a energia à central são enterrados, o que reduz substancialmente as emissões eletromagnéticas. Com a nova usina, a Campania passará a contar com 216 fazendas de vento, sendo a região italiana que mais investe nesse tipo de energia alternativa.
A WWF italiana e a Legambiente assinaram um protocolo com a associação dos produtores de energia eólica, para garantir que nenhuma instalação virá a ser construída nas rotas dos pássaros migratórios, as maiores vítimas desse tipo de usina. O prefeito de Ciorlano, o médico Silvio Vendettuoli, tem em mãos um estudo da Universidad de Madrid, que registrou 7250 pássaros mortos por 400 torres eólicas instaladas em Salajones, Izco, Alaiz, Guerinda e El Perdon, na Espanha.
Assim como as usinas hidroelétricas, as fazendas de vento também são consideradas fontes alternativas limpas, por não produzirem resíduos poluentes. Isso permite à empresa de energia a vender a eletricidade ao concessionário público local e à rede nacional, que são obrigadas a produzir a partir de fontes renováveis parte da energia gerada.
Apesar do impacto ambiental inicial e das consequências à fauna e flora, a energia eólica não produz resíduos tóxicos nem contribui para o aquecimento global. Integrado aos incentivos ficais que o governo italiano oferece para implantar projetos individuais de energia alternativa, as fazendas de vento são a solução às empresas e residências já existentes, oferecendo a possibilidade de reduzir o consumo de combustíveis fósseis não apenas a novos projetos, mas de mudar a situação existente.
Ao que parece, a região Campania está disposta a transformar essa história de fontes renováveis de energia em algo mais que simples palavras ao vento.
Via Diario.
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Li algumas das suas matérias e posso afirmar que:- com relação à energia eólica, somos brasileiros que ainda ignoramos esta forma de captar energia apesar do grande potencial que temos, preferindo assim construir usinas hidrelétricas; mas discussões a parte, o que é mais viável? Acho que ambas.- na matéria sobre ar-condicionado, existe um site que tem algo a ver com o aquecimento de água de forma gratuita e não-poluente. Vide http://www.ebanataw.com.br/4430/clubes/spsantana/p20041127.htm. Este engenheiro patenteou o invento e disponibilizou na internet para que qualquer pessoa possa fazer o seu. Eu já consegui até dar início no meu projeto.Um grande abraço e mantenha contato, caso deseje em http://saoclickovao.vox.com/
Por aqui (pertinho de Porto Alegre) já temos o "Parque Eólico de Osório", o maior da América Latina e o 6° maior do mundo. É composto por 75 torres de aerogeradores de 98 metros de altura (considerando as pás, chegam a 140 metros) e 810 toneladas de peso cada uma e tem uma capacidade instalada estimada em 150 MW (energia capaz de atender uma cidade de 700 mil habitantes).Um dado interessante é o "fator de capacidade médio" dos parques eólicos. Em Osório é de 34%, o que significa dizer que ele produz, em média, 34% da capacidade total instalada. A média mundial deste fator é de 30%.