Vi no blog da Marcia H e adorei. Talvez eu faça um para mim também. A confusão de fios que há atrás de minha escrivaninha é de arrepiar. A idéia super legal de forrar os rolos de papel higiênico é do site Unclutterrer, que, por sua vez, encontrou-a no livro de Stephanie Winston's : Best Organizing Tips. Um jeito fácil e econômico para guardar os cabos e fios, e, ao mesmo tempo encontrar uma utilidade para o rolo que iria para a lixeira. Ótima idéia para manter a organização em casa e no escritório. Gostaram?


imagens: daqui e daqui

Quando o Rodrigo Barba publicou, na Rede Ecoblogs, estas fotos lindésimas dos vasos Windowherbs, algumas pessoas ficaram interessadas (eu também!) em adquiri-los, mas, infelizmente, não encontramos, na época, local algum de venda destes lindos vasinhos que se fixam, através de ventosas, nas vidraças. Lindos demais!

Mas, há poucos dias, recebemos um comentário em que o leitor Edison, Técnico Agrícola, nos comunica que trabalha com hortas em escolas, empresas e residências e que está fazendo, junto com um parceiro, uma ferramenta para fabricar vasos similares ao Windowherbs. Ele está recebendo encomendas; então, quem estiver interessado, entre em contato com ele.

Quem quiser improvisar, no entanto, é possível cultivar hortinhas ou jardinzinhos, mesmo em vasos pequenos, que podem ficar sobre os aparadores entre a cozinha e a área de serviço. Tenho a horta na varanda de meu apartamento há alguns meses e, recentemente, aderi à idéia de usar plantas no aparador da área de serviço também. Estou adorando a idéia de ter flores e ervas em minha cozinha. Além de garantirem um toque especial aos pratos, elas também dão vida e embelezam os ambientes.

Artigo de Rogério Cezar de Cerqueira Leite, professor emérito da Unicamp e presidente do Conselho de Administração da ABTLuS (Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron), publicado nesta sexta-feira na Folha de S. Paulo. O tiozinho mandou ver!

Foi na década de 1960 que a energia nuclear surgiu como glorificada promessa de energia barata, inesgotável, segura e limpa. O primeiro ocaso da energia nuclear ocorreu após os acidentes de "Three Miles Island" (EUA) e "Tchernobil" (Ucrânia) e subseqüentes discussões sobre segurança e resíduo nuclear.

Essas foram as observações que provocaram a revisão da opção nuclear.

Todavia, as verdadeiras razões para a sua rejeição foram de ordem econômica. Tanto os custos do potencial (MW instalado) como o da energia (MWh) se mostraram entre três e quatro vezes mais elevados que aqueles inicialmente esperados. Pois bem, é verdade que as condições externas mudaram, o que justifica um reexame da opção nuclear. As conseqüências catastróficas, já evidentes, do aquecimento global e o aumento dos preços dos combustíveis fósseis seriam certamente suficientes para justificar uma reavaliação.

Como conseqüência, apesar de não ter necessidade de uma contribuição térmica elevada, passou o Brasil à frente dos países industrializados, lançando um ambicioso, para não dizer megalomaníaco, programa de usinas nucleares.

Baseado nos dados da Eletronuclear, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) anunciou a implantação de 60 mil MW e investimentos de R$ 360 bilhões, o que corresponde a um preço de US$ 3.500 por kW (supondo US$ 1 = R$ 1,7), além das três usinas de Angra e outras quatro já programadas.

Das 17 companhias americanas de geração com planos para adicionar usinas nucleares, apenas uma -ou talvez duas- deverá ser comissionada até 2015. Essa era a data final para muitas das referidas companhias.

A conclusão é do relatório da Moody's Investor Service, que calculou um valor entre US$ 5.000 e US$ 6.000 para o kW núcleo elétrico em 2007. No caso concreto do único contrato fechado, Flórida Power, para a Usina Turkey Point, o kW deverá ficar em US$ 8.000, "caso não haja novos aumentos de custos de materiais, forjaria, equipamentos e mão-de-obra".

A discrepância entre os dados de custos nos EUA e no Brasil são flagrantes. Como o setor nuclear brasileiro não erra jamais, podemos concluir que as empresas americanas não sabem fazer bons negócios. Tivessem contratado a Eletronuclear, o preço do kW sairia por menos da metade.

Há apenas dois anos, a indústria nuclear falava em US$ 2.000 o kW.

Como se vê, a história se repete. Eis por que não são poucos os analistas que prevêem o "segundo ocaso da energia nuclear".

Por outro lado, a comparação pertinente para o Brasil só pode ser com a hidroeletricidade, e o parâmetro adequado não é mais o preço do kW, mas o do kWh, pois há uma grande disparidade entre os fatores de uso (utilização etc.) de cada tecnologia (percentual do tempo em que a usina está em operação).

Tomando o fator de uso mais otimista possível (87% mencionado para Angra 3, porém inatingível em qualquer parque nuclear do mundo, inclusive no de Angra), o MWh nuclear custaria hoje R$ 180, de acordo com os cálculos irretocáveis de J. Carvalho (os dados básicos são aqueles fornecidos pela Eletronuclear). Usando o mesmo roteiro, J. Carvalho calcula para a hidroelétrica de Belo Monte (fator de uso de 40%) R$ 39/MWh, e, para Santo Antônio e Jirau (fator de uso de 50%), R$ 77/MWh.

E é bom lembrar que os valores de custos para a opção nuclear aqui mencionados não incluem o descomissionamento do reator (alguns especialistas afirmam que será de cerca de 50% daqueles da instalação) e o da contenção do rejeito nuclear (lixo), que ninguém é capaz de adivinhar. Isso tudo fica para nossos filhos, netos e as próximas 50 gerações pagarem.

Aliás, os técnicos brasileiros fizeram uma grande descoberta. Pensava-se até recentemente que o lixo nuclear fosse composto de uma série de isótopos com tempos de vida (período em que a radioatividade decai à metade de seu valor inicial) variados. (Por exemplo, o césio 135, com 3 milhões de anos, o césio 137, com 33 anos, o iodo 129, com 17 milhões de anos, o iodo 131, com apenas oito dias, e dezenas de casos intermediários.) Pois não é que os brasileiros descobriram que nos dez primeiros anos a radioatividade cai a 1% do inicial? Nos próximos dez anos, a 0,01% e assim por diante, como se o lixo fosse composto de um único isótopo. Tenho pena desses apoucados americanos e europeus gastando bilhões para resolver o caso do lixo nuclear.

Talvez porque eles se sintam responsáveis pelas próximas dezenas de gerações que serão soterradas por lixo nuclear, enquanto nós, brasileiros, podemos dormir de consciência tranqüila, pois nossos técnicos sabem que, no Brasil, o decaimento da radioatividade é tão rápido que em poucos anos estará neutralizado.


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Beverly Ng é uma designer industrial que se inspira na poesia da vida cotidiana para produzir seus produtos. Especializada em desenvolvimento sustentável, aplica seus conhecimentos para criar produtos que as pessoas adoram usar. Eu adorei!


Vejam que beleza esta moderna luminária que ajuda a conservação da energia em casa! É realmente um modo simples e moderno de ter em sua casa um estilo de vida sustentável. A Spark lamp é uma ferramenta que ajuda a família a estar mais consciente de seu consumo energético, pois ela é um guia para a obtenção de um estilo de vida mais sustentável.


Como ela faz isso? Recolhendo a energia solar durante o dia, como um elegante vaso de planta, e, de noite, tornando-se uma lâmpada ou abajur chiquérrimo! E, de acordo com a quantidade de energia consumida pela casa durante o mês, a luminária apresenta uma cor diferente, que vai do vermelho, passando pelo amarelo até chegar ao verde. Assim, a família pode se conscientizar a respeito de seu consumo mensal de energia. Fantástico, não?


imagem: daqui


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Já há algum tempo, nós temos pensado em ter uma hortinha em casa, para pelo menos algumas coisas básicas. Em São Paulo, conseguimos manter em vasos manjericão, alecrim, orégano e hortelã. Há ainda no quintal uns pés de cebolinha, alguns de café, um pé de limão e um de amora, que garante boa geléia. Tentamos plantar tomate e rúcula, mas não foram pra frente - provavelmente erramos em algum passo. A idéia geral, entretanto, é no futuro ter uma horta decente.

Eis então que viajando por Bonito tive uma ótima surpresa ao me deparar em algumas das fazendas de ecoturismo com hortas próprias. As fazendas estão abraçando a sustentabilidade cada vez mais e isso é bom. Entusiasta de hortinhas, fui xeretar na horta alheia para aprender um pouco mais.

Das fazendas em que estivemos para passeios em Bonito, visitamos 2 hortas: a da Rio da Prata e da Estância Mimosa. Na horta da fazenda Rio da Prata, passamos mais tempo mallificando perguntando curiosidades ao biólogo Samuel, que nos guiou pelo que chamei secretamente de "tour da sustentabilidade" - modalidade que deveria ser incorporada ao dia-a-dia do turismo em geral. Primeiro, visitamos os montes de compostagem, onde o lixo orgânico gerado pelos turistas que frequentam a fazenda é colocado para decomposição natural. Cada monte de compostagem pode chegar a 70ºC em seu interior, indicação de alta atividade metabólica de bactérias e outros seres degradadores. Depois de um tempo, quando a temperatura abaixa, o produto da compostagem é levado ao minhocário.

No minhocário, o material orgânico é misturado ao solo e as minhocas fazem seu trabalho de aeração e adubação, tornando a terra mais fértil, fofa e preparada para o plantio. Depois que as minhocas atuaram, o solo aerado e adubado é peneirado para facilitar o manuseio e levado para a horta. É nesse solo que são plantados todas as verduras consumidas na fazenda pelos turistas e funcionários. São várias fileiras de alface, rúcula, manjericão, espinafre, beringela, tomatinho, saião, cebolinha, coentro, endro, quiabo, beterraba... e é tudo tão verde-intenso-natural, que dá vontade de comer salada imediatamente.

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Olha a qualidade dessas verduras...

A horta é toda orgânica, sem nenhum uso de agrotóxicos ou defensivos químicos. Perguntei como eles evitam pragas sem usar pesticidas. A resposta foi simples: plantam em locais estratégicos vegetais que "espantam" as pragas comuns, como a citronela, o tabaco, a arruda e a pimenta (só o sabiá come a pimenta). Além disso, plantam lado a lado vegetais que se ajudam no combate às pragas. Um sistema muito interessante e facilmente aplicável em pequena escala como ali.

As verduras da horta vão depois de crescidas para a refeição das pessoas que visitam a fazenda. E eu preciso dizer que nunca comi alface com gosto tão bom como aquela. Era alface com gosto de alface fresca de verdade, não de folha de papel como as que compramos em mercados por aí. Fora as beterrabas, super-doces e suculentas.

Mas nem só da horta orgânica vive uma fazenda sustentável. O Samuel cuida também do viveiro de mudas de espécies nativas, que são enviadas para áreas onde estão sendo reflorestadas. São centenas de potinhos com mudas de aroeiras, perobas, jaracatiás, ingás, ipês... todas grandes árvores, que daqui a algumas décadas mudarão positivamente a paisagem do local. Em linhas beeeem gerais, horta no curto prazo; floresta a longo prazo; mas sempre pensando no ambiente saudável.

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O minhocário, onde as minhocas são as trabalhadoras "braçais". No chão do minhocário, a terra já peneirada pronta para ser usada na horta. Ao lado, as mudinhas de árvores para reflorestamento.

Na fazenda da Estância Mimosa, depois de ver as mudinhas de árvores, terminei plantando uma aroeira no fundo do quintal. A aroeira é uma madeira nobre, motivo pelo qual foi bastante dizimada da região para virar móveis. Hoje é proibido matar uma aroeira nativa para coleta da madeira. Espero imensamente que meus netos, bisnetos ou afins voltem daqui a uns 100 anos na Estância e encontrem a árvore que eu plantei bonita e frondosa.

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As mudinhas de aroeira, que depois plantei no quintal da Estância Mimosa. Um dia atrasada nas homenagens práticas ao dia da árvore.

Mas Mato Grosso do Sul não é Mato Grosso do Sul se não tiver gado. A pecuária é uma das maiores fontes de renda do estado e imensas áreas de pasto são vistas em todas as fazendas da região, inclusive as dedicadas ao ecoturismo. Aliás, antes de explorarem o ecoturismo, eram todas pecuaristas - e eu chamaria o turismo nessa região de agroecoturismo, já que o ecoturismo é uma porcentagem da área total das propriedades rurais ali e já proporciona mais renda que o gado em algumas fazendas. Por lei, cada propriedade deve manter 20% de área nativa (e se não tiver mais, deve reflorestar). A maior parte das fazendas está em déficit ambiental com as regras do governo, entretanto.

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Vacas por todo o lado: eis a cena mais comum do Mato Grosso do Sul, o centro pecuarista do Brasil. Ao lado, fazendo a Cavalgada pelos pastos enquanto ouvia as histórias pantaneiras...

Como todos sabem também, gado não combina muito com sustentabilidade. Vale ressaltar que no Mato Grosso do Sul o gado não é confinado (cria-se em média 1 cabeça por hectare) e a abundância de água minimiza os impactos gerais da atividade ali - mas mesmo assim, ver tanto pasto incomoda em minha visão de ecoturista. O problema é, entretanto, muito mais complexo: a pecuária já é uma característica cultural daquela região, desde os tempos que o Paraguai ainda era o dono dessas terras. Tirar a pecuária dali é algo como tirar o samba do Rio de Janeiro, um fator gerador não só de impacto econômico como também de um impacto cultural complicado de se lidar. Há de se minimizar o impacto ambiental, portanto, sem deixar de lado questões humanas.

Com essa visão na cabeça, foi ótimo numa tarde sair para a Cavalgada pela fazenda do Rio da Prata. Confesso que eu não sou muito fã de cavalos e se dependesse de ser amazona estava no sal completo, mas é uma forma de lançar novas perspectivas a uma paisagem tão batida. Circulamos entre enormes áreas de pasto, num sobe e desce de grama sem fim, ao lado de inúmeras vaquinhas. Depois entramos num pedaço da RPPN (área de ecoturismo) e temos uma sensação muito diferente ao fazer uma trilha de mata em cima de um cavalo. A copa das árvores está mais próxima, o animal pára toda hora para comer (afinal, às vezes o bicho me controlava) e é possível ver detalhes "altos" da floresta ciliar muito interessantes.

Nosso guia de cavalgada era o Fábio, um típico pantaneiro. Conversamos bastante durante as 2 horas de cavalgada. Ele nos contou diversas histórias e estórias que envolviam pecuária e as diferentes "querelas" pecuaristas com politicagens e problemas indígenas, mostrou um lado da cultura pantaneira fascinante e suas palavras simples mas cheias de conhecimento prático deixaram um monte de novas questões sócio-ambientais para reflexão. Nem só de horta afinal vivem as atitudes ecoconscientes.

E se um "tour de sustentabilidade" não deixasse essas questões, não teria valido tanto a pena - pelo menos para mim.

O artista plástico Mark Jenkins, autor de instigantes esculturas construídas com fitas adesivas, promoveu um divertido protesto na capital americana semana passada em parceria com o Greenpeace local, para protestar contra a falta de ação do governo Bush para frear as emissões de gases do efeito estufa. Jenkins espalhou ursos polares pela cidade com cartazes pedindo ajuda, no estilo 'sem-teto' - veja abaixo a galeria de fotos:

Há outras fotos também no Flickr e um filme da atividade no Youtube:

O urso polar entrou recentemente para a lista de espécies ameaçadas de extinção por conta dos efeitos do aquecimento global em seu habitat natural que é o Pólo Norte. Mas mesmo com a Suprema Corte americana batendo o martelo em abril de 2007 para exigir que o governo americano levasse em conta o aquecimento global como grave problema climático, Bush e companhia deram de ombros para o problema. E está claro que se John McCain e Sarah Palin forem eleitos na eleição deste ano, a tendência é termos mais do mesmo - leia aqui um pouco do histórico ambiental da candidata a vice na chapa republicana. Palin foi governadora do Alasca nos últimos dois anos (justamente a terra dos ursos polares) e defende com unhas e dentes a reabertura das prospeções de petróleo no Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico - além de não acreditar que o aquecimento global seja provocado pelas atividades do homem no planeta.

Eu sinceramente não sei o que é pior: os futuros chefões do país mais poderoso do planeta fazerem pouco do aquecimento global e apoiarem a destruição de um dos últimos refúgios selvagens do planeta ou a população em geral dizer que está preocupada, mas pouco ou nada faz para mudar o status quo. E pior: coloca toda a responsabilidade em cima do governo, no bom e velho estilo de tirar o corpo fora. Os EUA e a Rússia querem explorar minérios e petróleo no Ártico, o Brasil tem o pré-sal, a França vende usinas nucleares pelo mundo como grande panacéia... é, tá difícil...

Mas vamo q vamo!

Hoje é o Dia Mundial sem carro. Mais de mil cidades no mundo participam do movimento.O dia foi criado em 1998, na França, e muitas atividades são programadas para chamar a atenção para os efeitos negativos do uso dos combustíveis poluentes. O objetivo é incentivar os motoristas a optarem pelo transporte coletivo e deixar o seu automóvel em casa.

No Rio de Janeiro, uma bicicletada está prevista para as 18 horas de hoje,na Praia de Botafogo. Durante o dia, ruas serão fechadas ao trânsito de veículos, na zona sul da cidade, para o passeio ciclístico.

Infelizmente, aqui no Rio, poucos aderiram ao movimento. Pela manhã, o engarrafamento de sempre e o número elevado de veículos nas ruas mostraram falta de informação, de solidariedade ou talvez, apenas necessidade de usar o carro. Infelizmente, não deixarei o carro em casa, devido ao fato de ter de levar a Princesinha à escola, e trazê-la de volta também. Estarei trabalhando o dia todo e à noite também, em um local de acesso difícil. E, o horário noturno, em minha Cidade Maravilhosa, é um problema.

Mas, felizmente, soube que em São Paulo, o trânsito diminuiu! Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), os índices de congestionamento na capital paulista ficaram abaixo do esperado.Isto é algo importante, tendo em vista os benefícios para o meio ambiente e para a vida do paulistano também. Se houvesse alternativas viáveis para mim, não iria trabalhar de carro. Moro em um lugar super tranqüilo, mas que deixa a desejar em termos de locomoção. O carro passou a ser um mal necessário.


Se você está livre hoje à noite, no Rio, participe da bicicletada em Botafogo, com qualquer forma de transporte limpo: bicicleta, patins, skate,ou mesmo a pé. O importante é usar a energia humana. Este dia sem carro é importante para a refletirmos sobre o que estamos fazendo com nosso ar, com nossa qualidade de vida, com nosso mundo.

DiaMundialSemCarro.jpg O Dia Mundial Sem Carro foi implantado pela primeira vez na França, em 22 de setembro de 1997. Em 2000, a União Européia instituiu a Jornada Internacional "Na Cidade, sem meu Carro", reunindo 760 cidades. Em 2001, 1683 cidades participaram. Encorajados pelo êxito da iniciativa do Dia Europeu sem Carros, a comissão organizadora lançou, em 2002, a Semana Européia da Mobilidade.

Em 2001, 11 cidades brasileiras aderiram ao Dia Mundial Sem Carro: Porto Alegre, Caxias do Sul e Pelotas (RS); Piracicaba (SP); Vitória (ES); Belém (PA); Cuiabá (MT), Goiânia (GO);Belo Horizonte (MG); Joinville (SC); São Luís (MA). Em São Paulo, a iniciativa é realizada desde 2005, sob a coordenação da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente.

Pesquisinha rápida no Google me levou ao maravilhoso site do pessoal de Mountain Bike de Belo Horizonte - com desafio e tudo. Amanhã, dia 18, os participantes percorrerão aproximadamente 12km e irão se deslocar das seguintes formas: bicicleta, motocicleta, carro, ônibus, ônibus + metrô e a pé. Sairão da Pracinha do Coração Eucarístico às 18h e irão até a Praça da Savassi, com passagem obrigatória pela esquina da Afonso Pena com Bahia.

Claro que voltei ao ótimo Apocalipse Motorizado e descobri que tem mostra de cinema no ar. No dia 22, lá no Centro de Cultura Judaica (para desocupados, viu?, das 14h30 às 17h30) mais duas exibições: Sociedade do Automóvel, média metragem de 2006 feito por Branca Nunes e Thiago Benicchio; e o longa Elevado 3.5, também de 2006, de João Sodré, Maíra Santi Bühler e Paulo Pastorelo.

A programação completa da maratona está aqui.

O Conama aprovou uma nova resolução, na 91ª Reunião Ordinária, para o descarte e gerenciamento de pilhas e baterias usadas. A nova resolução estabelece o recebimento das pilhas e baterias usadas pelos estabelecimentos comerciais. A medida visa a reduzir o teor de metais pesados , como o mercúrio, o cádmio e o chumbo presentes nas pilhas. Esta norma entrará em vigor em até 40 dias da data de aprovação, 11 de setembro, e  revogará a Resolução de 1999.

Os supermercados, farmácias e outros estabelecimetos comerciais terão até dois anos para disponibilizarem pontos para o recolhimento de pilhas e baterias . Todo o resíduo recebido deverá receber destino ambientalmente adequado pelos fabricantes e importadores. Campanhas educativas serão promovidas para o consumidor, e também orientações serão disponibilizadas para o comércio.

A resolução solicita, também, que os órgãos do governo federal intensifiquem o controle e a fiscalização da importação e do comércio ilegal de pilhas e baterias que correspondem a 40% do mercado nacional. Solicita, ainda, ao Ministério da Fazenda incentivos para o consumo de pilhas e baterias recarregáveis em lugar das descartáveis.

Esta é uma medida que, sem dúvida, tem tudo para dar certo. O consumidor precisa se conscientizar do prejuízo ao meio ambiente provocado pelo descarte inadequado de pilhas e baterias. É de suma importância que se crie o hábito de levar a pilha ou bateria velha ao ponto de coleta, caso não se disponha de um carregador para reaproveitá-las o máximo possível.

Um carregador de pilhas pode até ser caro em um primeiro momento, mas a economia na compra de pilhas , em pouco tempo, compensará a despesa. E a quantidade de pilhas que deixarão de ser descartadas é algo que não tem preço. Comprei meu primeiro carregador de pilhas há um ano, e, de lá para cá, tenho economizado bastante com compra de pilhas e contribuído mais ainda para a preservação do ambiente. Pense nisto.

Imagem: carregador de pilha

Saiu o novo ranking do Guia de Eletrônicos Verdes do Greenpeace. A lista traz a Nokia como líder, seguida de perto pela Samsung, Fujitsu Siemens, Sony e Sony Ericsson. A Nokia alcançou a liderança graças à sua política de reciclagem de lixo eletrônica. Na rabeira do ranking estão fabricantes de jogos eletrônicos como Microsoft e Nintendo.

Apesar de ter anunciado uma nova linha de iPods livre de substâncias tóxicas como PVC e mercúrio, a Apple ainda está na modesta 13a. posição, porque precisa melhorar em suas políticas de eficiência energética e reciclagem.

Mas no geral, a lista mostra que as empresas estão se mexendo para melhorar suas práticas, produzindo aparelhos menos poluidores e adotando políticas de reciclagem. O negócio é manter a pressão para que as melhorias não parem por aqui.

Veja aqui a lista completa.


Que tal um Festival do Minuto com temas ambientais? A comunidade online inglesa Green Thing lançou a idéia em agosto e está recebendo filmes para avaliação. Os trabalhos concorrentes ao The Short Green Things Film Competition (Competição do Green Thing de Curtas) podem ter, na verdade, entre 1 e 2 minutos dentro dos seguintes temas: Stick With What You Got (Fique com o que vc já tem), Easy On The Meat (Devagar com a Carne) e Stay Grounded (Fique no Chão). O filme deve estar no Youtube, MySpace, Vimeo ou Yahoo Video. Os três vencedores de cada categoria serão anunciados pelo site em novembro. Os prêmio são câmeras digitas da Sony, celulares N95 da Nokia e divulgação pelo Yahoo, Nokia e MySpace.

Preparado? Então clique aqui e mande o seu vídeo!

Dois bons exemplos de curtas verdes:

GUSTY AND FORD, THE WALKING STORY




MEAT ROYALE

Sou cliente Carrefour por vários motivos: a proximidade da loja (fica perto de meu apartamento), a praticidade de ter tudo em um só lugar, desde os ítens básicos para casa, os brinquedos da Princesinha, roupas básicas e práticas, eletro-eletrônicos, até a facilidade de fechar um negócio. Enfim, vejo muitas vantagens em continuar comprando lá. Este não é um post patrocinado, porém cito o nome da loja porque ela se tornou quase uma extensão de minha casa. Quando saio do trabalho, passo por lá para almoçar e levo os ítens de que esteja precisando no momento.

O Carrefour, há algum tempo, disponibliza caixas de papelão para substituir as sacolas plásticas, mas poucas pessoas pegam as caixas. Eu, sempre que esqueço minha sacola, uso a caixa de papelão do mercado, como vocês podem ver na foto ao lado (reparem que não uso sacolas para colocar os legumes). Há também sacolas reutilizáveis que a loja vende, mas também não vejo as pessoas com elas. Sinto-me como uma ET, com minhas sacolas Ecoblogs (foto acima) e outras que levo para trazer minhas compras. As meninas dos caixas, ficam espantadas quando recuso as sacolinhas plásticas.

Ontem aconteceu algo interessante: quando eu saía com meu carrinho, com minhas duas sacolas reutilizáveis cheias, e apenas dois saquinhos do mercado (não deu para deixar o peixe nem os produtos de limpeza fora da sacola plástica, pois o cheiro deles ficaria impregnado nos outros alimentos), percebi que uma mulher e dois homens, muito bem vestidos (pareciam executivos), ficaram me olhando e a meu carrinho com as sacolas. Virei-me para ver algo que esquecera, e vi que eles haviam parado e estavam olhando para mim e comentando algo entre si. Voltei para buscar o que esquecera e eles me abordaram dizendo estar comentando o fato de eu trazer minhas compras em sacolas reutilizáveis e não levar as sacolas plásticas do mercado. Aproveitei para falar do projeto da Mapfre, a Rede Ecoblogs, é claro, e eles anotaram o endereço da Rede e disseram que iam entrar lá para ver nosso trabalho. A senhora disse que estão fazendo um trabalho, mas não entendi direito que objetivo tinham. Eu devia ter perguntado.

Interessante como as pessoas em volta pararam para observar o que acontecia. Tive a impressão de que pensavam que eu estava sendo abordada por levar algo sem pagar, e não por estar contribuindo para diminuir o impacto ambiental provocado pelas sacolinhas plásticas. De qualquer forma, fiquei feliz por ver que minha atitude não passa despercebida.

Se você leva suas sacolas reutilizáveis às compras e percebe a reação favorável ou de estranheza das pessoas, conte para nós. Ah, e aproveite para votar na pesquisa que estou fazendo, na barra lateral direita, sobre as razões pelas quais você leva ou não sua própria sacola quando vai comprar alguma coisa, ok!

Talvez inebriado com a alta popularidade de seu chefe, que pode garantir o sucesso de qualquer empreitada - por mais absurda que seja -,o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, revelou hoje em visita à Central Nuclear de Angra, no Rio, que o governo tem planos de nos transformar definitivamente num país nuclear. Segundo Lobão, há planos de se construir 50 usinas no Brasil nos próximos 50 anos. São 50 x R$ 8 bi (preço estimado de Angra 3), o que dá R$ 400 bilhões numa fonte de energia que nos trará mais problemas do que soluções. E pior: Lobão afirmou com todas as letras que questões ambientais não terão a menor influência na decisão:

Não há hipótese de a construção ser embaraçada por exigências ambientais. Ao todo, são 60 condições (para Angra 3). A última exigência será atendida depois. As que não foram feitas serão sanadas posteriormente.

Ou seja: não importa que não há solução definitiva para o lixo radioativo, que a mineração do urânio cause tantos problemas ambientais e de saúde, que as usinas são caras e entupidas de subsídios, que a aposta nuclear atrasa o nosso avanço em tecnologias mais modernas, eficientes e limpas (eólica, geotérmica, solar, marés). Qualquer problema pode ser sanado posteriormente. É assustador a falta de responsabilidade ambiental de nossas autoridades públicas.

O meio ambiente obteve duas belas vitórias nesta quarta-feira, que sinalizam importantes mudanças no paradigma de desenvolvimento em voga até o momento. Nos Estados Unidos, a Apple anunciou uma nova linha de iPods que traz como principal novidade o fim do uso de substâncias tóxicas como PVC, mercúrio e retardantes de chamas a base de brominato. Na Inglaterra, a Justiça absolveu seis ativistas do Greenpeace que bloquearam em 2007 uma usina termelétrica a carvão sob a alegação de que eles agiram em defesa do meio ambiente.

São vitórias significativas. A Apple há tempos vinha sendo criticada por ambientalistas por não dar atenção necessária à questão do uso de substâncias tóxicas em seus produtos e à necessidade de se criar um programa global de reciclagem. Steve Jobs chegou a dizer que a preocupação dos ambientalistas era bullshit, mas se mexeu e exatos dois anos depois do lançamento da campanha Green My Apple, do Greenpeace, mostra todo orgulho ao mundo seus iPods verdes. Clique aqui para ver as principais críticas ambientais feitas aos produtos Apple e aqui para ver os compromissos ambientais assumidos pela empresa.

Com o anúncio de hoje é bem provável que a Apple suba algumas posições no Guia de Eletrônicos Verdes do Greenpeace - na oitava edição, lançada em junho passado, ficou numa modesta 11a. posição, em 18 possíveis.

O caso da decisão da corte inglesa de absolver os ativistas do Greenpeace que bloquearam a usina termelétrica a carvão de Kingsnorth, em Kent, é ainda mais emblemático dos novos tempos guiados pelo respeito ao meio ambiente que deveríamos seguir daqui pra frente. Foi a primeira vez que a alegação de prevenção de danos provocados pelas mudanças climáticas foi usada em um tribunal. A defesa dos ambientalistas acusados de invasão e danos à propriedade privada contou com depoimentos de cientistas como James Hansen, diretor da Nasa que auxiliou o ex-vice-presidente americano Al Gore na produção do filme Uma Verdade Inconveniente.

Hansen explicou à corte que mais de um milhão de espécies serão extintas por causa das mudanças climáticas e que só a usina de Kingsnorth, que emite 20 mil toneladas de CO2 por dia, seria responsável pelo fim de aproximadamente 400 delas. O professor disse também que concorda com Al Gore quando o ex-presidente afirma que todos deveriam se acorrentar às usinas de carvão para impedir o seu funcionamento. "Alguém tem que começar a dizer basta às centrais elétricas de carvão", afirmou o professor durante seu depoimento.

Para Emily Hall, uma das ativistas que se acorrentou às chaminés da usina de Kingsnorth, o resultado do julgamento foi histórico. "Não éramos os únicos na cadeira dos réus, as usinas a carvão também estavam sendo julgadas e elas foram condenadas."

Ok, são duas vitórias em meio a um monte de derrotas - Angra 3, aprovação de algodão transgênico, EUA e Rússia querendo prospectar petróleo no Ártico, soja e gado invadindo a Amazônia - mas se é pra morrer, pelo menos que seja com as botas calçadas.

Imagem: daqui
A Energy Ball é uma turbina eólica que gera energia para residências fabricada pela empresa sueca Home Energy. O link é em sueco. Quando a energia gira a turbina, cria um rotação de forma esférica. O vento sopra através do rotor, ao longo do eixo, ao contrário das convencionais hélices de turbina. Este fenômeno, conhecido como o Venturieffekten, significa maior eficiência aerodinâmica do que aquilo que pode ser conseguido com os convencionais moinhos.

A Luma, que me enviou a dica, acha (e eu também) bastante interessante cada residência ter a sua turbina. Já imaginou? Chique e ecologicamente correto.

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