Main

academia Archives

outubro 29, 2007

Para merecer o dom da ubiquidade

Cuidado, meu amigo trabalhador, minha amiga dona de casa. A qualquer momento, poderão encontrar-me em dois ou mais lugares ao mesmo tempo - distância ? mané distância ... Agora, quando menos se espera, baaaanf !, eis que surge um Jorge Rocha bem ao seu lado. Cuidado, bróder. Cuidado, sábio senhor. Amanhã mesmo - terça-feira -, por culpa do Grupo de Pesquisa Comunicação e Redes Hipermidiáticas da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC-Minas, irei mediar a mesa Cibernarrativas: interatividade e colaboração em redes temporais. A partir das 16:30 horas, na sede da Oi Futuro - anote aí o endereço, Pedro Bó: Av. Afonso Pena, 4001, Mangabeiras. Em Belo Horizonte mesmo; be cool.

Irei espicaçar, nesta mesa, os professores Carlos Henrique Falci e André Kutova, ambos da PUC, e Marília Bergamo, da UFMG. Carlos Falci irá falar sobre Imersão como condição para cibernarrativas. Segundo sinopse/release que recebi, ele irá apresentar "de que forma a imersão pode ser considerada condição para a produção de cibernarrativas. Nesse sentido, utilizam-se aqui, como conceitos-chave para discutir a imersão, aqueles trabalhados por Iser na teoria do efeito estético; as relações estabelecidas por Paul Ricoeur entre tempo e narrativa; as discussões sobre imersão na arte virtual; a relação entre imersão e interatividade, conforme Marie-Laure Ryan e o conceito de cibertexto, em Espen Aarseth". Ufa.

A palestra de Kutova intitula-se Narrativas interativas em jogos digitais. E vamos ao release: "Como as narrativas digitais podem tirar proveito dos jogos digitais? Como as ações do usuário mudam a narrativa? Como gerenciar o conflito entre a interatividade e a consistência da história? Como assegurar a construção de um clímax na narrativa? Essas são algumas das questões que serão discutidas nesta palestra".

Marília Bergamo, com a palestra Interfaces experimentais homem-máquina: novas possibilidades de comunicação, irá demonstrar que "na interação agente homem versus agente computacional, temos pólos muito diferentes apreensão e compreensão do mundo, onde se necessário uma interface. Contudo, essas interfaces experimentais estão em busca de uma interação mais natural e buscam a interpretação do gesto humano em todas as suas possibilidades".

Antes dessa mesa, precisamente às 14 horas, Geane Alzamora (PUC-Minas) irá mediar Aspectos sócio-técnicos da internet contemporânea, onde irão apresentar-se Francisco Coelho dos Santos, José Cabral e Wagner Moreira Júnior - todos da UFMG, pois bem.

O evento começou hoje - acabando ao mesmo tempo em que eu escrevo e publico este post; eu não disse que sou onipresente ? O primeiro dia teve como temas Artemídia: desafios conceituais e Formatos Emergentes.

Não pode fazer como este blogueiro e existir simultaneamente ? Entonces mande sua pergunta, questão, indicação ou xingamento que eu repasso para os palestrantes.

agosto 16, 2007

Olha o tio aí

Pierre Lévy hoje ao vivo. A partir das 18:30. Acompanhe aqui. Verei somente para contestar,

agosto 14, 2007

Monitorando

Rogério Christofoletti avisa: cresce a lista de blogs de pesquisadores brasileiros de Comunicação Social.

agosto 4, 2007

Colabora

Olha aqui, ó, o que eu penso sobre Jornalismo Colaborativo !

novembro 7, 2007

Agora vai

V SEMINÁRIO SOBRE CIBERCULTURA E CONVERGÊNCIA DIGITAL 12, 13 E 14 de novembro - 9:20 às 11h - Sala Multimeios - FCH-Universidade Fumec

Dia 12

Interfaces experimentais homem-máquina: novas possibilidades de comunicação
Marília Bergamo

Narrativas interativas em jogos digitais
Marcos André Kutova

Dia 13

Meta-autores e receptores-participantes na cibernarrativa
Paula Ribeiro

Considerações sobre o objeto tecnológico contemporâneo
Fernando Rabelo

Dia 14

Diversificação das mediações sociais no jornalismo colaborativo
Gabriela Jardim

Digga: a experiência de um site acadêmico sobre Jornalismo Colaborativo
Felipe Torres, Mariana Celle e Ana Paula Condessa

[no último dia, haverá o lançamento oficial de digga, site academico de produção e análise sobre jornalismo colaborativo, fruto de projeto de pesquisa sob minha coordenação]

novembro 15, 2007

Digga that groove

[site retirado do ar porque a pesquisa foi interrompida]

Agora vai ! Depois de um tanto de pesquisa, trabalho, reuniões de pauta e técnicas, finalmente foi lançado o primeiro site acadêmico sobre Jornalismo Colaborativo, chamado Digga. O lançamento oficial ocorreu ontem, dia 14 de novembro, no terceiro dia do V Seminário sobre Convergência Digital e Cibercultura, na Universidade Fumec - oficial porque a bagaça já estava no ar, em um período de testes; uma espécie de "o ensaio é aqui". Apresentar Digga ao distinto público ficou a cargo de Felipe Torres, Mariana Celle e Ana Paula Condessa - os dois primeiros, bolsistas do projeto de pesquisa que desembocou no site e a última, bolsista do projeto de extensão que realiza os seminários já cantados e decantados por aqui. Sim, tudo se liga, o universo é uno - não estamos a falar de conexões por aqui, ô ?

Mas, dirão os detratores - porque este sempre existirão e, ai ai, se reproduzem -, pra que outro site de Jornalismo Colaborativo, meu Deus ? E eu lhes respondo, distribuindo bofetadas aos borbotões: leiam aqui, relapsos, e entendam que tratamos, neste site, "a implementação do Jornalismo Colaborativo como prática e objeto de estudo". E, por entendermos que é preciso também mostrar aos alunos de Comunicação Social a importância das práticas jornalísticas colaborativas, a matéria especial que se encontra no ar fala justamente sobre Jornalismo Colaborativo - divididas aqui e acolá.

O que ganhamos com isso ? Primeiro: a pesquisa - que se encontra em seu segundo ano - evidenciou formas de o jornalista lidar com audiência em um processo colaborativo, portando-se como o que chamamos de "cartógrafo da informação". A seguir, elaborou categorias de análise para avaliar de forma os processos colaborativos ocorrem, de modo a orientar a função wejornalística voltada à colaboração. E foram este processos que definiram a formatação de Digga: um site de experiências webjornalísticas que procura provocar - em vários sentidos - o trabalho conjunto entre equipe de redação e audiência.

E estamos somente começando.

novembro 23, 2007

Remember the 5th December

No dia 5 de dezembro , irei participar do projeto Oi Cabeça, promovido pela Oi Futuro, aqui em BH. Falarei, é claro, sobre Jornalismo Colaborativo, em uma conversa informal, porém carregada de petardos e balas dum-dum – vocês me conhecem. O trelelê terá vez às 19 horas, no auditório do Museu das Telecomunicações - Av. Afonso Pena, 4001. Apareça e me pague uma dose de uísque na seqüência.


Título da "conversa":
Quem tem medo do Jornalismo Colaborativo ?

A "conversa" em si:
Cooperação. Comunicação Interpessoal. Valor qualitativo igualitário no processo comunicacional entre "quem produz" e "quem consome". Estes são pressupostos essenciais na prática do Jornalismo Colaborativo, modelo jornalístico que vêm sendo debatido com mais intensidade nos últimos meses. "Cooptada" pelos jornalões, tal prática não limita-se apenas à vã filosofia do senso comum "mande sua notícia que nós publicamos". O Jornalismo Colaborativo requer a compreensão de um papel diferenciado do jornalista - mais do que nunca essencial na prática comunicacional digital -, no sentido de estimular conversação com a audiência, fortalecendo assim o alcance e poderio em todos os aspectos da produção jornalística. A conversa abordará, nesse sentido, o jornalista como cartógrafo da informação e as potencialidades com as quais este modelo jornalístico pode nos surpreender.

abril 7, 2008

Atenção: percepção requer envolvimento

A vida é cheia de som é fúria. Pffdfff, tremenda falácia. A vida é feita de terríveis simetrias. Inflamado pelos posts de Gabriela Zago, Gilberto Pavoni Jr e Ana Maria Brambilla, eu andava batucando um esboço de apontamentos sobre Jornalismo Colaborativo, quando Cristine Delphino pediu que respondesse uma entrevista para sua monografia. Sobre ... Jornalismo Colaborativo, oras. Pensaram o que, filisteus ? Que eu iria dedurar (mais) blogueiros ? Da entrevista, destaco três perguntas, diretamente associadas com algumas de minhas inquietações:

Você acredita que conteúdos colaborativos podem substituir o jornalismo tradicional?

O que você chama de jornalismo tradicional ? Os jornais impressos buscaram um verniz diferente em sua produção textual quando "ameaçados" pela fetiche da velocidade informacional propalada pelos idiotas tecnológicos, estes crentes discípulos de Lévy. A televisão estratificou-se em regurgitações insossas em sua programação aberta e prostrações ao hollywood way of life na "tv paga". Rádio ? Mais do mesmo. A Internet suplantou as velhas mídias ou estas iriam acabar mesmo em um "processo de estupidificação", independente da entrada da tecnologia de comunicação não-massiva no cenário midiático ? Trabalho com a idéia fixa de recombinação, nunca suplantação ou substituição. Se você preferir, posso dizer que os conteúdos colaborativos podem suplementar as práticas do jornalismo tradicional. Isso significa que as práticas colaborativas não precisam estar atreladas às corporações jornalísticas - portais, por exemplo - para terem relevância. E é preciso sempre bater nesta tecla aqui no Brasil. Penso que o Jornalismo Colaborativo - assim como toda e qualquer social media - pode incrementar qualitativamente a comunicação, a forma de pensar e relacionar-se com a informação. Acredito também que o pensamento webjornalístico, compreendendo sua função ligada à cartografia de informação e modos de interação, necessita ainda contemplar questões referentes às novas configurações do espaço público observadas com o advento das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação para um desempenho adequado de sua função.

Quais são as maiores dificuldades encontradas no jornalismo colaborativo?

Primeiro problema: fugir da afirmação falaciosa de que o Jornalismo Colaborativo vai acabar com o papel do jornalista diplomado. Torna-se quase impossível não ouvir esta afirmação - ou variações desta, mas com o mesmo teor - quando se fala em Jornalismo Colaborativo. Particularmente encontro-me enfadado em repetir que tal prática jornalística não prescinde dos jornalistas diplomados - eu sou um deles, ora bolas -, mas sim pensa em integrá-los a um processo interacional, que pode enriquecer as rotinas produtivas jornalísticas. Desde que estes jornalistas - ou as empresas para qual trabalham - estejam dispostos a realizar alterações/adaptações em seu modus operandi. E é nesse exato ponto que tudo começa a degringolar. Segundo problema: os portais brasileiros apenas dizem abrir espaço para Jornalismo Colaborativo quando não o praticam de fato. Adaptam práticas colaborativas neste ou naquele espaço, moldando-o como mais um fator agregador ao seu modelo de negócios. Complementando este cenário, não temos hoje, no Brasil, uma audiência "acostumada" a lidar com práticas colaborativas - embora minhas análises me façam pensar que ainda estamos "construindo" essa audiência. Junte estes dois pontos - e estou referindo-me "apenas" ao Brasil - e temos um certo campo de batalha em que o Jornalismo Colaborativo prefere combater com as armas da conversação e investidas hiperlocais.

Como você vê o jornalismo colaborativo daqui a cinco anos?

Não sou um futurist-in-residence como Michael Rogers, mas daqui do meu terreiro hipermidiático esboço dois cenários possíveis, ao menos para o Brasil. Se o Jornalismo Colaborativo continuar sendo tratado como mero fator agregador em uma cadeia de modelo de negócios, prática comum em portais, que distorcem e subjugam sua rotina produtiva - de caráter relacional e interpessoal -, então possivelmente os prognósticos que se podem captar a partir do relatório The State of News Media 2008 serão confirmados. Ou seja, teremos um decréscimo na produção colaborativa - mas um decréscimo no "campo de atuação" dos jornalões, é bom ressaltar. Poderia-se perguntar nesse caso: "o Jornalismo Colaborativo não ´é atraente´ ou ´possível de realmente ser implementado ?´". Uma resposta plausível para agora mesmo: portais não implementam Jornalismo Colaborativo. Ponto. Caminhando para outra direção, podemos conjecturar: e se a idéia de que o Jornalismo Colaborativo não pode ou deve ser atrelado à corporações para - aham - ganhar notoriedade encontrar terreno fértil no imaginário comunicacional interacional brasileiro ? A resposta não é tão óbvia assim quanto possa soar. Para realizar-se, é claro, este cenário depende também - não vou aqui e nesse momento quantificar isso - da atuação dos players envolvidos com o Jornalismo Colaborativo para constituir redes e explicitar - preferencialmente de maneira prática - de que a estratégia hiperlocal constitui-se algo de valor exeqüível e imprescindível. E com isso me dou conta que estou bancando Morpheus, oferecendo a Neo a escolha entre a pílula vermelha e a azul. Gosto disso.

About academia

This page contains an archive of all entries posted to exu caveira cover in the academia category. They are listed from oldest to newest.

blogosfera is the next category.

Many more can be found on the main index page or by looking through the archives.

Creative Commons License
This weblog is licensed under a Creative Commons License.