São vários os fatores que dão um ar de Twilight Zone a este momento específico. Além do beija-mão e morde-assopra deste período eleitoral, junta-se à equação o fato de que o termo "relevância" se encontra ... eeerrr ... bem ... em relevância. Eu avisei que são tempos bicudos. Redes sociais se encontram em evidência e é claro que o assim chamado mainstream está de olho nisso - até aí nenhuma novidade; ah, a "antropofagia enquanto fenômeno cultural e mercadológico" ... A questão é que, em relação à redes sociais, a relevância - esta bandeira levantada pelos adeptos da cauda longa e afins - não deveria seguir preceitos semelhantes àqueles que formam o status quo onde a mídia tradicional/convencional atua. O que é possível observar em casos como esse da "aproximação política" em plena campanha eleitoral - potencializada para pior se deslumbramento substituiu racionalidade no modo de pensar de certos players - é que parece haver necessidade de aprovação de, digamos, majors para que esta relevância tenha sentido.
O que soa, para dizer o mínimo, estapafúrdio.
Isso tudo parece acenar com mais força de que há um desvio no fluxo estratégico relativo à natureza das redes sociais. Em suma, há o risco de cair na esparrela de repetir conceitos e práticas de mídia de massa em meios digitais - o que iria de encontro ao que se apregoa de ... aham ... revolucionário nas redes sociais. Trata-se de evidenciar a samsara: de novo de novo de novo de novo. O que me leva a concordar - quem diria, hein ? - com Wagner Martins/Mr Manson, quando este fala sobre o mais do mesmo que acometeu certas redes, que parecem ciosas em funcionar nos mesmos moldes de conglomerados de comunicação. Assim como Alessandra Nahra Leal - cujas análises me mantém são - também não acredito em chiqueirinhos ou cercadinhos digitais num mundo de porteiras abertas. Ainda mantenho-me adepto da idéia de abrir caminhos.
É em momentos como esse que eu penso em apelar pro Velho Zuza.

