Até a pé nós iremos...

Listas... Listas são patologicamente contagiosas. Basta alguém ter a idéia e logo todo mundo começa a fazer a sua lista pra comparar com a dos outros. E claro que, aqui no condomínio, não podia ser diferente. Bastou o Milton puxar a sacada de outros blogs para o Marco se empolgar e fazer a sua. E eu, claro, não podia ficar sem fazer a minha lista dos jogos que me deram as maiores alegrias futebolísticas.
Porém vocês vão perceber uma diferença "temporal" entre a minha lista e a deles. Por ser um rapaz, digamos assim, um pouco menos experiente que os amigos e vizinhos citados acima, as minhas alegrias são mais recentes. Por exemplo, eu não vi o Grêmio desbancar o Inter em 1977, saindo da fila do título estadual após 8 anos de conquistas do co-irmão. Mas, se tivesse visto, este gol do André Catimba com certeza estaria na minha lista. Assim como os gols do Renato na final do Mundial de 83 (eu já era nascido, mas só me dei conta do que estava acontecendo quando fomos receber o time nas ruas de Porto Alegre). Porém, eu estaria roubando uma alegria que verdadeiramente eu não vivi e seria um grande mentiroso.
Com isso, minha lista se limitou aos títulos e vitórias mais recentes do Grêmio, títulos que vi no Olímpico ou na TV. E ainda assim eu tive que tirar muita coisa: o gol do Cuca na vitória contra o Sport na final da Copa do Brasil de 1989; os 6x1 no Flamengo naquele mesmo ano; alguns frangos do Tafarel em Grenais; a vitória arrasadora contra o Corinthians na final da Copa do Brasil em 2001 e outros jogos históricos e heróicos do Grêmio.
Enfim, chega de tergiversar e vamos ao que interessa:
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Grêmio e Nacional, final da Libertadores de 1995
O Grêmio tinha enfiado 3x1 fácil em Porto Alegre, o que nos fez prever um jogo tranqüilo na Colômbia. Mas os caras fizeram um gol logo no início e, naquele tempo, a Libertadores contava com o saldo qualificado, gol fora valendo dois no desempate. Entocado em casa, eu sofria com os gritos dos vizinhos que aplaudiam cada ataque adversário. Mas, aos 40 do segundo tempo, em cobrança de pênalti, o cangaceiro Dinho empatou o jogo e pintou Porto Alegre e a América de azul pela segunda vez.
Grêmio e Portuguesa, final do campeonato Brasileiro de 1996.
O gol de Paulo Nunes no início do jogo me fez acreditar que seria fácil... doce ilusão. O grito de campeão só desentalou da garganta com menos de 5 minutos para o fim do jogo, e dos pés de Aílton, um jogador desacreditado (e ruim), que acertou um chutaço de fora da área no canto esquerdo do Clemer (sim, ele já jogava naquela época, e já era o velho do time, pois neste elenco da Portuguesa se criaram os garotos Rodrigo Fabri e Zé Roberto). A explosão do estádio em festa no momento daquele gol nunca mais me saiu da memória.
Grêmio e Flamengo, final Copa do Brasil de 1997
Depois de um empate em Porto Alegre, os cariocas davam como certo o título do campeonato. Mas esqueceram de avisar o João Antônio, que fez o gol mais lindo da carreira dele naquela noite, e o Carlos Miguel, que concluiu uma linda jogada do Roger pela esquerda, empatou o jogo e deu o título ao imortal, calando o maraca e o Romário.
Gremio e Inter, final do campeonato gaúcho de 1999
Nem eu nem o Dunga conseguimos esquecer este jogo. Além de marcar um golaço dando uma caneta no Anderson, tabelando com o Capitão (bah!!!) e tocando na saída do André, Ronaldinho, que naquele tempo ainda não tinha esta alcunha imposta pelo Galvão Bueno, deu um chapéu no Dunga que foi mais comemorado pelo Olímpico do que o gol do título. Não podia ser mais alegre.
Grêmio e Nautico, 17 de novembro de 2005
Não sei dizer se foi um momento de alegria ou de desabafo, de alívio que culminou com o dia em que meis gritei e comemorei uma vitória do meu time na vida. Dois pênaltis contra, o Djalma inventando faltas e truncando o jogo, a pressão de ver o Inter com chances de conquistar o Brasileirão e ser tetra... Tudo e todos jogavam contra naquele ano. A defesa do Galatto e aquele gol do Anderson (nome de craque, claro) com jeito de pelada de rua levou a nação ao delírio. E fez o Grêmio voltar a ser O Grêmio.
