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        <title>escolitaealitê</title>
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        <description></description>
        <language>pt</language>
        <copyright>Copyright 2010</copyright>
        <lastBuildDate>Tue, 09 Feb 2010 15:05:16 -0300</lastBuildDate>
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            <title>Cem anos</title>
            <description><![CDATA[<p>o desejo não tem data. fato. ouso afirmar que não há ser vivo sem desejo.</p>
<p>desejo, logo existo. já diria meu descartes deleuziano.</p>
<p>e foi assim, no auge do seu um século, e com promessas de um novo começo, que ele mostrou que não existe um tempo onde se fica velho e tudo que te espera é a morte.</p>
<p>lá estava ela, batom vermelho, tão pulsante quanto ele. incansáveis. sem vergonha. no melhor dos sentidos que a essa altura, se não há liberdade, o que será. </p>
<p>e eles estão encantaram-se. tinha tanta libido naquelas mãos, olhares, palavras. o corpo envelhece, mas a alma... essa não desiste nunca. </p>
<p>não sei como é querer ao cem anos de idade. mas sei que ele é possível.</p>
<p>amém.</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/escolitaealite/2010/02/cem_anos.html</link>
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            <pubDate>Tue, 09 Feb 2010 15:05:16 -0300</pubDate>
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            <title>Lugares</title>
            <description><![CDATA[<p>e de repente eu me vi ali gritando, louca, descontrolada perante a felicidade. foi minha cauda invejosa que passou abanando, babando, lustrando o piso de mármore que eu acho que enfeita a entrada. de te ver ao me ver assim tão triste, dormi o dia todo. vontade de apagar todo aquele circo até cair. vontade. foi disso que morreu o gato. </p>
<p>ando tão cansativamente metafísica.</p>
<p>...</p>
<p>começar. abandonar o que foi dito e partir de novo. clichê como a novela, minha vida é feita de pequenos recomeços. não sou tão importante. o mar entrega tudo do que preciso. e não há. deixa. feliz pela chance. qualquer que seja. ficar triste por muito tempo não é mesmo comigo. </p>
<p>eu sorri. ela parou e piscou de volta. estamos. meu coração enfim liberto festeja as demais presenças. fiz as pazes comigo. a solidão me acompanha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/escolitaealite/2010/01/lugares.html</link>
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            <pubDate>Wed, 27 Jan 2010 15:01:24 -0300</pubDate>
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        <item>
            <title>Inteiro</title>
            <description><![CDATA[<p>a gente troca o prazer das sensações de estar aqui pelo sonho de um prazer ainda maior em um futuro que nunca estará aqui. a cada ar que entra pela narina, esse futuro desejante dá um passo pra frente enquanto o presente vira passado. não é sábia a troca de sentir o presente pela navegação no futuro, ou passado, mas é quase automática. poucas vezes estamos inteiros naquele micro segundo de presente. e é só isso que eu preciso agora. estar inteira nos meus micros segundos de presente. </p>
<p>como juntar esse monte de gente vagando pra tudo que é lado?</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
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            <pubDate>Thu, 07 Jan 2010 11:07:59 -0300</pubDate>
        </item>
        
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            <title>SorteAmorSaúde</title>
            <description><![CDATA[<p>andei tão mulher nos últimos dias, que to cansada de mim. enlouquecida na trilha dos meus pensamentos vagando por aí. meu corpo não absorve mais, ele emana. é tanto tanto dentro de mim condensado que não cabe mais, sufoca, e escorre. não é derramar lento e controlado, prazeroso. é um vazar frouxo, babando, irritante. tudo tão misturado que já nem sei mais se minha cabeça cansou do meu corpo ou se o corpo que se entrega a uma mente enlouquecida e presa no eixo do tempo. é esse correr sem sair do lugar que te mata e te deixa toda babada perguntando quem e onde. não há nem tempo para a culpa, vergonha, arrependimento. não há retorno. nem o ir.</p>
<p>e sim, tudo isso pode ser maravilhoso. assim que eu aprender a andar nesse eixo sem me perguntar para onde e soltar da direção. tirar os papéis e cordas da gaveta, soltar o cabelo, pisar sem sapato e existir por aí.</p>
<p>resistir.</p>
<p>2010 ainda&nbsp;é uma caixa vazia na minha mente. desejo forte de amor, sorte e saúde.</p>
<p>e em algum lugar, a doida está adorando.</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/escolitaealite/2009/12/sorteamorsaude.html</link>
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            <pubDate>Wed, 23 Dec 2009 11:06:31 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>2010</title>
            <description><![CDATA[<p>para o meu novo ano, desejos simples e poderosos. amor e saúde. que você continue comigo, apaixonados, e que eu continue também,&nbsp;todos com&nbsp;saúde. </p>
<p>desejo o mesmo aos meus amigos. inclusive familia-amigos e amigos-familia.</p>
<p>2010 se aproxima misterioso, depois de um 2009 tão programado e tão diferente. nada do que se sonhou aconteceu. ainda assim, até agora, correu tudo maravilhosamente bem.</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/escolitaealite/2009/12/2010.html</link>
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            <pubDate>Wed, 16 Dec 2009 09:41:04 -0300</pubDate>
        </item>
        
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            <title>Multi</title>
            <description><![CDATA[<p>eu, igual a mim mesma, mudei sem sair do lugar. várias vezes. de opinião, de lado, de frente, de costas. absolutamente diferente em micro segundos até cansar.</p>
<p>as emoções, em sombra, andam dançando pela minha pele. paciência para quem me acompanha. menos critica para que eu me aguente.</p>
<p>tenho me olhado demais, multifacetada. </p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/escolitaealite/2009/11/multi.html</link>
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            <pubDate>Fri, 13 Nov 2009 14:58:29 -0300</pubDate>
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        <item>
            <title>Venha</title>
            <description>dei o primeiro passo em direção a você. estou pronta. tudo continua sem ser resolvido, confuso, voando. mas é assim mesmo. e eu entendi. quero que você venha para alegrar nossa casa, tão cheia de vontade dos seus risos pelas paredes. para acalmar meus pesadelos, temores, crises de ansiedade. para nos ver ficando mais velhos a cada dia enquanto você permanece. que você nos escute, fale, ande, olhe e tenha muita saúde. planejei tudo por tanto tempo, que agora só tenho, nesse micro segundo em que escrevo, só tenho um querer gigante de que você venha. não demore. seu lugar já está aqui.</description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/escolitaealite/2009/10/venha.html</link>
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            <pubDate>Tue, 13 Oct 2009 09:46:15 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Porque tudo é sério demais pra mim</title>
            <description><![CDATA[<p>ando com vontade de fazer tudo. mas os pensamentos tem atravessado meus pés. não me sinto caminhando e ando o tempo todo. aqui. parada realmente no meio do caminho, olho no meu olho e me vejo com muito medo da vida, disfarçado de receio da morte. voltei a ter visões violentas nos lugares mais obscuros. acho que alguém vai metralhar o cinema no meio do filme, vejo arrastão no tunel, escuto tiroteio e meu apartamento (e o dos outros) sendo invadido e assaltado. tenho medo de dormir, de acordar, de janela aberta, da vida. meus medos são reais. tudo infelizmente acontece o tempo todo na porta da minha casa, na minha cidade caótica e violenta. penso em ir embora. mas essa possibilidade é remota e confusa. cogito recomeçar a terapia, mas não quero falar de mim pra nimguém.</p>
<p><strong>a solução é desistir do medo da vida e aceitar que parte dela é a morte. </strong></p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/escolitaealite/2009/10/porque_tudo_e_serio_demais_pra.html</link>
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            <pubDate>Fri, 09 Oct 2009 08:39:03 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Ele não merece</title>
            <description><![CDATA[<p>porque ele&nbsp;não dá bola&nbsp;enquanto eu entro em pânico dentro do túnel.</p>
<p>porque ele ri&nbsp;se eu me acho feia.</p>
<p>porque ele liga a música pra me fazer dançar.</p>
<p>porque ele me convida a beber se meu olho parece sem brilho.</p>
<p>porque ele finge que não vê enquanto os hormônios cometem suicídio.</p>
<p>porque ele me elogia sem&nbsp;motivo especial.</p>
<p>porque ele se preocupa com pequenos detalhes de vez em quando.</p>
<p>porque ele lembra do que eu gosto e me surpreende.</p>
<p>porque ele senta no sofá enquanto eu arrumo e reclamo que nem louca.</p>
<p>porque ele me faz sentir gostosa nos dias em que to mais inchada.</p>
<p>porque ele me olha apaixonado&nbsp;mesmo com cabelo tosco e roupa descombinada.</p>
<p>porque ele acha graça das minhas loucuras.</p>
<p>porque ele acredita que eu sou inteligente sem ter lido um livro até o fim.</p>
<p>porque ele realmente me abraça enquanto nada lá fora importa.</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/escolitaealite/2009/09/ele_nao_merece.html</link>
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            <pubDate>Wed, 09 Sep 2009 14:09:32 -0300</pubDate>
        </item>
        
        <item>
            <title>Aquilo que em mim não para</title>
            <description><![CDATA[<p>tecendo os fios à sua espera as vezes me pergunto se você vem. imagino o meu sorriso abrindo enquanto o peito salta e os olhos derramam. é tão cinematográfico e bonito que dói de ausência por ainda não ser. por enquanto, acho que&nbsp;são os fios que me entrelaçam. ando dominada impaciente observando. à espera de estar a sua espera, e eu sei que você vem. mas será quando? curvada sobre o tear tento encontrar outras tramas coloridas que me alegrem enquanto me sinto oca e repleta de espaços vazios dentro do corpo. porque tudo em mim é tão gigante, latente, ridiculo? </p>
<p>as pessoas seguem suas vidas sem pensar tanto. sem sentir tanto. na maré.</p>
<p>e eu sigo tentanto controlar o incessante.</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/escolitaealite/2009/09/aquilo_que_em_mim_nao_para.html</link>
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            <pubDate>Wed, 02 Sep 2009 09:10:24 -0300</pubDate>
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        <item>
            <title>Qualquer verdade</title>
            <description><![CDATA[<p>e de repente me pego ali amando aquele homem com uma presença tão gigante que me irrita. me emociona. não que eu seja sua como pensei que fosse de outros. mas o saber minha tão atravessado de você. </p>
<p>os dias passam cinza. me pergunto se algum de nós for embora por aquela porta. eu resisto. sei que se preciso&nbsp;faço tudo de novo, mas&nbsp;não quero. é da nossa rotina que gosto mais, cada vez que&nbsp;nos afasto&nbsp;um pouco dela. </p>
<p>nessa valsa de pernas trocadas&nbsp;acredito que você me deseja tanto quanto cabe nesse planeta. se mentira, que eu&nbsp;não&nbsp;me arrependa de ter vivido intensamente enquanto revestida de qualquer coisa, chamada verdade.&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/escolitaealite/2009/08/qualquer_verdade.html</link>
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            <pubDate>Tue, 25 Aug 2009 15:42:21 -0300</pubDate>
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        <item>
            <title>Bu pra vocês</title>
            <description><![CDATA[desde que dei pra contar os dias, os meses passam longos. as horas ainda correm sobressaltadas com tanta informação, mas minha&nbsp;vontade é incapaz de calcular. e quanto mais me falam, mais me sinto inadequada. é um tal de controlar o pulso, amarrar os nervos, impressionar a cabeça que resolvi assumir. nem vem que nimguém vai me convencer que isso é coisa minha. aposto que é coisa da humanidade (palavra que eu detesto) porque sou ser humano (pior ainda), ora bolas. eu tenho ansiedade sim. pronto, falei. bu pra vocês. ]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/escolitaealite/2009/08/bu_pra_voces.html</link>
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            <pubDate>Tue, 18 Aug 2009 16:16:29 -0300</pubDate>
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        <item>
            <title>Vai dormir, vai</title>
            <description><![CDATA[<p>ontem, assim do nada, entre o escovar os dentes e ir dormir, lá fui eu pertubar meu marido com minhas questões existenciais...que ele não tem. ou diz que não tem. ou não sabe que tem. ou não tem mesmo que isso é coisa de gente com probleminhas. e eu sou super cabeça neurônios pensando demais no que não leva a lugar algum. pra que ficar perdendo tempo com tristeza de um filme de dois dias atrás (que você nem sabe muito se gostou). e dessa tristeza evoluir pra uma angustia que não tem nome&nbsp;no que&nbsp;você rapidamente traduz em medo da morte. porque eu não quero morrer assim de repente sem ter tido filhos, sem ter viajado pra um monte de lugares, sem ter feito vários trabalhos interessantes. e aí a coisa já muda de novo&nbsp;e vira ansiedade. de filhos, viagem, trabalho. querer tudo agora antes que eu morra, já que isso vai acontecer e eu não to preparada. e&nbsp;quando será, se será,&nbsp;que isso tudo que meu desejo quer vai acontecer mesmo? porque a finitude é real...apesar de que o homem que morreu no filme era tão triste, e a vida toda ele só quis ser amado, mesmo que a forma que ele tenha encontrado seja tão marginal (a margem de). e nisso meu marido já me olha com aquele jeito de "eu te amo, mas tu é muito doida. vai dormir, vai". e eu vou, mais feliz, sabendo que enquanto eu estiver por aqui tenho companhia.</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/escolitaealite/2009/08/vai_dormir_vai.html</link>
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            <pubDate>Wed, 05 Aug 2009 11:09:39 -0300</pubDate>
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        <item>
            <title>Amarelo por aí</title>
            <description><![CDATA[<p>acordei encantada cantando sopros leves de vida amarela por aí. acordei. cantando. sopros de vida amarela encantada. por aí. acordei leve. encantada por aí. cantando sopros. acordei.</p>
<p>e como é bom abrir os olhos e te ver ao lado. minha sorte. te amo.</p>
<p>&nbsp;</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/escolitaealite/2009/08/amarelo_por_ai.html</link>
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            <pubDate>Mon, 03 Aug 2009 11:28:57 -0300</pubDate>
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        <item>
            <title>Dessas palavaras que cabem</title>
            <description><![CDATA[<p>não posso escrever. palavras cabem pouco para o que sinto. tudo junto e misturado. uma vontade louca de qualquer coisa que ande. tudo se move. eu que me sinto parada na estação esperando o bonde. é o corpo vazando, querendo, desejante. é uma ansiedade constante que paira em mim, incapaz de reverter esses trilhos. não posso escrever. palavras cabem pouco para as explosões que têm saído da minha boca enquanto meu peito bate. a vida me lateja. grita alto. tenho tido medo de morrer de repente. de infarto. é esse meu&nbsp;coração batendo torto dentro do peito fechando minha garganta impedindo de sair as palavras certas que me cabem pouco. eu me caibo um pouco. ajustada dentro dessa roupa fantasia que eu criei. do corpo que olho e não mais reconheço, estranho a mim mesmo, cuspindo fogo. eu só queria dizer que eu te amo, sou grata e eternamente carente. que se você sair por aquela porta, de repente, eu vou chorar uns dias, não dormir uns meses, te lembrar pra sempre. que a angustia dos seus me apavora mais do que aparento e tenho um tanto de medo de ficar adulta, sem graça, pesada, emaranhada em fios. que eu ainda não sei morrer e&nbsp;carrego um redemoinho de pensamentos escondidos atrás da orelha soprando em minhas pernas. sou frágil e aparento força porque em algum lugar tenho ossos de aço e só preciso de carinho. que resolvi querer resolver minha vida desde dos 30 anos e quanto mais corro, mas ela me persegue. que meu sonho é&nbsp;passear em&nbsp;paris, ter um filho e conhecer meus netos.</p>]]></description>
            <link>http://www.verbeat.org/blogs/escolitaealite/2009/07/dessas_palavaras_que_cabem.html</link>
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            <pubDate>Fri, 31 Jul 2009 09:45:15 -0300</pubDate>
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