prefiro versões imperfeitas do mundo. e digo isso com dor. muita dor. mas se tudo pode ser controlado por nós, que poesia há nisso? eu nunca teria sonhado com meu marido exatamente como ele é e, no entanto, tudo que não previ me adorna. além das surpresas surpreendentes, quase trágicas, que mudam nossa trajetória de rumo até nos encaixar no nosso verdadeiro lugar. eu sou romântica. tenho muita dificuldade em aceitar o injusto. talvez ingênua em acreditar que pode existir beleza no triste. algo em mim sente repudio a crença de felicidade que depende de nós vendida de forma fácil nas prateleiras. será que sempre foi uma meditação, um remédio, uma programação genética? quero acreditar que dançamos com o cosmos como damas, conduzidas por algum tipo de força, chamada cavalheiro. e por melhor que você dance, é sempre ele quem conduz.
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