agosto 2008 Archives
depois de um amor chato, veio a chamada nova geração sem nada de novo pra falar. textos fracos. e eu me pergunto como que bereteando não ganha dinheiro? porque ele tinha muito mais brilho pra lustrar o palco. palmas para tá doido, segunda apresentação de luxo que assisto. mais música. um gordinho sissi que ainda tem muito feijão pra comer com uma banda boa... mas o cantor meio melamed demais pro meu gosto. é querido, não foi bom pra mim. a diversão ficou por conta do final velha guarda e do sorriso aberto do mais maluco e querido de todos. aquele que acredita na arte. pena que naquele dia, ela faltou. toca raul!
quando criança. minha boca fala coisas que nem sei de onde vem. cabeça que pensa demais. tem dias que não reconheço meu corpo. minha cabeça olha meus pés e acha que aquele pedaço longe não lhe pertence. sou intensa demais. nesse rádio relógio falante sem controle o dia inteiro. a língua corre solta, sozinha, descontrolada em volta de si mesma. um dia vou me dar um nó e acabar em um hospício enrolada no fio dos meus pensamentos. desejo ânsia de morrer louca vazando sem contorno pelas paredes. minha voz transcorre como passatempo e estranho o que ela diz. não tenho medos de palavras. e sou capaz de empenhar uma arma cruel sem travas.
estou cansada das consequências desse rádio que não pára.
quero trocar de estação, diminuir o volume, silenciar o silêncio.