um velho cego de um olho e com rosto desfigurado me disse para não fazer o que eu penso. "não faça o que você está pensando". não sei como as palavras apareciam se lhe faltava um pedaço da boca. tinha uma figura um pouco repugnante, mas era homem muito respeitado, quase santo. não era de todo humano. bebia um guaraná que lhe escorregou entre os dedos e perguntou meu nome. não, não era diana. apesar de quase ter sido. e isso fez toda a diferença. o que seria da encarnação diana, princesa guerreira, perdida agora em outra dimensão? e quais dos meus todos pensamentos não devem ser verbalizados, realizados, projetados? tinha uma fila de esperar para entrar em sua casa e vários voluntários que o serviam. porque teria me recebido? quem me levou até ali? eu tive medo da sua presença enorme, apesar da estatura pequena, quase torta. mas ao final rimos. me distraí em um brinco e me peguei suada. tomara que eu realmente não faça o que estou pensando.
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