maldisse minha vida bendita. te odiei pela sua falta de surpresas e romantismo. dormi irritada sem enconstar na tua pele. adentrei esse local errante pra ouvir critica sem merecimento. maldisse minha vida bendita. por não ter dinheiro pra viajar de cruzeiro e morar numa cobertura. a cada economia não feita pra uma viagem promessa que adia meus filhos. enquanto respiro esse ar e me pergunto de onde virá a mudança. maldisse minha vida bendita. ao te ver cansado e doente num espelho torto. são minhas faces que estão retorcidas. cheias desse hormônio que me entorpece o sangue, me dói a cabeça, me coça. maldisse minha vida bendita. e sou eu a mais maldita de todas por não enxergar o quão passageiro é tudo isso. vou me recolher aos meus múrmurios. namastê.
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