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<title>É por aqui que vai pra lá?</title>
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<description><![CDATA[<p><strong>Fragmento ficcional</strong></p>

<p>Mas chegou enfim o dia que ela ansiava e temia. Lucas, jogando a mochila sobre o sofá, começou dizendo que era alvo de piadas e brincadeiras todo santo dia. E perguntou por que ele era tão diferente dela. Por que sua pele era diferente, seus cabelos e quem era seu pai, e ela fechou os olhos por alguns longos segundos antes de responder. </p>

<p>- Meu filho, você vai ter que aprender o significado de uma palavra antes que as outras crianças. Você vai ter que aprender o que significa paradoxo. É uma palavra difícil, os adultos não a usam muito, sabe? Paradoxo é uma coisa contraditória. É algo que, mesmo tudo indicando que ela ia ser de um jeito, ela vem e é de outro jeito. É uma coisa que você não entende como ela pode estar ali. Pois bem, filhinho, é isto o que estou tentando dizer: De um ato absurdo de violência, nasceu o amor. Você nasceu da violência - mas eu te amo e esse amor é...</p>

<p>Lucas não entendeu nada das palavras dela, que foram cortadas pelas lágrimas, mas entendeu bem aquele abraço e os dedos dela em seus cabelos. E a tormenta em seu peito apaziguou-se outra vez.</p>]]></description>
<dc:subject>Subcontos</dc:subject>
<dc:creator>marcol</dc:creator>
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<description><![CDATA[<p><strong>O melhor do Brasil e a desgraça dos outros</strong></p>

<p>Deu no Estadão:</p>

<p>"Pedagogia do Oprimido", clássico de Paulo Freire publicado desde 1970 nos EUA, é largamente usado nas faculdades americanas de educação. Para alguns especialistas, essa é a razão pela qual as escolas dos EUA são ruins.</p>

<p>"Freire não está interessado nos principais pensadores de educação da tradição ocidental", escreve Sol Stern no City Journal. "Em vez disso, ele cita um grupo muito diferente de pessoas: Marx, Lênin, Mao, Che Guevara e Fidel Castro, assim como intelectuais radicais como Frantz Fanon, Régis Debray, Herbert Marcuse, Jean-Paul Sartre, Louis Althusser e Georg Lukács. Não surpreende, porque a principal idéia de Freire é a contradição central de qualquer sociedade entre 'opressores' e 'oprimidos', e a revolução deve resolver esse conflito. Os 'oprimidos' são destinados a desenvolver uma 'pedagogia' e que os leve à própria libertação."</p>

<p>Para Stern, se os EUA quiserem dar um salto de qualidade educacional, devem abandonar Freire: "Se a formação dos professores é a maior preocupação, trata-se de um desafio à razão que 'Pedagogia do Oprimido' ainda ocupe um lugar de destaque nos cursos de treinamento desses professores, que certamente não aprenderão a ser mestres melhores a partir de desacreditadas platitudes marxistas". </p>

<p>(fonte: http://blog.estadao.com.br/blog/guterman/)</p>

<p>De minha parte: o Brasil desconfia e odeia os liberais. Eles são vistos como sempre a serviço dos porcos imperialistas, esses demônios que querem ter (argh!) lucro. </p>

<p>Por isso não temos pensadores de peso de tradição liberal. Só se destaca no meio intelectual tupiniquim do século XX pensador de óbvios pendores marxistas, por anacrônicos que os tais pendores se mostrem. Paulo Freire é incensado, apupado e festejado de norte a sul por aqui, como em outros lugares também, e, no entanto, não deixa de ser um bom arquiteto que construiu sobre fundamento onírico. </p>]]></description>
<dc:subject>Culturais</dc:subject>
<dc:creator>marcol</dc:creator>
<dc:date>2009-05-21T18:38:54-03:00</dc:date>
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<description><![CDATA[<p>Inaugurando a série "como é que se posta mesmo?"</p>

<p>I<br />
Pegaram uma pomba levando celular pra dentro da cadeia. Retrato dos tempos. Ela se aproveitava da reputação de ser o símbolo da paz, ficava mascando aquele raminho de sei lá o que e olhaí o que tava fazendo.<br />
II<br />
Tirei férias. Peguei patroa e os guris e piquei-me daqui. Tava em dúvida se ia pra montanha ou pra praia, então esbanjei e fui pros dois. Tô com depressão pós-férias e fazendo desintoxicação de açúcar (sem lá muito empenho, entretanto). A overdose aconteceu por conta dos strudells, fondues de chocolate e chocolates em geral da montanha e dos picolés Rocha e Rochinha da praia.<br />
III<br />
Quer turbinar sua vida social? Tenha filhos. No último domingo foram duas as festas de criança. São três ou quatro por mês. O orçamento não alcança, claro, mas e daí?</p>

<p>E a patroa quer dar seguimento na prole. <br />
IV<br />
Cheguei à conclusão de que Ronaldo é um fenômeno.<br />
V<br />
Ano que vem deve vir a última temporada de Lost. Esta quinta temporada tá me dando saudades antecipadas. <br />
VI<br />
Tentei me enfronhar no Twitter, mas embora haja cadastrado o celular lá, a coisa não tá rolando e eu sem saco nem condições de ver porque. Dessas mídias sociais que bombam pra dedéu, gostei mesmo foi do Facebook. Pega o que há de melhor em cada uma das outras e ainda me faz lembrar sempre de uma promessa inefável: "eu livro tua cara" (face=cara, book=livro, entendeu? hein? hein? hein?)</p>]]></description>
<dc:subject>Sei lá, mil coisas</dc:subject>
<dc:creator>marcol</dc:creator>
<dc:date>2009-05-07T12:19:06-03:00</dc:date>
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<description><![CDATA[<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oy65cfpZVcw&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/oy65cfpZVcw&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></description>
<dc:subject></dc:subject>
<dc:creator>marcol</dc:creator>
<dc:date>2009-04-09T19:09:06-03:00</dc:date>
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<description><![CDATA[<p><strong>10 excelentes razões para eu não encerrar este blog</strong></p>

<p>1. Hã. Veja bem.<br />
...</p>

<p></p>

<p></p>

<p></p>

<p>* * * * * * * * * *</p>

<p>O que suscita a palpitante questão: será que a febre de blogs já passou? A Internet tem dessas. No começo eram as mailinglists, com o Yahoogroups reinando absoluto. Naquele tempo, que pode ser chamado de era de ouro dos e-mails, havia coisas interessantes, como fanzines distribuídos por e-mail (dentre os quais destaca-se o excelente Spamzine, de Inagaki e cia), mas logo que os blogs chegaram as malinglists e tudo mais que orbitava a seu redor se esvaziaram. Hoje, só existem praticamente para fins profissionais e seus donos (ou moderadores, como queira) vivem reclamando que as pessoas não participam, etc.</p>

<p>Depois dos blogs apareceu o Orkut e depois do Orkut o Twiter. Aí perdi o pé, deixei de acompanhar a febre do momento. Até me inscrevi no Twiter, mas nunca entendi bem qualé a dele e não voltei mais lá. </p>

<p>Mas a constatação está feita: blogs, conquanto muito mais populares hoje, parecem estar numa descendente inapelável.</p>

<p>* * * * * * * * * *</p>

<p>Ou então sou só eu. Sei lá. Não tenho mais inspiração nem vontade de escrever. Nos últimos tempos limitei-me a fazer umas resenhas mequetrefes de filmes ou comentários descartáveis sobre futebol. Vasculhando os primeiros posts deste e de outros blogs de que participei, a diferença de qualidade/criatividade/brilhantismo/tesão é mais que evidente. </p>

<p>Já vi acontecer o mesmo com grandes blogueiros, agora junto-me a eles um tantinho melancólico. Jogo a toalha. </p>

<p>* * * * * * * * * * * * * * * * </p>

<p>Mas me reservo o direito de postar uma ou outra crítica mequetrefe de filme de quando em quando. Não quero perder meu lugar ao sol na Verbeat, o melhor condomínio de blogs do Universo, que tem vista para o lago Titicaca, o melhor Zim de pêra do hemisfério sul e uma brisa suave que dá vontade de assoviar a marselhesa.</p>]]></description>
<dc:subject></dc:subject>
<dc:creator>marcol</dc:creator>
<dc:date>2009-03-19T17:09:28-03:00</dc:date>
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<description><![CDATA[<p><strong>Ludopédicas</strong></p>

<p>I. Sobre o Ronaldo no Corinthians</p>

<p>Que coisa mais chata. Falem de outra coisa um pouco.</p>

<p>II.  Sobre a vitória do São Paulo em Cali</p>

<p>O sãopaulino otimista dirá que ganhamos com folga do atual campeão colombiano na casa dele. O sãopaulino cético dirá que ganhamos do atual 10o colocado no campeonato colombiano. </p>]]></description>
<dc:subject>Ludopédio</dc:subject>
<dc:creator>marcol</dc:creator>
<dc:date>2009-03-06T10:06:53-03:00</dc:date>
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<description><![CDATA[<p><strong>Pré carnavalesca</strong></p>

<p>Rá. Carnaval. A melhor época do ano, ao lado do reveillon, pra ficar em São Paulo e é o que pretendo fazer. Como, exatamente, vou usar tal dádiva, não tenho ideia, mas sei que batalhas do terrível Meleca contra os dois heróis que moram lá em casa são favas contadas. Sei, também, que devo evitar a TV a todo custo, ao menos a aberta. É o que já tem acontecido. Esta semana os noticiários já estão insuportáveis com as mesmas reportagens batidas de sempre sobre essa data que eu confesso que não entendo.</p>

<p>***********************<br />
A despropósito, tive, na última semana, a oportunidade de me atualizar um pouco em termos cinematográficos e acabei vendo dois filmes excepcionais. </p>

<p><em>An unconvenient truth</em>, o documentário-palestra de Al Gore, é realmente um primor de didatismo a serviço de um dos assuntos mais emergenciais de toda História. A comparação de imagens de paisagens da Patagônia e da Sibéria, confrontando o aspecto dos lugares com distância de apenas 5 anos, e também as cenas de geleiras se dissolvendo, são o que devem ser: alarmantes. É um filme contundente, que faz uma denúncia seriíssima sem ser chato, arrogante ou radical. </p>

<p><em>Batman, o cavaleiro das trevas</em>, é uma porção de coisas ao mesmo tempo. Primeiro, ele joga os filmes de ação baseados em histórias em quadrinhos para um patamar de qualidade até então só tentado. Segundo, ele não se limita a fazer uma diversão plausível com personagens conhecidos, ele confere a eles uma profundidade e verossimilhança psicológicas que em muito poucas HQs eles alcançaram. O filme, portanto, dá plausibilidade aos próprios personagens. Terceiro, ele pede desculpas por todas as asneiras realizadas em filmes e programas de TV anteriores. A cena em que o Coringa cai para a morte rindo é uma citação do primeiro filme do Batman, de 1989, mas desta vez o herói impede o desfecho salvando o Coringa - exatamente o tipo de atitude que os leitores dos quadrinhos estão acostumados a ver. O diálogo que se segue é lapidar. Comparar o Duas Caras de Aaron Eckhart deve estar fazendo Tommy Lee Jones corar e arrancar os poucos cabelos até hoje. </p>

<p>Quanto ao Coringa...</p>

<p>Muito se tem falando da interpretaçao de Heath Ledger, que é realmente sensacional, mas convenhamos: o poder dele e do filme todo está no roteiro. É óbvio que aquela caracterização inovadora - até mesmo em termos de quadrinhos - do Coringa é fruto da criação do diretor, que co-roteirizou o filme com seu irmão.</p>

<p>O filme merece tanto mais aplausos quanto temos que considerar o quão difícil é sermos supreendidos em um trabalho baseado em algo que conhecemos tão bem. Poucos personagens são melhor conhecidos do que este, e no entanto, o que se vê é algo novo. </p>

<p>Há também um abismo de qualidade entre o Cavaleiro e o filme anterior, Begins. Naquele, há uma cena patética de um Bruce Wayne tentando convencer Rachel Dawes de que ele não é aquela figurinha frívola que aparenta ser. Neste, nenhuma concessão é feita. Naquele, desperdiça-se uma das melhores ideias dos quadrinhos, a fuga que Batman empreende de uma situação absolutamente sem saída, acionando um sonar que atrai uma nuvem de morcegos. Neste, há uma sequência genial de uma espécie de roleta russa coletiva, em que o Coringa coloca centenas de pessoas numa situação de matar ou morrer com desfecho genial. </p>

<p>Batman, o Cavaleiro das Trevas, levanta a questão: e se fizéssemos justiça com as próprias mãos? Ele mesmo responde: o resultado haveria de ser catastrófico. Coringa só existe porque existe o Batman e aí uma inundação de sofrimento passa pela cidade que ele jurou defender.</p>

<p>Um filme de super herói que convida à reflexão? É, isso é mais do que se poderia esperar.</p>]]></description>
<dc:subject>Culturais</dc:subject>
<dc:creator>marcol</dc:creator>
<dc:date>2009-02-20T15:48:48-03:00</dc:date>
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<item rdf:about="http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/02/viagem_era_um_d.html">
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<description><![CDATA[<p><strong>Viagem</strong></p>

<p>Era um daqueles dias. A mão dele suava no balaústre do ônibus lotado. Lá fora a borrasca não dava trégua e o trânsito não desatava. Todo mundo que tinha celular - ou seja, todo mundo - se entretinha ligando pros respectivos patrões e dizendo da dureza que estava chegar no serviço aquele dia. Ele evitava fazê-lo. Se entretinha olhando os narizes das pessoas. Aquele ali é chato demais. O do lado é batatinha. Aquele outro é estranho, não combina com o rosto. Grande demais. Opa, aquele ali é bem bonitinho.</p>

<p>A tempestade de raios estava particularmente estranha. Algumas pessoas já demonstravam publicamente seu medo. Os relâmpagos pareciam cair de ambos os lados do coletivo, como se fossem enormes raízes de árvores brilhantes cortando o céu para todos os lados.</p>

<p>De repente viram-se cercados por luz e a temperatura aumentou consideravelmente. O ônibus estava, sem mais nem mais, no meio de uma selva. Após os gritos de susto e a primeira perplexidade o motorista abriu as portas e todos desceram. Olhavam-se em busca de uma explicação, mas ninguém a possuía. </p>

<p>Descobriram-se numa ilha deserta, daquelas. Aprenderam a construir cabanas. A pescar. A comer côcos. Com o tempo foram perdendo os pudores, passando a andar de roupas íntimas, apenas, por conta do calor. Tiveram de criar leis para o bom relacionamento. Definir a área que serviria para banheiro. </p>

<p>E ele se viu líder daquele grupo. Os romances já pipocavam fazia tempo quando ele enfim cedeu à própria carência, à pressão do grupo e, sobretudo, à beleza daquele narizinho. Numa outra situação jamais teria se envolvido com ela. Era um tanto vulgar, nunca havia lido um livro, aparentemente. Mas ali os predicados que melhor dispunha sobressaíam. Eram o casal perfeito para aquela situação: o líder e a bela. Outros tentaram mas ela soube rechaçar, afiar os ardis e esperar. Até que ele cedeu. Jogou a aliança e a memória da família feliz que outrora tivera, com os três filhos, ao mar.</p>

<p>Teve outros dois filhos ali. Até o dia em que decidiram fazer uma festa dentro do ônibus, que estava todo estropiado lá, no meio da ilha. Foi o último colocar o pé ali dentro e viram-se outra vez no mesmo ponto da avenida parada naquele dia chuvoso. Agora bronzeados, barbados, cabelos compridos. Alguém olhou o relógio, que não funcionava mais fazia tempo, mas agora funcionava, e notou que não havia passado mais do que dois minutos desde o momento do "teletransporte". </p>

<p>Todos olharam para ele, que segurava o caçula no colo, em busca de uma explicação. Mas não havia.<br />
</p>]]></description>
<dc:subject>Subcontos</dc:subject>
<dc:creator>marcol</dc:creator>
<dc:date>2009-02-16T13:38:02-03:00</dc:date>
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<item rdf:about="http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/02/benjamin_button.html">
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<description><![CDATA[<p><strong>Benjamin Button</strong></p>

<p>De tudo o que está disputando o Oscar, só consegui uma brechinha para ir ver <em>O curioso caso de Benjamin Button</em>.</p>

<p>É um filme muito curioso. Ao mesmo tempo que tem uma porção de pontas soltas, personagens mal acabados e situações mal trabalhadas, é um grande filme. Um grande filme cheio desses defeitinhos? Pois é. </p>

<p>Aí reforça minha tese de que mais da metade de um filme é roteiro. E Benjamin Button tem um maravilhoso. A outra metade que faz desse um grande filme está na maquiagem sensacional e nas atuações do par central, mas especialmente na de Cate Blantchet. Ela domina cada cena em que aparece, imprime verossimilhança a cada mínimo ato. </p>

<p>E, definitivamente, ando numa fase de reconciliação com minhas lágrimas. Desde a adolescência eu passei anos e anos sem chorar em nada. Minha mulher não me perdoa eu não ter chorado nem quando nasceram nossos filhos - tive uma reação esquisita: fiquei eufórico e desandei a falar sem parar. Só que a coisa tem mudado. Fico todo cheio de água por dentro da cabeça com livros, ouvindo música e a represa transbordou vendo <em>Marley e eu</em>. Mas o tsunami mesmo veio com este Benjamin Button. Saí com os olhos vermelhos mesmo, todo desidratado de tanto que chorei. Sintomas da velhice ou de alguma outra coisa melhor, nem sei. E, se não tivesse lá uma certa satisfação nisso, não estaria aqui confessando de público, homessa.</p>]]></description>
<dc:subject>Culturais</dc:subject>
<dc:creator>marcol</dc:creator>
<dc:date>2009-02-11T10:54:24-03:00</dc:date>
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<item rdf:about="http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/01/obama_e_a_relig.html">
<title></title>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/01/obama_e_a_relig.html</link>
<description><![CDATA[<p><strong>Obama e a religião</strong></p>

<p>Este vídeo, aparentemente gravado durante a campanha presidencial, portanto, em meados de 2008, mostra o que seria o pensamento de Obama sobre a religião: </p>

<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/x_mrShEK6EQ&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/x_mrShEK6EQ&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>

<p>Se Obama fizer metade do que esperam que ele faça, parece que o mundo já está salvo, o que acho um exagero, mas quando vejo um discurso assim, tenho uma certa vontade de engrossar o coro dos que tem altas expectativas. Sou cristão, mas não só isso, se suprimida minha porção cristã, não sei se sobraria algo. Ou seja, o cristianismo é determinante do que sou, como penso, meus valores, minha ética, minha visão de mundo, de relacionamento, de comportamento profissional, de ciência, de cultura e de tudo mais. E é exatamente nessa qualidade que aplaudo de pé esse discurso. </p>

<p>Penso que é nefasta a confusão de igreja e Estado, de fé e política, porque espero continuar tendo liberdade para crer no que eu bem entender. Espero tolerância dos outros quanto à minha crença, que tem lá suas peculiaridades. E, como quero tolerância, preciso exercitar tolerância. Não posso enfiar minha visão das coisas goela abaixo de ninguém, não posso querer determinar como os outros vivem.</p>

<p>Infelizmente, tenho a impressão de que, numa platéia cristã, meus aplausos ao senhor presidente não seriam acompanhados da totalidade dos assistentes. Na verdade, tenho medo que os aplausos viessem de uma minoria inexpressiva do auditório.</p>]]></description>
<dc:subject></dc:subject>
<dc:creator>marcol</dc:creator>
<dc:date>2009-01-23T12:55:07-03:00</dc:date>
</item>

<item rdf:about="http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/01/maria_irrita.html">
<title>Maria irrita</title>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/01/maria_irrita.html</link>
<description><![CDATA[<p><strong>Heresias</strong></p>

<p>Eu estava lá, no churrasco de amigos, e o DVD dela rolava na sala. Foi inevitável ouvir de cabo a rabo, por mais que eu tentasse prestar atenção ao cachorro que latia no vizinho, à diferença da sonoridade entre os escapamentos de um ônibus de linha e um fretado, à conversa dos circunstantes. Quando terminou senti um súbito alívio e aí me veio a iluminação: eu odeio a voz da Maria Rita!</p>

<p>Acho que foi na Veja que eu li, há muitos e muitos anos atrás, uma matéria sobre os "intocávels" brasileiros. São aquelas pessoas de quem ninguém ousa jamais falar mal, nem que seja para criticar o hábito de palitar os dentes. Lembro que, na lista que fizeram na matéria,havia Jô Soares, Chico Buarque, o então vivo Tom Jobim e outros cabras. Pois bem, não sei se ela já alcançou esse lugar honroso no panteão dos intocáveis, mas a Maria Rita - perdão pelo trocadilho infame! - me irrita. Cheguei à conclusão definitiva e inapelável de que ela não canta porcaria nenhuma, tem um timbre feio, deixa todas as músicas iguais - feias. Ela é metida a artista cabeça mas eu preferia que fosse artista gogó mesmo. Até estragar uma música do Los Hermanos que eu adoro ela conseguiu.</p>

<p>O irônico da coisa é que uma das donas da casa, a dona do DVD e que parecia estar gostando muito do som que a filha da Elis botava pra circular no ambiente, era ninguém menos do que <a href="http://www.youtube.com/watch?v=tJJPAa8opF4">essa aqui</a>.</p>

<p>Se Maria Rita é unanimidade, portanto, confirmado está o velho ditado a respeito de unanimidades...</p>

<p><br />
</p>]]></description>
<dc:subject>Culturais</dc:subject>
<dc:creator>marcol</dc:creator>
<dc:date>2009-01-12T17:18:37-03:00</dc:date>
</item>

<item rdf:about="http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/01/es-ta_valeeeeee.html">
<title></title>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2009/01/es-ta_valeeeeee.html</link>
<description><![CDATA[<p><strong>Es-tá valeeeeeeeendo!</strong></p>

<p>i.<br />
Dizem que 2009 já começou e eu nem notei quando o outro terminou, omessa.</p>

<p>ii. <br />
Fui ver <em>Marley e Eu </em>e me acabei de chorar. Já disse aqui em outra oportunidade que a paternidade derrete um pouco a gente (a ponto de eu dar uma choradinha furtiva no final de <em>O último samurai</em>!) mas desde a infância eu não choro desse jeito. A patroa, que nunca me viu nessa situação, continuou sem ver, porque ela tava se esbaldando de tanto chorar e esqueceu de olhar pro lado. </p>

<p>Tenho um cachorro chamado Bernardo, um <em>weimaraner </em>lindo de morrer e que me acompanha desde que casei. Ele tem 9 anos, portanto. O filme me fez começar a preparar o espírito para o dia em que ele bater as patas, mas também considerar se não seria o caso de começar a deixar ele entrar dentro de casa, coitado.</p>

<p>Dizem que cães são animais para pessoas sentimentalóides, que dependem de demonstrações de afeto para se sentirem bem. Uéu, que seja, pertenço à raça humana e essa deveria ser a descrição de qualquer espécime dela.</p>

<p>iii. <br />
Afinal, é reforma ortográfica ou ortografica? Exijo trocar todos meus livros por outros, já adaptados!</p>

<p>iv.<br />
Minhas previsões para 2009: o São Paulo vai ser campeão de alguma coisa. Alguém importante vai morrer. Alguém famoso vai casar. As fotos do casamento de alguém famoso vão aparecer na capa da Caras. Uma desastre natural vai acontecer em algum canto. Eu vou terminar o ano com menos cabelos na cabeça. O trânsito em São Paulo vai ser muito ruim. <br />
</p>]]></description>
<dc:subject>Sei lá, mil coisas</dc:subject>
<dc:creator>marcol</dc:creator>
<dc:date>2009-01-06T14:18:43-03:00</dc:date>
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<item rdf:about="http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/12/mais_uma_questa.html">
<title></title>
<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/12/mais_uma_questa.html</link>
<description><![CDATA[<p><strong>Mais uma questão de <em>timing</em></strong></p>

<p><span class="mt-enclosure mt-enclosure-image" style="display: inline;"><img alt="lovelibertydisco.jpg" src="http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/lovelibertydisco.jpg" width="104" height="101" class="mt-image-left" style="float: left; margin: 0 20px 20px 0;" /></span> Termino o ano blogando quase nada mas, em compensação, ouvindo muita música. Era uma daqueles hábitos saudáveis relegados ao ostracismo por conta da correria. E não há nada que eu esteja ouvindo mais do que esse disco aí. Mais que isso, é raro o dia em que não o escute uma ou duas vezes.</p>

<p>Questão de timing, não há dúvida. Muito provavelmente se eu tivesse achado esse CD na baciada lá da loja em outro momento qualquer de minha vida, teria passado longe e, se escutado, odiado. Não gosto de disco music e a sonoridade desse trabalho, de 2005/2006 do Newsboys, é toda meio disco. Não vejo muita conexão entre o estilo e um trabalho de cunho cristão, também, então de onde vem esse apreço? </p>

<p>Não sei explicar bem. Não quero ouvir essa música na minha igreja. Não faço questão de que outros gostem. Mas a música me aparece absolutamente apropriada ao momento, em que estou entupido de questões profundas sobre culto, igreja, fé e missão, sem falar nas encruzilhadas normais da vida, como carreira, vida acadêmica, como dar conta de tudo isso e ainda conseguir estar em casa lendo histórias para meus filhos, etc. </p>

<p>E quer saber? Chega de palavras. </p>

<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zjKezlH2aW8&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/zjKezlH2aW8&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></description>
<dc:subject></dc:subject>
<dc:creator>marcol</dc:creator>
<dc:date>2008-12-22T18:05:56-03:00</dc:date>
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<item rdf:about="http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/12/dezembro_e_o_qu_2.html">
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<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/12/dezembro_e_o_qu_2.html</link>
<description><![CDATA[<p><em>Dezembro.<br />
E o que perdido foi<br />
volta iluminado pelo claro pensar<br />
e reanima-se o jogo eterno<br />
(e vão?) o jogo da vida renascendo de si mesma</em><br />
* * * * * * * * * <br />
Esse estribilho de Carlos Drummond me acompanha todo santo ano, mas não dá para não notar uma certa diferença na minha relação para com ele.</p>

<p>Cada vez menos dezembro tem sido pra mim a oportunidade de parar e fazer um balanço de todos os aspectos da vida. Meus dezembros têm sido, em suma, menos melancólicos. Mas morro de saudades daqueles outros. Foi Sócrates (o grego) quem eu acho que disse que "uma vida sem reflexão não merece ser vivida".</p>]]></description>
<dc:subject></dc:subject>
<dc:creator>marcol</dc:creator>
<dc:date>2008-12-02T12:28:55-03:00</dc:date>
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<item rdf:about="http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/11/watchmen_e_nao.html">
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<link>http://www.verbeat.org/blogs/eporaqui/2008/11/watchmen_e_nao.html</link>
<description><![CDATA[<p><strong>Watchmen</strong></p>

<p>E não é que é verdade?</p>

<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/E4blSrZvPhU&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/E4blSrZvPhU&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>]]></description>
<dc:subject></dc:subject>
<dc:creator>marcol</dc:creator>
<dc:date>2008-11-14T16:37:39-03:00</dc:date>
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