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maio 21, 2009
O melhor do Brasil e a desgraça dos outros
Deu no Estadão:
"Pedagogia do Oprimido", clássico de Paulo Freire publicado desde 1970 nos EUA, é largamente usado nas faculdades americanas de educação. Para alguns especialistas, essa é a razão pela qual as escolas dos EUA são ruins.
"Freire não está interessado nos principais pensadores de educação da tradição ocidental", escreve Sol Stern no City Journal. "Em vez disso, ele cita um grupo muito diferente de pessoas: Marx, Lênin, Mao, Che Guevara e Fidel Castro, assim como intelectuais radicais como Frantz Fanon, Régis Debray, Herbert Marcuse, Jean-Paul Sartre, Louis Althusser e Georg Lukács. Não surpreende, porque a principal idéia de Freire é a contradição central de qualquer sociedade entre 'opressores' e 'oprimidos', e a revolução deve resolver esse conflito. Os 'oprimidos' são destinados a desenvolver uma 'pedagogia' e que os leve à própria libertação."
Para Stern, se os EUA quiserem dar um salto de qualidade educacional, devem abandonar Freire: "Se a formação dos professores é a maior preocupação, trata-se de um desafio à razão que 'Pedagogia do Oprimido' ainda ocupe um lugar de destaque nos cursos de treinamento desses professores, que certamente não aprenderão a ser mestres melhores a partir de desacreditadas platitudes marxistas".
(fonte: http://blog.estadao.com.br/blog/guterman/)
De minha parte: o Brasil desconfia e odeia os liberais. Eles são vistos como sempre a serviço dos porcos imperialistas, esses demônios que querem ter (argh!) lucro.
Por isso não temos pensadores de peso de tradição liberal. Só se destaca no meio intelectual tupiniquim do século XX pensador de óbvios pendores marxistas, por anacrônicos que os tais pendores se mostrem. Paulo Freire é incensado, apupado e festejado de norte a sul por aqui, como em outros lugares também, e, no entanto, não deixa de ser um bom arquiteto que construiu sobre fundamento onírico.
Posted by marcol at 6:38 PM
maio 7, 2009
Inaugurando a série "como é que se posta mesmo?"
I
Pegaram uma pomba levando celular pra dentro da cadeia. Retrato dos tempos. Ela se aproveitava da reputação de ser o símbolo da paz, ficava mascando aquele raminho de sei lá o que e olhaí o que tava fazendo.
II
Tirei férias. Peguei patroa e os guris e piquei-me daqui. Tava em dúvida se ia pra montanha ou pra praia, então esbanjei e fui pros dois. Tô com depressão pós-férias e fazendo desintoxicação de açúcar (sem lá muito empenho, entretanto). A overdose aconteceu por conta dos strudells, fondues de chocolate e chocolates em geral da montanha e dos picolés Rocha e Rochinha da praia.
III
Quer turbinar sua vida social? Tenha filhos. No último domingo foram duas as festas de criança. São três ou quatro por mês. O orçamento não alcança, claro, mas e daí?
E a patroa quer dar seguimento na prole.
IV
Cheguei à conclusão de que Ronaldo é um fenômeno.
V
Ano que vem deve vir a última temporada de Lost. Esta quinta temporada tá me dando saudades antecipadas.
VI
Tentei me enfronhar no Twitter, mas embora haja cadastrado o celular lá, a coisa não tá rolando e eu sem saco nem condições de ver porque. Dessas mídias sociais que bombam pra dedéu, gostei mesmo foi do Facebook. Pega o que há de melhor em cada uma das outras e ainda me faz lembrar sempre de uma promessa inefável: "eu livro tua cara" (face=cara, book=livro, entendeu? hein? hein? hein?)
Posted by marcol at 12:19 PM