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junho 24, 2008

Kindle e a revolução

kindle.jpgVocê já ouviu falar no Kindle da Amazon?

Em poucas palavras, trata-se de um aparelho vendido a 359 dólares na Amazon.com através do qual você pode, a qualquer momento, baixar mais de cem mil livros, inúmeros jornais, revistas e blogs. Wireless. Você pode fazer isso de qualquer lugar. O Dowload dura em média um minuto. O aparelho é leve e foi desenhado para dar ao leitor a experiência de leitura em papel. Você não paga uma tarifa mensal, apenas a cada download, e os preços são cerca de um terço do valor dos livros em papel.

Há uns dez anos fui convidado a participar de uma mesa redonda para discutir o futuro dos livros. A conclusão mais ou menos unânime foi de que nada jamais substituiria a experiência de ler no papel. Portabilidade talvez fosse a razão principal que orientava a conclusão.

Como se vê, dez anos são suficientes para revoluções gigantescas hoje em dia. Tudo pode mudar radicalmente em muito menos tempo.

Imagino num futuro muito próximo escritores que vão lançar seus livros exclusivamente por esse sistema e, numa versão 2.0 do Kindle, haverá um fone de ouvido; assim, o escritor escolherá as músicas que deverão acompanhar a leitura, criando atmosferas, dialogando com o texto...

Kindle também representa um outro fato marcante: temos uma empresa que especializou-se em vender livros pela internet e tornou-se uma gigante assim. Temos a tecnologia avançando sobre os livros. Ela, então, toma a frente e desenvolve a convergência aparentemente perfeita da experiência (por lazer ou obrigação, não interessa) de ler com a tecnologia que tanto a ameaçava. Essa criatividade empresarial é a única salvaguarda das corporações imersas no epicentro dessa revolução que estamos testemunhando.

Como um leitor voraz que só tem os trens e metrôs de São Paulo para dar vazão a essa minha sanha por ler, eu não vejo a hora de ter o meu Kindle.


Posted by marcol at junho 24, 2008 3:28 PM

Comments

Acho que ainda não inventaram uma tela que não agrida tanto aos olhos. O papel, por não emanar luz como um monitor, ainda é insubstituível.

Acredito que a tecnologia chega lá, o que seria ótimo. O Kindle é uma boa tentativa da Amazon, mas ainda falta muito para dizermos que é o fim do papel.

Mas que eu queria ter um Kindle, isso é certo!

Posted by: Roger at junho 24, 2008 6:31 PM

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