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outubro 30, 2007
Duas perguntas
Uma tal de Synectics, que seria uma consultoria suíça, conseguiu seus 15 minutos de fama divulgando seu ranking dos 100 maiores gênios vivos. Eles escolheram pessoas com grandes realizações, que mudaram paradigmas e que alcançaram grande reconhecimento pelo que fazem. Para mostrar que não se trata de um olhar monofocado sobre o que seria gênio, botaram no mesmo saco o químico duas vezes nobel Albert Hoffman, Nelson Mandela, Bill Gates e até Matt Groening, o criador dos Simpsons (finalmente um gênio que eu posso entender porque é assim considerado).
A coisa repercutiu muito no Brasil porque Oscar Niemeyer, o criador de coisas lindas como o edifício Copan (a sirene contra ironia soou aqui) em São Paulo, aparece no Top 10. É o único brasileiro da lista, mas fica aquela sensação de que, assim como aqui, todo mundo agora deve estar falando: olha, quem é esse cara aqui, o nono da lista?
Enfim, como diria o sábio Salomão, tudo é vaidade e correr atrás do vento. Pelo menos Niemeyer teve a reação à altura de sua genialidade: não deu nenhuma bola.
Quem você acrescentaria como gênio à lista?
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Mudando de assunto, ocorreu-me o seguinte. No filme Asas do Desejo, de Win Wenders, anjos de sobretudo percorrem invisíveis a Berlim do pós-guerra, ajudando as pessoas, ficando do lado delas, dando aquela força. É um belo filme, possivelmente o único digno de nota desse diretor alemão. O que me ocorreu hoje foi a lembrança de que ali os anjos são vistos muitas vezes em bibliotecas, dando suporte aos estudantes em suas pesquisas.
O filme fez sucesso e, claro, foi refilmado nos EUA, com o nome de Cidade dos Anjos, com a Meg Ryan e o Nicholas Cage. 
Só que lá os anjos aparecem preponderantemente em hospitais, dando consolo aos que sofrem de doenças terminais.
Achei curiosa a visão diferente do papel ideal de um anjo, de nação pra nação, e aí eu me perguntei. Uma eventual refilmagem no Brasil colocaria os anjos aonde?
Posted by marcol at outubro 30, 2007 9:45 AM
Comments
Eu colocaria os anjos nos bairros mais desfavorecidos. Acho que os anjos nos bairros desfavorecidos poderiam explicar essa esperança que temos de melhorar sempre, esse otimismo que algumas vezes me parece patrimônio nacional.
Posted by: Cíntia at novembro 2, 2007 12:01 PM
Anjos em bibliotecas... interessante saber que somos ajudados a nos lembrar das coisas que aprendemos na hora certa, pra ser usado da maneira mais proveitosa.
Posted by: claudia lyra at outubro 31, 2007 11:53 AM