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setembro 25, 2007

Crónicas

Up date do post de ontem:

Kurt tem uma memória prodigiosa. Ele lembra o telefone do Bozo a letra de "Deixa eu penetrar na tua praia" e que os caras que eram amigos do alheio em meados dos 80 eram por nós chamados de "os função". Entre outras tantas coisas.

A propósito, ninguém mais ouve Smiths ou Ira!. Mas a gente continua lendo Sponville, Cyro dos Anjos, Yancey e Drummond. Ou seja, a música passa, os livros ficam. Esquisito, se considerarmos que a música é a mais perfeita das expressões artísticas.

E bem por isso, ontem, no processo seletivo pra uma vaga no meu departamento, lembrei de um poeminha de Drummond, o único que eu conheço de cor. Botei num papel e pedi pro povo fazer uma redação livre inspirada nele. O resultado foi: ninguém atinou com o significado do poema! Mundo cruel.

O poema era este:

Memória

Amar o perdido
Deixa confundido
Este coração

Nada pode o olvido
Contra o sem sentido
Apelo do Não

As coisas tangíveis
Tornam-se insensíveis
À palma da mão

Mas as coisas findas
Muito mais que lindas
Estas ficarão

Posted by marcol at setembro 25, 2007 6:04 PM