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agosto 7, 2007

Previously, on Lost

Ontem acabou a terceira temporada de Lost e parece que o repertório dos roteiristas e produtores da série não se esgota. Eles têm um domínio impressionante de ritmo. Dão respostas apenas para na seqüência enfiar um monte de perguntas no lugar das perguntas antigas. A capacidade desses caras de nos surpreender é realmente impressionante.

A série é a coisa mais bem escrita que já vi na televisão. Às vezes dá umas escorregadas, esquece de aprofundar características de alguns personagens e especialmente em meados da temporada enche alguma lingüiça com inutilidades, mas isso é exceção à regra. Sem falar que algumas inutilidades vão se revelar bem úteis no futuro. Mas ao aproximar-se o final da temporada, as coisas se aceleram e tomam caminhos tão inusitados que, depois de terminado, dá crises de abstinência na assistência.

O final desta terceira temporada mostrou uma transformação radical nos sobreviventes do vôo 815 da Oceanic Airlines, que caiu sobre uma estranha ilha perdida no meio do Pacífico: o clima de terror imposto pelos "outros", pessoas que já habitavam a tal ilha, acabou por transformá-los em assassinos tão cruéis ou ainda pior que seus algozes. O clímax, contudo, é a morte heróica e realmente impactante de um dos personagens principais. Trouxeram para a trilha sonora da série, especialmente para esse momento, um solo de piano bem diferente das trompas assustadoras que acompanham os sustos que acontecem por lá. Agora, há uma forte indicação de que eles vão conseguir deixar a ilha, mas diversas peças não se encaixam. O jeito é esperar.

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E neste final de semana aconteceu o encontro de 20 anos de minha turma do primeiro grau, uma experiência fantástica e que só foi possível graças ao sêo Orkut. O tempo nos fez muito mal, não há dúvida alguma, mas os sorrisos ali nos venderam a ilusão de que ainda éramos as mesmas pessoas. As mesmas pessoas, mas dessa vez o barulho maior era de nossos filhos brincando juntos e não de nossa tresloucada inconseqüência dos 13 anos. Ainda assim, fomos os mesmos de 20 anos atrás por algumas horas. Apesar de uma certa melancolia que bate dirigindo pra casa depois disso, a experiência para mim foi rejuvenecedora.

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E como a marcha da vida não dá tréguas, ontem foi também o primeiro dia de escola de meu filho. A Tatiana e eu o levamos, acompanhamos o inconsciente encolhimento dele ante a novidade e vimos aliviados que isso durou muito pouco. Depois de nos beijar, enquanto a mãe falava com a professora, eu o encorajei a ir lá e sentar com os coleguinhas. Ele se aproximou devagar dos outros, mas em poucos instantes já estava muito à vontade. Vi a Tatiana segurando o choro, falamos um para o outro que tudo ia ficar bem umas trinta vezes e fomos embora. É difícil abdicar do controle da própria vida. Disso eu já sabia, desde que comecei a flertar com o evangelho bíblico. Mas abdicar do controle da segurança de seu filho, por mais que você conheça a escola (minha esposa estudou lá a vida inteira), é tão ou mais difícil.

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Valter Vendinha ficou devendo os bocoróscopos de três signos, mas ele alegou que não lembra quais são. Quando lembrar, brindará os diletos leitores dos tais signos com informações do mais alto valor. Como ele é um gênio do assunto, creio que esteja apenas esperando o momento exato de falar, o momento em que a luz de seu saber será mais aproveitável. Fique atento.

Posted by marcol at agosto 7, 2007 10:21 AM

Comments

Hurley, Sawyer e Sayid... Ainda bem que continuaram bem vivos

Posted by: Web at agosto 23, 2007 3:08 PM

Eu tenho a solução, adiante a viagem e venha pra cá mês que vem, quando começa a quarta temporada.Eu mal durmo a noite só pensando nisso...

Duduzinho indo pra escola...ô gente! Quero fotos!!!

Posted by: Keiko at agosto 9, 2007 12:46 AM

Luis, se eu demitir o homem ele pode me transformar numa bactéria disléxica ou num corinthiano. Melhor não. Anderson, Valter Vendinha mandou dizer "usta!", que não sei o que significa. Em polonês é "lábios", sei lá, deve ser alguma língua védica. Cláudia, "curtidos" a vida adoidado. Leila, eu achei que o Sayid já era nessa, mas seria um fim muito desvalorizado pra ele e pro Jin, que são do primeiro time, né?

Posted by: Marco Aurelio Brasil at agosto 8, 2007 1:24 PM

Meus preferidos sao o Hurley, Sawyer e Sayid... Ainda bem que continuaram bem vivos para a proxima temporada.

Posted by: Leila at agosto 7, 2007 6:51 PM

Ai, ai... detestei a morte desse personagem principal. Ele era um dos meus preferidos!
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Gente, como é a vida, né? Você se encontrando com antigos colegas de escola, seu filho tendo o primeiro dia de aula... tudo isso nos lembra que estamos ficando velhos. Aliás, velhos não! Estamos ficando curtidos, hehehehehe...

Posted by: claudia lyra at agosto 7, 2007 6:00 PM

Bom, primeiramente agradecer ao Valter Vendinha, pelo meu signo e segundamente, seguindo o Valter, falo sobre abdicar do controle dasegurança de seu filho, deve ser algo estranho mesmo. um sensação sem igual. nem consigo me imaginar quando minha hora chegar...

abraço.

Posted by: Anderson at agosto 7, 2007 12:34 PM

E eu matutando com meus botões:
quantos seres-viventes-viciados-em-Lost repararam a mudança na trilha sonora daquele troço?
Espetacular observação!!

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Pôxa, justo agora que viria o meu horóscopo?! Demite o(a) cara, demite!!

Posted by: Luis Henrique at agosto 7, 2007 11:24 AM

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