maio 15, 2007
Notas de uma viagem familiar
Roteiro
Definido meio conforme o sabor dos ventos e os humores momentâneos, depois de estarmos já na estrada: saímos de São Paulo na 6a feira, 4/05, às 16h00. Chegamos a Ribeirão Preto às 20h00, onde permanecemos, hospedados na casa da cunhada, até terça-feira, 08/05, às 12h00. De lá rumamos ao norte para Inhumas-GO, nas proximidades de Goiânia. Chegamos às 21h00. No dia seguinte, estivemos com nossos anfitriões, um casal de amigos que costumava morar no Sri Lanka (trabalhavam para uma ONG chamada ADRA), em Brasília. A 5a feira passamos em Inhumas, rumando à noite em sentido sul, para Caldas Novas, onde passamos a 6a feira 11, no Hot Park, o parque da Pousada do Rio Quente. À tardezinha rumamos mais ao sul, para São Sebastião do Paraíso-MG, onde passamo o sábado no lindíssimo hotel fazenda Leão de Judá. Mais um tiro noturno até Campinas-SP, onde dormimos num hotel e de lá para o dia das mães em família, em Jundiaí-SP. Aportamos em casa no domingo, 13/05, às 22h00.
* Kms rodados: perto de 2.000
* Personagens: um pai de férias, uma mãe em licença maternidade, um guri de 4,5 e um bebê de 45 dias
Estradas
Ótimas e cheias de pedágios em São Paulo. Ruins em Minas, razoáveis em Goiás. Como toda incursão pelo interior do país, nosso carro tornou-se um abatedouro de insetos. Perpetramos um verdadeiro genocídio deles, esmagados contra o pára-brisas e a frente do carro. Afora isso, só o fato curioso de as estradas do Goiás serem polvilhadas de gatos à noite.
Nota negativa: embora as estradas paulistas sejam no geral excelentes, o pior sufoco que tivemos foi numa delas. Para atingir São Sebastião do Paraíso, tínhamos que pegar a estrada que liga Orlândia a Batatais, uma pista única e escura feito breu. No meio dela, uma placa de desvio nos atirando para o meio de um canavial, em estrada de terra. Uma vez dentro do tal canavial soturno, você está entregue à sua sorte. Não há qualquer placa nem nada que o valha, e uma penca de bifurcações pra te assustar. O relógio marcava meia-noite quando nos vimos ali. Esperávamos protagonizar a qualquer momento uma versão tupiniquim de Colheita Maldita. Graças a Deus, achei a estrada de volta antes que a musiquinha de terror atingisse o clímax.
Gastronomia
No geral, comemos excelentemente bem, até o vegetariano aqui. A comida em Ribeirão Preto e no Goiás é barata, em Minas nem tanto. Destaques: a pizza do Ateliê da Pizza, em Ribeirão, satisfaz até paulistanos metidos a besta. A pamonha goiana, especialmente a de sal, do Zezinho, em Inhumas, é coisa de louco. A comida mexicana e a simpatia dos garçons do Chilli Peppers, em Brasília, fazem um conjunto fantástico. E a musse de goiaba do Leão de Judá é coisa pra se servir a rainhas, divina. Vale menção ainda o Sorvete do Jô, em Ribeirão, com seus sabores exóticos e seu preço baratinho.
Lazer
O Hot Park é imbatível. Toboáguas gigantescos, escorregadores, piscinas infantis cheias de encantos, tudo com a deliciosa água quente que brota ali. A adrenalina mais cavalar é a do Half Pipe, que tem uns 15 metros e você desce em declive absoluto numa bóia dupla. A foto da minha expressão de pânico faz sucesso por aqui.
Em Brasília, perdemos a visita ao Palácio da Alvorada por meia hora. Contentamo-nos com a cerimônia do arriamento da bandeira, que assisti pela segunda vez.
No Leão de Judá, que estava vazio por conta do dia das mães, a decoração é de extremo bom gosto e convida à preguiça. Tem uma massagista famosa, mas como tínhamos um único dia, satisfizemos a curiosidade do Eduardo por ordenhar uma vaca, tomar o leite fresquinho, andar de charrete (que eu pilotei à la Ben Hur, para desespero da minha urbaníssima esposa) e de pedalinho.
Combustível
O álcool que eu pago R$ 1,34 em São Paulo chega a custar R$ 2,05 de Ribeirão pra frente. Chega a ser irônico ver aqueles postos com preços assim exorbitantes justamente cercados de cana de açúcar.
Outras notas
O sotaque goiano compete com o mineiro como o mais engraçado do país. É do tipo que quando você menos percebe está embarcando também.
Os goianos são também o povo mas entusiasta de rotatórias e lombadas eletrônicas que existe.
Eles curtem muito um som automotivo coletivo. Se os caras têm uma certa quantia para comprar um carro, eles compram um que custe a metade desse valor, porque o resto aplicam no som. Dá pra ver até algumas motocicletas, como a Honda Biz, com música sertaneja a todo volume.
As rádios do interior do Goiás só pegam freqüências evangélicas ou sertanejas. Ou você entra no clima de cornidão, ou não se ambienta.
Uma viagem dessas te deixa afiadíssimo pra trocar fraldas. É incrível a agilidade e a capacidade desenvolvida de fazer isso em qualquer circunstância!
Saldo: família feliz, mas que não coloca mais o nariz na porta por um bom tempo.
Posted by marcol at maio 15, 2007 5:36 PM
Comments
Olá Sou do Hotel Fazenda Leão de Judá e fazendo algumas buscas encontrei sua página. Fiquei muito contente ao ler seus comentários. É muito gratificante ver que o objetivo de nossos trabalhos foram concretizados. Estamos sempre com novidades e sera um prazer receber você e sua linda familia aventureira novamente.
Contarei a nossa equipe e quando voltar nos avise para não deixarmos faltar um delicioso mousse de maracujá.
Um grande abraço por toda nossa equipe
Alexandra Rosse
Posted by: Alexandra at dezembro 10, 2007 6:19 PM
Olá Sou do Hotel Fazenda Leão de Judá e fazendo algumas buscas encontrei sua página. Fiquei muito contente ao ler seus comentários. É muito gratificante ver que o objetivo de nossos trabalhos foram concretizados. Estamos sempre com novidades e sera um prazer receber você e sua linda familia aventureira novamente.
Contarei a nossa equipe e quando voltar nos avise para não deixarmos faltar um delicioso mousse de maracujá.
Um grande abraço por toda nossa equipe
Alexandra Rosse
Posted by: Alexandra at dezembro 10, 2007 6:18 PM
caraca1 achei que só eu era maluca! há anos atrás fomos com a Jojo, ( ela tinha 5 meses) , em um carro com mais 3 malucos acampar sabe onde???
perto de guarapari...sacou o clima?? guarapari, 27 anos atras... além de maluca, erámos doidos,,, mas a viagem foi hilaria, e acho que a sua também..lembranças "prasempre".
bjos
Posted by: marilia at maio 27, 2007 4:56 PM
ÊÊÊÊÊ!!! Adoro ese tipo de viagem, espeo fazer muitas delas por aqui também!
Novidade: atualizei o site da barriga e fiz um textinho pro céu e luz (http://ceueluz.blogspot.com/2007/05/te-um-filho-casar-de-novo.html#links) onde gostaria de ver tuas enriquecedoras opiniões, ehehehehehe Beijão caseiro!
Posted by: Lux at maio 22, 2007 7:16 PM
Olá Marco... uma família de desbravadores a sua hein?!?!?!?
hahah adorei o post,muito bem bolado e cativante....
Te vi na página da marília e aqui estou, rsrs, sou nova no mundo dos blogueiros, mas já estou adorando!!!
Me faça uma visitinha depois^^... um abração e até mais!!
Posted by: pollyanna at maio 22, 2007 12:03 PM
Família intrépida, a sua! Com um bebê de 45 dias a bordo, não saio da cidade de jeito nenhum. Parabéns mesmo. Beijos a todos.
Posted by: adelaide at maio 21, 2007 8:19 PM
Ah... que férias gostosas! Os comentários e estatísticas então, divertidíssimos! :)
Corajosos vocês de rodar tanto com um bebê tão novinho, mas decerto ele é bonzinho (e além disso no Brasil não é obrigatório ele ficar preso num "car seat" o tempo todo como aqui).
Posted by: Lilian at maio 16, 2007 8:45 PM
Suas férias foram muito melhor que as minhas Marco, já que a distância maior que eu percorri foi de 80 km, ida e volta... hahahahah.
Amei a observação no quesito "fraldas". A gente se adapta mesmo às circunstâncias. E não posso deixar de parabenizar sua esposa, porque nem toda mulher tem disposição de viajar com bebê tão novinho! Ela é das minhas!!!
Posted by: claudia lyra at maio 16, 2007 6:13 PM
"Se os caras têm uma certa quantia para comprar um carro, eles compram um que custe a metade desse valor, porque o resto aplicam no som." (risos)
Isso é extremamente verdade. Mas eu não diria só os goianos, eu penso que o povo do interior, seja de qual estado/província for, tem esse hábito lastimável. A gente consegue perceber bem isso indo um domingo à tarde à alguma praça pública (geralmente a única) da cidade. Uma pobreza de espírito sem precedentes!
Posted by: Luis Henrique at maio 15, 2007 10:08 PM