fevereiro 13, 2007
Nostalgia
Este final de semana levei meu filho a uma festa de criança dentro do parque da Xuxa, num shopping aqui de São Paulo. Aproveitei a desculpa para andar nuns brinquedos com ele e os demais piás da festa e para chorar de emoção ao ouvir ila-ri-la-riê.
Um dos brinquedos em que me enfiei foi o velho e sempre bom carrinho de bate-bate. Foi curioso recuperar algumas das sensações de 20 (cruzes!) anos atrás. Primeiro, você fica na fila domando a ansiedade, mordendo os dedos, chacoalhando as pernas. Aí, quando vai chegando perto da vez de você entrar, você começa a escolher qual carro vai usar, torcendo para ele parar perto de você e ninguém pegar antes. O que sempre acontece, e aí você tem que escolher outro na hora e fica tentando se conformar enquanto encaixa o cinto. De repente toda ansiedade retorna e você fica pisando loucamente no acelerador mesmo antes de a tiazinha apertar o botão que liga as máquinas.
Quando elas começam a andar, você fica tentando mostrar maestria, desviando de todos os carros, até perceber que fazer isso pra sempre é impossível e que na verdade o mais bacana é bater com tudo nos outros.
Aí tem uma hora que todos os outros carros ficam enroscados num canto da pista e você fica sozinho do outro lado. Você fica andando em largos círculos, se sentindo o gostosão.
E de repente a campainha toca e acaba. O sentimento de frustração por acabar tão cedo é inevitável. Todo mundo se entreolha meio melancolicamente, alguns ainda tentam dar uma aceleradinha, mas em vão. E aí todos saem pensando em qual brinquedo vão se enfiar na seqüência.
Fui tentado a fazer algumas aplicações filosóficas, tentando encontrar no carrinho de bate-bate metáforas evidentes da vida e seu sentido, mas achei que seria forçar demais a barra para uma tarde no parque da Xuxa.
* * * * * * * *
E depois do parque da Xuxa, vendo o finalzinho do jogo que passava na televisão, constatei algo mais que evidente: meu filho Eduardo é essa criatura alegre, saudável, carismática, linda e parecida comigo, todos sabem. O que nem todos se dão conta é de que ele, com seus 4 anos e pouco, jamais viu o São Paulo perder para o Corinthians. Será este um fator a mais a explicar sua personalidade especial?
Se sim, bem, tem outro filho chegando nos próximos dias. Vai-se chamar Davi. A Tatiana já está de resguardo, não pode trabalhar, tem que manter repouso, porque o Davi quer sair antes, logo, devemos ter novidades nos próximos dias. Dizem que os três primeiros anos são vitais para a formação do caráter e da personalidade de alguém, logo, estou planejando a próxima vitória dos gambá sobre o tricolor para algo como a segunda rodada do campeonato brasileiro de 2011, quando o São Paulo já for matematicamente campeão.
Posted by marcol at fevereiro 13, 2007 9:34 AM
Comments
Parabéns pelo filhote! Logo estarei andando num novamente... abs
Posted by: D. Afonso XX o Chato at fevereiro 18, 2007 11:03 PM
Olha que bacana, carrinho bate-bate é algo que ainda não morreu. Espero que o Davi também brinque nele, como o Eduardo e que o Davi se salve da Xuxa.
Posted by: Bia Cardoso at fevereiro 16, 2007 9:17 PM
Abraco na Tati, Dudu e Davi.
Posted by: Lucy at fevereiro 16, 2007 1:25 PM
Deus salve a chegada do Davi (esperamos o neto Lucas).
Amitiés,
BetoQ.
Posted by: Zadig at fevereiro 14, 2007 10:33 PM
Ai Marquito, sei bem a sensação...pense o quanto o Zack se divertiu dentro de um milhão de casacos escorregando no tobogã de gelo (que podia ser de fogo, de plástico, ele jamais iria saber) agora eu...
Quer dizer então que Davi está apressadinho? Acho que este é um bom momento pra Tati estabelecer as prioridades dela e me escrever, hein? Vou mandar um email cobrando, afinal, tenho certeza que ela não tem nada mais importante pra se preoucupar...
Já estamos na torcida e no aguardo das fotos!
Posted by: Keiko at fevereiro 14, 2007 1:34 AM
Marco!! Você vai ser pai novamente!?!! Parabéns!! E cuide mesmo desta formação do caráter; caráter é um só e o carregamos por toda a vida!! Beijus
Posted by: Luma at fevereiro 13, 2007 1:39 PM