dezembro 13, 2006
"A droga do dote é todo da gorda" e a escola palindrômica
Manjas palíndromos? Aquelas frases que ditas de rés-vés-trés, descontando-se acentos, são iguaizinhas? A mais famosa talvez seja Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos. Pois descobri na Piauí de novembro que existe uma verdadeira escola literária de palindromistas no Brasil, gente que dedica as horas vagas ou não de seus neurônios a cunhar palíndromos. Como toda escola literária que preze, esta tem panelinhas, desafetos, discussões acaloradas sobre se algumas coisas são ou não palíndromos e por aí afora.
Os mais interessantes citados ali:
"Seco de raiva, coloco no colo caviar e doces", "A diva em Argel alegra-me a vida", "A Rita, sobre o vovô, verbos atira" e "E até o papa poeta é", , todos de Rômulo Marinho, o mesmo autor do palíndromo que intitula este post.
"Assim a aia ia à missa" e "A mala nada na lama", de Millor Fernandes.
"Até Reagan sibarita tira bisnaga ereta", que nem é tão bom assim, mas é de Chico Buarque, então fica bom...
"Aí é luta, patuléia!", de Paulo Werneck.
Buenas, quando eu tiver minha noite de insônia tento achar o meu.
Posted by marcol at dezembro 13, 2006 12:06 PM
Comments
Sou fã da 'piauí', mas sou suspeito, rsrs.
Olhe esse palíndromo em inglês (q não lembro de quem é):
A man, a plan, a canal: Panamá.
Abraço, e bom fim de ano!
Posted by: Dourado at dezembro 30, 2006 8:55 PM
É, Marcão, o Google é o deus pagão que todos esperávamos. Só faltava dar abatimento no impostode renda por número de acessos. Felins ano novo!
Posted by: Sbub at dezembro 28, 2006 11:58 AM
Tava há um tempo sem vir aqui e reencontrei o blog procurando "páginas semelhantes" à minha própria, segundo o Google. E me deparo com o excelente palíndromo título. Eu conheço um ótimo, que não é meu: "Lá vou eu em meu eu oval". Diz muito!
Posted by: Sbub at dezembro 27, 2006 12:03 PM
Adoro palíndromos e sempre penso que é impossível criar algum: pra mim, já nasciam prontos, bobo que sou... Boas dicas no post e nos comentários.
Posted by: Cláudio Costa at dezembro 25, 2006 8:45 PM
O César Miranda, do extinto Protensão, era mestre em palíndromos. Deve ter milhares. Se fores a seu blog, encontrarás até os palíndromos separados por assunto. É uma arte meio estranha.
Abraço.
Posted by: Milton Ribeiro at dezembro 20, 2006 5:15 PM
Que idéia brilhante, Marco! O título é um primor. Difícil achar outro tão bom quanto esse. E enquanto a insônia não vem, que tal dar umas cipoadas nos congressistas aqui no blog? Se topar, a gente que o está fazendo fica feliz na boa companhia. Abraços.
Posted by: adelaide at dezembro 19, 2006 8:01 PM
Fala, Marculino... tudo em paz?
Inspirado pelo seu post, resolvi postar uma série com todos os meus (três) palíndromos, jamais publicados anteriormente, lá no Embrulho...
São da safra 2001/2002, antes da seca que assolou minhas glebas...
Posted by: Tiago Jokura at dezembro 19, 2006 12:18 PM
Marconildo, meu bom amigo... você vai ser titio!!
Acabo de saber... estou com uma semaninha de gestação. Quis lhe dizer antes de você sair de férias pra você e Tati orarem por mim, pra que tudo corra bem...
Depois eu lhe conto detalhes... como vc diz, "Deus me mimou". Um beijo!
Posted by: Lux at dezembro 15, 2006 5:29 PM
Ah Martquito! O que eu mais gosto dos seus textos eh que sempre ha algo pra se aprender...
E eu que achava que escrever blog era a coisa inutil mais divertida de se fazer!
E nao eh q essa parada eh dificil?
Ta ai um bom passatempo pro caminho rumo ao sul...vamos ver se saio com algum.
Posted by: keiko_thomas at dezembro 15, 2006 3:13 AM
Marcão, também influenciado pela piauí, bolei mais de 120 palindromos, acredita?
postei alguns aqui no meu velho blog:
http://oiretemeh.blogspot.com/2006/12/acaba-babaca-revista-piau-de-novembro.html
Posted by: Hemeterio at dezembro 14, 2006 12:19 AM