novembro 24, 2006
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Aprecio muito outro prazer humano: ouvir uma orquestra sinfônico. Quando o faço, a principal fonte do que interpreto como prazer está localizada dentro do meu ouvido. Ali posso detectar freqüências de som que me roçam os tímpanos com uma proximidade igual a um bilionésimo de centímetro (distância equivalente a um décimo do diâmetro de um átomo de hidrogênio). Essa vibração é transmitida para o ouvido interno por três ossinhos coloquialmente conhecidos como martelo, bigorna e estribo. Quando a freqüência de um dó médio é percutida em um piano, o êmbolo dos ossos do ouvido interno vibra 256 vezes por segundo. Em uma parte ainda mais interna encontram-se cílios individiauis, comparáveis aos bastonetes e cones dos olhos, que transmitem mensagens sonoras específicas para o cérebro. Este os combina com outros fatores - o grau do meu apreço pela música, a familiaridade que tenho com a peça executada, o estado da minha digestão, os amigos com quem estou - e apresenta a combinação de impulsos de uma forma como prazer.
Philip Yancey e Dr. Paul Brand, in Feito de modo especial e admirável, editora Vida
Posted by marcol at novembro 24, 2006 11:49 AM