outubro 18, 2006
Microconto
Depois de muito tempo, muito mesmo, Sandoval saiu de casa pra brincar com os filhos no quintal. Em cima da mesa que ficará para trás, um livro aberto com uma frase grifada: primo vivere, deinde filosofare.
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Pior que trabalho demais, só trabalho nenhum.
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Então a coisa pode piorar.
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Ontem em Porto Alegre uma amiga me contava as agruras. Milhões de problemas cabeludíssimos. Lembramos juntos de que “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30.5). E toda noite tem uma manhã no fim.
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O segundo ultrassom deu 70% de chances de ser menina. O terceiro vaticinou que é outro macho. Desde então o bebê tornou-se "o enigmático menino x", já que nome para homem está difícil.
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É que se sugiro um, ele não dá porque não tem apelido fácil... Se outro, porque o vizinho de três casas acima tem o mesmo nome. Se aqueloutro, não, não, é que ela conheceu um cara que tinha o mesmo nome e era a maior praga, galinhão e tals. Bom, tem aquele lá - não dá. Já tem um primo com esse nome. E se... não, não é imponente, não dá.
Isso é divertido.
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Mas a montanha de trabalho tem coisas boas. Só saí pra almoçar hoje às 4 e tralálá e pude comer assistindo ao segundo tempo de Barcelona 0 X 1 Chelsea. Nessa época de primeira fase da Champions League dá vontade de tirar uma licença e ficar em casa, assinar a ESPN e dizer que não tô.
Posted by marcol at outubro 18, 2006 6:50 PM
Comments
Primo Carbonare, deindre Longa Metrage.
Posted by: ratapulgo at outubro 22, 2006 5:32 AM
Olá, Marcão.
Eu, de minha parte, só me sujeito às agruras do comércio.
Amitiés,
BetoQ.
Posted by: Zadig at outubro 19, 2006 8:39 PM
Se na primeira fase já "dá vontade de tirar uma licença e ficar em casa", na segunda então.. se concretiza!
Posted by: Luis Henrique at outubro 19, 2006 6:06 PM