« | Main | »

setembro 19, 2006

Tortura amável

Juntei-me ontem a minha esposa (grávida), minha sogra (quase idosa, vai), meu sogro (além da idade, é deficiente físico, já que por causa do atropelamento narrado aqui em novembro passado ainda precisa de cadeira de rodas para andar) e meu filho (uma criança de 3 anos), numa loja gigantesca com materias de construção, utilidades domésticas e afins. Não vou dizer o nome aqui, nem entregar que é uma rede francesa, que seu símbolo é um triângulo verde e que seu nome é composto, as iniciais são L e M e o primeiro rima com herói e o segundo rima com marfim. Chegamos às 18h00.

Meu sogro queria comprar uns produtos de construção e lá fomos nós. Depois de andar a loja inteira, o que levou cerca de uma hora, descobrimos que haviam dado uma orientação errada: tínhamos que ter feito um cartãozinho sei lá pra que em cada departamento porque passamos, e não apenas copiar os códigos dos produtos num papel.

Fomos obrigados a refazer todo o trajeto. Mas tudo bem. Aí eles erraram o pedido e ficaram consultando o terminal do sistema uma eternidade e aí erraram de novo, e eu levei meu filho pro carro, voltei, levei de volta, deixei na sala com brinquedos para crianças até ela fechar, aí fiquei brincando de Batman com ele pelos corredores, aí experimentamos as cadeiras de jardim - porque estávamos exaustos, aí deu um problema com a financeira deles, aí ficaram sem comunicação e então deu certo. Mas faltava uma penca de produtos que deveriam estar no pedido e que não podiam ser incluídos, porque a essas alturas a loja já estava fechada havia eras e os empregados dos respectivos departamentos já tinham picado a mula.

Saímos às 23h00, cinco horas depois de chegarmos, portanto, com nervos em frangalhos, cansados e pensando em como apresentar a esses tipos um tal de Código de Defesa do Consumidor.

Mas uma coisa precisa ser dita: eles sempre sorriram muito e foram muito afáveis. Pra que ser eficiente quando se pode só ser simpático?

Posted by marcol at setembro 19, 2006 11:36 AM

Comments

Aqui em BH a L-M é a mesma coisa: uma eternidade pra vc conseguir passar pelo caixa: tudo trava, os códigos não conferem, etc... um saco!

Posted by: Claudio Costa at outubro 2, 2006 1:32 PM

Quando eles riem eu sempre acho que estão "mangando" da minha cara.
Falar em tortura, minha página mais visitada atualmente (cerca de 38798317173821 vezes ao dia):
http://www.fertilityfriend.com/home/145d99
sábado tem teste. Ui, ore pra que eu não endoide até lá.
beijo!

Posted by: Lux at setembro 27, 2006 12:27 PM

Esses risinhos são de matar. Já passei por isso...

Posted by: marconi leal at setembro 26, 2006 12:51 AM

E vem toda aquela indignação em tomar providências para que o respeito ao pobre consumidor seja finalmente imposto e tudo mais.

E tudo dura até o dia seguinte, em que se chega no escritório e se lida com o problema de duzentas e vinte e cinco pessoas, que o seu próprio perde as forças e as vontades.

Esses sorrisos todos estão mais pra sarcasmo que pra simpatia, te contar.

Posted by: Carol at setembro 22, 2006 4:10 PM

Talvez porque essa rede não se estenda por aqui, mas, mesmo com minha percepção aguçada, lendo as pistas nas "entrelinhas" do que você escreveu, ainda não sei o nome da loja.
Ali tem um errinho: "departamento porque passamos".
E quanto a sorrir, com o perdão da expressão num texto tão família, mas é um tio meu que sempre diz que "com cuspe e jeito come-se o cu de qualquer sujeito". Daí que...

[]´s

Posted by: Baiano at setembro 20, 2006 3:31 PM

Post a comment




Remember Me?


Type the characters you see in the picture above.