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julho 26, 2006

E, pra continuar nos russos, comecei a ler uma edição em inglês de contos de Anton Chekhov. O cara é apontado como o mestre absoluto das histórias curtas. É que enquanto estudava medicina precisava ajudar a família e por isso inventou de publicar contículos em jornais, daí o gosto pela concisão, objetividade e por deixar espaços não preenchidos para que a inteligência do próprio leitor preenchesse. É engraçado ler em inglês uma coisa escrita originalmente em russo. É minha primeira experiência com esse tipo de telefone sem-fio. Mesmo assim, a experiência é altamente recomendável. Minhas viagens de metrô por São Paulo iluminam-se de russos com sotaques britânicos mas, mais que isso, do que eles gostam de chamar de sparkles of life apreendidos com maestria na rede de Chekhov.

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Hoje tem Libertadores. Chivas dá medo. Medo tornado euforia é um dos meus sentimentos prediletos.

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Deu por aí que Rodrigo Santoro estará na terceira temporada de Lost. Preciso de um argumento realmente muito impactante para demover minha esposa da vontade que fatalmente ela terá, quando souber disso, de assinar uma TV paga. A série já é suficientemente viciante, não precisava botar esse bofe lá.

Falar nisso, tenho a minha teoria sobre Lost. Nada de purgatório, experimento científico ou sonho de uma noite de verão de Hurley. Pra mim, trata-se, na verdade, de uma série de televisão escrita na medida para viciar as pessoas. O que acham, hein? Brilhante, não?

No próximo capítulo: John Locke, Rousseau e Sayid se revelam alienígenas desempregados desde o cancelamento de Star Trek.

Posted by marcol at julho 26, 2006 1:41 PM