julho 24, 2006
Tolstoiana
Todas as famílias felizes são iguais. As famílias tristes o são cada uma a seu jeito. Com isso mestre Liev Tolstoi dá início a Ana Karenina, aquele monumento grandioso da alma humana.
Talvez por isso a literatura trate tanto de famílias infelizes, porque falar das felizes seria chover no molhado.
Depois descobriram que o próprio Tolstoi, em que pese suas altas idéias de cristianismo, pertencia ao segundo grupo, o das famílias infelizes, graças a sua obsessão pela perfeição moral da porta de casa pra fora, desdizendo tudo do lado de dentro.
Talvez isso fale alguma a respeito dessa sanha de querer ser diferente, ser exclusivo, ser à parte, não parecer uma gota perdida no oceano. O preço pode ser o sacrifício desse detalhe chamado felicidade.
Eu quero minha família igualzinha a tantas outras. Para me sentir destacado, exclusivo, especial e diferente, basta o amor destes poucos.
Posted by marcol at julho 24, 2006 1:18 PM
Comments
ah!!!! eu voltei pra dizer que vc não escreve bem apenas sob o impacto da dor.
Sob um impacto da felicidade vc é imbatível ;)
Posted by: Daniela at julho 25, 2006 9:23 PM
Achei a teoria meio fatalista...
[]´s
Posted by: Baiano at julho 25, 2006 4:42 PM
Cara, eu esses dias todos venho falando sobre família. Família é algo bacana e talz, mas todas tem problemas,,, Acho que o grande segredo é saber viver uns com os defeitos dos outros.
Acho que morar sozinho abre um pouco os olhos da gente pra isso.
Posted by: Victor Ribeiro at julho 24, 2006 10:44 PM
Dizer que fiquei emocionada é chover lágrimas no molhado, heheheh!
Que Deus abençoe a família que se amplia, e que ela cresça em graça e estatura até chegar lá, onde a gente quer chegar junto.
Grande abraço, diga a Tati que estou orando durante toda a gravidez, beijos ainda emocionados!
ps.: tou torcendo por uma guria!
Posted by: lux at julho 24, 2006 7:37 PM
Parabéns pela gravidez :-)))))
Posted by: Daniela at julho 24, 2006 6:05 PM