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fevereiro 15, 2006

Subconto Número Hoje

Haveria um tempo em que o homem singraria o negrume do vácuo para desbravar o cosmo. Suas embarcações partiriam para todos os pontos da rosa dos ventos e para todos os pontos entre um ponto e outro dela. E um fenômeno curioso ocorreria. Ao retornarem à Terra, uma enorme sensação de gozo tomaria conta dos corpos dos desbravadores. Uma sensação deliciosa, um calor interno nos membros e uma experiência de bem estar perene. Durava meses. E todos adoravam ir para longe, ficar anos e anos só para poder voltar e sentir aquilo tudo. Todos menos um. Tinha um que quando voltava achava este mundo escuro, frio e sentia calafrios constantes. Cada expedição em que se enfiava reforçava sua impressão que seu mundo não era aqui. Sonhava com o dia em que iria e não mais precisaria voltar. A esperança daquele dia era o combustível que queimava em seu peito. Por ele sorria. E movia-se no escuro-frio de aqui, com um sorriso de quem vê o invisível, embora sentisse na carne a dor incompatível com o prazer que imperava absoluto.

Posted by marcol at fevereiro 15, 2006 5:17 PM

Comments

Olá!

Sou escritora e nesta minha visita ao seu blog noto que você é uma pessoa romântica e gosta de literatura. Quero lhe fazer um convite, para que conheça o meu site de poesias.
www.umamulherumpoema.recantodasletras.com.br
Um grande abraço e sucesso.

Posted by: Lilian at fevereiro 23, 2006 12:09 AM

Sei como é isso.

Posted by: Edu at fevereiro 20, 2006 2:37 PM

Impressionante. Felizmente ele não está tão só quanto pensa.
E você ainda conseguiu usar a palavra "desabravadores" sem preconceito! ahahhahah

Posted by: Lux at fevereiro 20, 2006 12:37 PM

Eu sei do que vc tá falando :)

Posted by: Daniela at fevereiro 16, 2006 12:42 PM

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