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fevereiro 24, 2006

Noite lúgubre na Transilvania - parte 3

Mr. Magoo fazia anotações frenéticas em seu bloco de notas, mas não percebeu que estava segurando o lápis pelo lado errado.

- Ok, Capitão Nemo, badalar, hein?

Capitão Nemo, que dormia sonoramente, acordou sobressaltado e gritou:

- Pelas barbas de Netuno, estamos sendo atacados por polvos de um tentáculo e oito cabeças!

- Esse é um fetiche antigo teu, Raskolhnikov? estranhou Magoo, olhando na verdade para Quasímodo.

- Fetiche? Eu não tenho fetiche, sou um homem superior - respondeu o russo com olhar desvairado.

- Credo, tá com cara de diarréia - falou Dorothy abafando a voz com a mão o mais que pôde, mas não o suficiente para não ser ouvida por Dom Quixote. Enquanto um relâmpago iluminava a sala o fidalgo espanhol desembainhou a espada e vociferou:

- Quem ousa tocar no nome de Dulcinéia, a mais cândida e alta das musas feitas gente de toda a Mancha!?

A atitude inopinada e belicosa de Quixote causou um tumulto na sala. Princesa Safiri começou a esgrimar com Quixote, Quasímodo subiu nos ombros de Poirot e começou a desferir chutes na cabeça de Nemo, que, no escuro, acreditava estar sendo hostilizado por Dorothy e descia-lhe o sarrafo enquanto Raskolhnikov rastejava pelo chão à procura de uma machadinha.

Magoo, sobressaltado, apertou o botão do interfone e chamou por socorro. Em menos de seis minutos e meio a sala foi invadida pelo Olodum. Aquela música calma e tranqüila serenou os ânimos e todos voltaram aos seus lugares. Menos o Máscara de Ferro, que aproveitou a confusão para tentar acabar com a aflitiva coceira que sentia na bochecha com um espeto de churrasco que achou por ali.

- Era um bom homem - disse, pesaroso e sem deixar de confiar seus bigodes, Hercule Poirot.

Posted by marcol at 1:55 PM | Comments (4)

fevereiro 21, 2006

EPAQVPL? Tour e a grande promoção de Carnaval!

Bunkers de Carnaval? É na É por aqui que vai pra lá? Tour. Só ela tem as melhores opções para você realmente se esbaldar durante essa época crítica do ano. São três primorosas opções para você escolher:

1. Standard.
bunker.jpeg
Acomoda confortavelmente até quatro pessoas. Tem isolamento acústico, requintada decoração em estilo neandertal, dois pavimentos, mesa de bilhar, mesa de baralho, Home Theater (TV sem antena), ofurô e bilboquê.

2. Luxo.
bunker2
Conta com três pavimentos, garantidíssimo isolamento acústico, piscina aquecida, quadra de squash, PlayStation2, home theater, sala de jogos completa e já vem com coleção Ingmar Bergman e Woody Allen para você e seus 7 convidados se esbaldarem.


3. Superplus.
Acomoda 12 pessoas em três confortáveis pavimentos com piscina semi-olímpica, quadra de futebol society, tirolesa sobre a piscina, sauna seca e a vapor, hidromassagem, sala de ginástica, sala de jogos, cozinha com forno a lenha e reservando até daqui a pouco você ganha uma ampla provisão de DVDs e livros decentes para passar o Carnval sem nem lembrar que é Carnaval!!

Só a EPAQVPL? Tour Pode oferecer esse pacote de vantagens genial. E fique tranqülo! Nossos bunkers não têm nem caixinha de fósforos, de modo que ali só entra samba se você usar samba-canção.


************** A propósito!

A Superinteressante arrola entre as maiores rebeliões populares de todos os tempos, esta aqui:

"Quando: entre 1881 e 1884.
Onde: Port of Spain, San Fernando e Princes Town, Trinidad e Tobago.
Por que: Colonizadores britânicos tentaram proibir o Canboulay, o carnaval d eTrinidad e Tobago. Achavam que a festa, cheia de ritos e bacanais, era uma 'ameça à ordem pública'.
Como foi: A primeira ofensiva partiu do chefe de polícia local, Arthur Baker, que tentou reprimir o Canboulay em Port of Spain. Os foliões foram para o pau com a polícia para garantira festa, e até tivera o apoio do governador inglês. Três anos depois, Baker tentou acabar com a folia nas cidades de San Fernando e Princes Town, e o povo reagiu do mesmo jeito.
O que conseguiram: O Canboulay se mantém firme até hoje. Das cantorias dos ex-escravos surgiu o calipso, na década de 1920 e os motins ainda são lembrados durante a festa."

Por isso, companheiros, não resistam. Os bunkers são a melhor saída!

Posted by marcol at 10:43 AM | Comments (8)

fevereiro 15, 2006

Subconto Número Hoje

Haveria um tempo em que o homem singraria o negrume do vácuo para desbravar o cosmo. Suas embarcações partiriam para todos os pontos da rosa dos ventos e para todos os pontos entre um ponto e outro dela. E um fenômeno curioso ocorreria. Ao retornarem à Terra, uma enorme sensação de gozo tomaria conta dos corpos dos desbravadores. Uma sensação deliciosa, um calor interno nos membros e uma experiência de bem estar perene. Durava meses. E todos adoravam ir para longe, ficar anos e anos só para poder voltar e sentir aquilo tudo. Todos menos um. Tinha um que quando voltava achava este mundo escuro, frio e sentia calafrios constantes. Cada expedição em que se enfiava reforçava sua impressão que seu mundo não era aqui. Sonhava com o dia em que iria e não mais precisaria voltar. A esperança daquele dia era o combustível que queimava em seu peito. Por ele sorria. E movia-se no escuro-frio de aqui, com um sorriso de quem vê o invisível, embora sentisse na carne a dor incompatível com o prazer que imperava absoluto.

Posted by marcol at 5:17 PM | Comments (4)

fevereiro 10, 2006

Tiago Casagrande, he's the Tiagón, fala a É por aqui que vai pra lá?

Ele é mais do que um publicitário gaúcho comedor de nuggets, como pode aparecer à primeira vista. Tiago Casagrande, el Tiagón, em cujas veias corre o sangue dos Terra Cambará graças a ligações peptídicas tortuosas e difíceis de explicar, é nada menos que el rey do condomínio Verbeat, agitador cultural, Top 15 blogueiros sexy; enfim, Tiagón é um mito, que muitos diziam não existir de fato, ser uma construção da Matrix por bug de programação, até que ele passou pelo sudeste cheio de ginga sulamericana e deixou que os Tomés apalpassem-lhe. Eu não estava entre esses, é bom deixar claro.

Ok, Tiago Casagrande é também o blogueiro que mais entrevistas concedeu na história da blogosfera. Ele teve de passar por isso nada menos que duas vezes, havendo falado aos microfones de Milton Ribeiro e da biscoituda Mulher Mistério. Contudo, todas essas milhares de duas entrevistas foram muito lacunosas, com todo respeito. Aqui vai a definitiva entrevista com Tiago Casagrande.
tiagon.jpg
(aqui, Tiagón brinca com o gravador do entrevistador. É um pândego, mesmo!)


1. Olá, Tiagón, muita gentileza me receber em sua suíte do Plaza Porto Alegre. Vamos começar falando do que mais interessa aos meus leitores, que é sua relação com os ornitorrincos.
Ah, os ornitorrincos! As ciências do comportamento deveriam estudar melhor este estranho amigo, que é a principal porta de entrada para o mundo dos animais imaginários. Quem pequena criança não-linear aprendeu com a mamãe a cantar "Ornitorrinco da Páscoa, que cor ele tem? Num sei, ninguém sabe, tenho medo também"? Mantive ornitorrincos - inclusive em caixa alta - durante todo o primeiro período da minha produção literária, mas acabei cansando deles. Afinal, hoje ornitorrinco é pop, e o nonsense sempre exige que estejamos um passo à frente. Ultimamente tenho obtido bons resultados com musaranhos e anêmonas. Sem falar, claro, em pterodáctilos.


2. Acabo de ler no teu blog que uma fase de tua vida encerrou-se: a da suruba de dinossauros no congelador. Entendi bem? Acabou mesmo? Dizem que vai sair A Era de Gelo 2...

Já faz uma semana e meia que troquei a geladeira. Tem sido bastante diferente, porque essa de agora, bem, ela realmente gela as coisas que ficam no congelador, de modo que o tenho utilizado para estocar comida e bebidas. É a minha primeira experiência desse tipo com eletrodomésticos que funcionam, por isso fico meio inseguro de soltar meus dinos lá dentro. Tenho os deixado na gaveta de legumes. Eles andam revoltados, mas eu espero que se acostumem. É isso ou a máquina de lavar, já avisei.
E A Era do Gelo 2 tá saindo, sim. Estréia daqui a uns 4 bilhões de anos.


3. Casagrande é um sobrenome russo. Você credita a nomes como Púchkin, Turgueniev e Solnjentsin a presença quase sempre verificada de pterodátilos
e fanfarras em seus contos?

Ah, constantes em minha vida... uma inspiração secreta que me acompanha é a lembrança do aroma da minha babá, Pelaguéia, que cuidou de mim durante 18 horas naquele inverno em Minsk. Ela cheirava a vodca. Mais tarde, despertei para a literatura com os russos; eu tinha seis anos e um exemplar encadernado de Almas Mortas caiu da prateleira em cima da minha cabeça enquanto eu dormia. Conheci as belíssimas palavras desta língua: a meu ver, a mais bela é "samovar". A segunda é "Sharapova".
Já as fanfarras surgiram na adolescência, quando toquei pratos na charanga do estádio Lobanovski, do Dínamo de Kiev. Fui demitido porque era um mau músico; não conseguia evitar que os pratos se enchessem de neve, impedindo assim a sonoridade. Desde então estas figuras aparecem obsessivamente em meu trabalho. Minha analista perguntou porquê eu não experimentei usar os pratos na vertical. Dei um soco nela.


4. Spirit Crusher, um dos personagens presentes na primeira fase de Bereteando, certa vez disse: "O caminho da iluminação passa pela escolha da cor das paredes". Se não foi ele, foi outra pessoa, que seja. Você acredita que os blogs têm alma? Spirit Crusher foi inspirado em um personagem real de sua vida?
Enquanto comunicador social, devo afirmar que blog não é conteúdo, é suporte. Logo, não tem alma; carrega a do autor. Por aí já se pode ter uma idéia de como andam as almas hoje em dia. Mas já houve casos de blogs desencarnando de um autor e transferindo-se para outro, o que mostra que a alma não apenas existe, como às vezes fica de saco cheio de seu dono.
Lembro claramente como Spirit Crusher surgiu para mim: ele pintou como um sonho, e eu fui atrás com tudo. A idéia de um velho sábio e com poderes, mas brasileiro e com nome de banda de death metal, me pareceu muito promissora durante certo período do meu trabalho; dez minutos, mais ou menos. O que veio depois disso foi pura teimosia, admito. Mas paciência é uma virtude que ele me ensinou, e eu ainda espero que renda frutos. Ou pelo menos um origami bacaninha pra botar na estante da sala. Lembremos que Xiang Zing, mestre de Spirit Crusher, recebeu o título de Bwai por ter criado uma réplica da Via Láctea usando apenas papel pardo, dois barbantes e um adesivo de nicotina.


5. Escrever coisas como aquela retrospectiva de 2004, o post sobre nuggets, a peça natalina de Natasha ou a história do pastel de avelãs te ajudou a pegar mulheres e influenciar pessoas?

Quando eu comecei o Bereteando, acreditava que, se mostrasse meu lado sensível e inteligente, alguma garota bacana se interessaria por mim. Mas logo percebi que parecer sensível e inteligente dava muito trabalho e resolvi seguir minha própria índole. O resultado disso é que hoje eu escondo o meu blog de qualquer mulher pegável em potencial.
Sobre influenciar pessoas, sem dúvida alguma. Tenho até um condomínio de blogs!


6. Você foi o visionário criador da comunidade Orkútica "Geladeira Velha". Você acredita que é o legítimo descobridor de uma importante e desprezada minoria, a dos proprietários de geladeiras velhas? Qual a reivindicação do grupo? Agora que Tati se foi, isso tudo é passado?

Qualquer um pode ter uma geladeira. Manter uma geladeira velha, por outro lado, é cultivar um amigo imprevisível que mora na sua cozinha; é a versão moderna para o comparsa hippie que se instalava por uns meses no seu sofá nos anos 70. Não é só ligar na tomada e deixar gelar; é preciso carinho (pontapé pra fechar a porta que não veda mais), atenção (pra não tomar choque) e zelo (porque gelo, mesmo, só no inverno). Nós, proprietários de geladeiras velhas, podemos não conseguir manter um sorvete em estado de sorvete no congelador, mas pelo menos temos um eletrodoméstico com histórico em gelar cervejas.
Com a mudança da Tati, herdei a sua geladeira velha, menos roots que a minha. Estou procurando alguém habilitado para receber a entojada, mas é difícil encontrar jovens dispostos a manter uma tradição. Infelizmente, o grupo é desunido e prevejo, para breve, um futuro onde toda geladeira será de plástico, e nenhuma delas terá história. Snif.


7. Ser um Top 15 Blogueiros Sexy ajudou você a cultivar a virtude cristã da humildade?

Oh, sim, evidentemente. Desde que fui escolhido tenho tido acessos grandiosos de humildade que jamais foram dantes vistos no universo!


8. Que parte do seu corpo você mudaria? *tzzz, desculpe, esta foi uma interferência CARAS nesta entrevista. Se quiser não precisa responder*

Acho que eu daria uma levantada nos peit... *ahem*. Eu mudaria os dentes, claro. Todinhos. Por uns melhores, mais duráveis, mais leves, de titânio.


9. Sendo um confesso admirador de hard rock, metal e outros tipos de barulho (como o dos nuggets crepitando sobre o papel alumínio), qual seria a sua trilha sonora ideal para um dia preso no trânsito de São Paulo?

Um cedê com barulhos da praia de Ipanema. Ruído branco do mar ao fundo, tssss do abrir a latinha de ceva, plosh do protetor solar caindo no recôncavo da gatinha, ambulante vendendo mate e biscoito Globo, gritinho daish meninaish entrando na água fria etc. Então, quando estiver bem, mas bem frustrado, aciono o "Holocaust in Your Head" do Extreme Noise Terror, saco meu martelo (o que era usado para descongelar) e transformo o engarrafamento em correria.


10. Por que você tem um pôster do Manowar e um do New Kids on The Block no seu banheiro?

Para mostrar a presença do caos, a dualidade de todas as coisas, a ambivalência do self moderno, e uma certa viadagem, também, que prefiro deixar na parede a levar comigo. Mas o pior mesmo era quando eu dividia o quarto com a minha irmã e ela mantinha um pôster-monstro do Bon Jovi atrás da porta. Eu ia fechar a porta pra dormir, paf, dava de cara com aquele poodle bagaceiro em falsete.


11. Vamos a um pingue-pongue:

a. um inseto?
não, obrigado. nunca. malditos sejam todos eles.

b. um utensílio da cozinha?
a espátula de teflon. ela serve para fritar coisas, levar alimentos à boca, degelar, limpar o forno, dar nas paletas de alguém distraído, etc. e teflon é fácil de limpar e está em conformidade com uma de minhas diretrizes pessoais - ter em casa o maior número de objetos provenientes da tecnologia aeroespacial.

c. uma sinédoque?
O'Connor, claro. canta pra caramba.

d. um anacoluto?
do princípio ao fim! eu viver na pele.

e. Zim ou não?
zim sempre, mas só de pêra.

f. um personagem de novela mexicana?
sinceramente? jamais esqueci de Maria de Auschwitz.

g.{excelente resposta!) uma biscoituda?
a de ontem.

h. sua versão predileta de "Rain drops keep falling on my head"?
enquanto não sai a de Señor Coconut, em salsa, fico com a do Mercury Rev.

i. quem você é na novela Bang Bang?
o ibope. blargh.

j. um sonho de consumo?
fazer vinte e cinco quilômetros com apenas um litro de álcool. ou vodca. ou três de cerveja.

l. um sonho de creme?
prefiro com doce de leite.

m. um sonho de uma noite de verão?
o do Woody Allen, "Midsummer Night's Sex Comedy", de 82. "Sex alliviates tension; love causes it."

n. "O pequeno príncipe" ou "um curso de massoterapia com Dr. Salompas"?
qualquer um é melhor do que um curso de realeza com um oompaloompas.

o. uma canção para um momento de ternura extrema?
qualquer uma da Wanderléia, claro.

p. claro, claro, um blogueiro paulistano de mais de 1,90m, apreciador de basquete e comsobrenome com nome de país que você admira?
ah! fácil! Marco Aurélio... uh... cara, eu sempre esqueço o nome desse país... é com B... Bahamas?

q. uma memória angustiante da sua infância envolvendo um espanador?
nenhuma. mas o que tem de memórias angustiantes com poeira...

r. uma atriz? tzz, tzz TZZ TZZZZZZTZZZZ
qualquer uma, desde que do SBT. pode ser aquela que apresenta o Jornal do SBT. a que era da Casa dos Artistas e casou com o cara que beijou o Pelé, lembra? Cynthia alguma coisa. baita jornalista.

12. Ok, deixe um recado para as criancinhas.
...viva la resistance! blame canada, blame canada...

Posted by marcol at 10:34 AM | Comments (10)

fevereiro 3, 2006

Noite macabra na Transilvânia II

Um relâmpago estrepitoso iluminou a face macilenta e magérrima de Dom Quixote, cujos olhos ferviam num estranho brilho febril.

- Permitai-me proferir um breve solilóquio a respeito da flor da maternidade, da mais elevada das que um dia vestiram o sacrosanto manto da diáfana e sublimante carreira de ser mãe: minha progenitora, aquela cujo calor e...

- Não, Raskolhnikov, espere sua vez - disse Mr. Magoo. E, apontando para Quasímodo, disse: Poirot, é sua vez.

Quasímodo grunhiu, Poirot confiou os bigodes, pigarregou e então disse com argúcia:

- Minha mãe foi uma velha doentia chamada Agatha Christie!

- Oh! fizeram todos.

- Uma velha? perguntou Raskolhnikov - Teria ela, porventura, uma... casa de penhores?

Antes que Poirot respondesse a porta se abriu violentamente e ouviu-se uma voz funesta, cujo timbre seria capaz de fazer erregelar os ossos de uma borboleta.

- Eu sou o fantasma dos natais futuros!

- Eu sei quem você é - esbravejou Mr. Magoo - (se bem que você está hoje mais parecido com o Freddy Kruegger!
Esse negócio de ficar assombrando velhinhos está fazendo mal à sua pele!). Mas espere sua vez, não vê que estou numa sessão aqui?

O fantasma fechou a porta resmungando e um barulho de correntes se ouviu lá fora. Quasímodo falou:

- Meu negócio é badalar. Eu gosto dum agito, entendem?

Era uma piada, mas só Dorothy riu, lembrando-se de uma balada que rolou em Oz, quando o Homem de Lata tentou ficar com ela.

continua (?)

Posted by marcol at 10:00 AM | Comments (6)

fevereiro 2, 2006

Lúgubre noite na Transilvânia

Dr. Magoo se recosta na almofada, limpa a garganta, aperta o botão do comunicador e pede que a secretária deixe entrar os pacientes. Enquanto um relâmpago ilumina a noite, a porta se abre rangendo e vão entrando os componentes da terapia de grupo: Dom Quixote de La Mancha é o primeiro, entra fazendo uma mesura ao doutor. Em seguida, Hercule Poirot, confiando os bigodes, secundado pelo Máscara de Ferro, reclamando de uma terrível coceira no queixo, sem poder coçar. Dorothy, Pricesa Safiri, Capitão Nemo, Quasímodo e Raskolhnikov (com a testa vincada e um olhar desvairado) completam o grupo.

Dr. Magoo cumprimenta um por um, trocando todos os nomes.

- Muito bem, vamos começar nossa terapia de grupo. Gostaria que cada um falasse algumas palavras sobre sua mãe.

- Vou lhe falar sobre minha mãe - levanta-se o replicante descarregando sua arma na cabeça do doutor. Mas tudo não passa de uma imagem que perpassou pela mente inocente de Dorothy. Dando uma risadinha, ela pede para começar.

- Eu não conheci minha mãe! Minha tia dizia que era uma pessoa muito doce, que trocava o r pelo l.

- Interessante - diz Mr. Magoo anotando no seu caderno. Não sabia que a Safiri era orfã.

(pescado de algum lugar do passado)

Posted by marcol at 2:48 PM | Comments (5)