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outubro 16, 2005

Catzo!

É, cumpadis. Como dizia o Baiano no comentário ao post abaixo, andava eu carente de pausas. A que tive este sábado não foi satisfatória em termos de duração mas foi amplamente satisfatória em termos qualitativos.

Além da sempre aprazível parada no mundo que eu, como adventista do sétimo dia, dou todo pôr-do-sol de sexta-feira, além dos deliciosos momentos na igreja, dos momentos com os amigos e familiares, etc, no sábado à noite tive mais que a oportunidade de ir a um show; tive a mais impressionante experiência musical de minha - já não tão curta - existência: show do Take 6 no Credicard Hall lotado.

Pra quem não sabe, o sexteto norte-americano vencedor de 8 dos 10 Grammies que disputou, com apenas 5 CDs lançados, é um grupo vocal digno de Spike Lee fazer um filme sobre música a capella tendo aos tais como protagonistas e estrelas máximas. Os caras se conheceram em um internato adventista e começaram a cantar no banheiro da escola, que tinha uma acústica maneira. Descolaram uma grana curta para gravar um CD. Como era curta, só tinham 3 horas no estúdio. Gravaram nesse pífio tempo um trabalho que é divisor de águas não apenas na música vocal gospel, mas na própria história do jazz.

Esse era o cartão de visitas que eu tinha deles. Mesmo assim fui ao Credicard Hall levemente apreensivo, afinal, o tipo de música que eles fazem não é arroz com feijão. Será que não cansaria?

O resultado foi que ver e ouvir os caras deslocou pra muito além minhas noções do que é possível em música e em aplicação da voz humana. Os arranjos são absolutamente criativos, você nunca consegue antever como um acorde vai se resolver ou pra onde uma música vai andar, é experiência com genialidade, perfeição técnica e sem abrir mão do belo, conceito que a arte contemporânea parece ter relegado ao status de supérfluo.

Suas imitações vocais de instrumentos são geniais e sua presença de palco merece capítulo à parte: os seis são extremamente carismáticos, fazem você cantar e marcar ritmo o tempo todo e com um sorriso de orelha a orelha no rosto. No meio de uma música são capazes de, cantando, em inglês, para uma platéia sulamericana, armar um coral gigantesco com a platéia a cantar uma música que até então ninguém jamais havia ouvido.

É uma experiência e ninguém que tenha a oportunidade deveria arriscar-se a perder.

tk6

Posted by marcol at outubro 16, 2005 10:55 AM

Comments

não entendi isso direito mas se puder me responde eu gostaria de participar de uma escola de musica!eu canto bem!
e gostaria de envestir meu talento!
sou envangelica da igreja presbiteriana do Brasil,e tenho 12 anos e moro no PR!Se souber de algo porfavor me avise!!!!!

Posted by: emely at abril 3, 2006 6:20 PM

Querido, se eu disser que te odeio acredite: é pura inveja incontida.
Daria um rim, uma córnea e cinco polegares para ver o show desses caras.
Beijinhos da amiga que te odeia profundamente.

Posted by: Luciana at outubro 18, 2005 2:47 PM

Marconcios!! Se me consta o Take6 ja foi ao Brasil pelo menos 2 vezes, nao posso crer, realmente, q vc nao os tinha visto/escutado/experimentado antes!!! Tive o inesquecivel privilegio de ir nos idos de 92, se nao me engano, e novamente la na UMass (aqui nos States) em 99...

Mas fico muito feliz q vc tenha finalmente experimentado (eh que nem aquele papo do Klebert, q ele queria q as pessoas pelo menos viessem e experimentassem um de nossos estudos... ah, nostalgia, ah, bons tempos).

EStou escrevendo um post no meu blog agora e falo de voce tambem. Da uma olhadinha (ainda nao ta pronto). bye... a gente se ve em dezembro :) (mas por enquanto se encontra virtualmente por aqui :)

Posted by: Lilian at outubro 16, 2005 10:42 PM

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