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setembro 1, 2005

A morte da velinha de Taubaté

Luís Fernando Verissimo matou há alguns dias uma de suas personagens mais antigas, a velinha de Taubaté, uma dócil senhora que se destacava por ser a última a acreditar no governo, qualquer que fosse ele.

Não lembro de um caso em que uma crônica repercutisse tanto. A morte da velinha de Taubaté virou notícia, foi comentada em várias outras crônicas (até no jornal Lance!, esportivo, citou-se o "fato") e acabou servindo para os vereadores de Taubaté realizarem um bem humorado enterro da sua mais célebre cidadã, com direito a caixão com a bandeira nacional e mais pompa e circunstância.

Hoje LFV publicou uma crônica relatando investigações do MP para apurar a morte da nonagenária velinha. Numa tacada genial ele usa a manchete, ou melhor, como título da crônica: "Velinha tinha conta no exterior". No corpo da crônica diz que foi achado em sua casa um papel com números e a palavra "off-shore", mas na verdade se tratava de números de um jogo na Loteria e da palavra "oxalá". Ele arremata dizendo que provavelmente alguém vá publicar em manchetes que a velinha tinha contas no exteriores, só para chamar a atenção e no texto desmentir tudo, como a imprensa costuma fazer.

Não fosse a realidade tão triste, haveria coisas tão engraçadas?

Posted by marcol at setembro 1, 2005 12:50 PM

Comments

Sim, eu ter as tais contas e ninguém nem nunca descobrir, comigo embarcando em direção à Europa, fazer uma plástica e viver feliz para sempre com algum biscoitudo italiano, ah ah ah! Não achou graça, bem, er... FELIZ ANIVERSÁRIO, então! ^__-

Posted by: Sakana at setembro 5, 2005 3:23 PM

Que os deuses do Olimpo te consagrem com a ambrosia da felicidade, Marcão. Feliz aniversário e um forte abraço. (tá, ambrosia da felicidade ficou meio guei, mas é sincero. ;-) )

Posted by: Nelson Moraes at setembro 5, 2005 2:56 PM

Marco, li apenas dois romances da moça: Os fios da memória e Um beijo de colombina, e gostei muito. Personagens e enredo bem construídos. E trata muito bem o idioma.
Claro que as fionômicas são inegavelmente admiráveis! :)

Abraço.

Posted by: Arquimimo Novaes at setembro 5, 2005 11:22 AM

Eu moro (ou melhor, meus pais moram) em Taubaté...rs

Posted by: Karen at setembro 4, 2005 2:06 PM

Mais que emblemática essa morte não?
Milton, ainda que colorado, tem mais: o Veríssimo já disse que no Rio ele é Botafogo! Grande pessoa.

Abraço, Marco.

Posted by: Arquimimo Novaes at setembro 3, 2005 1:27 PM

O Verissimo é um espanto mesmo. E é colorado! Viva o colorado!!!!

Posted by: Milton Ribeiro at setembro 2, 2005 5:14 PM

Marcão:

Eu vou te confessar uma coisa: quando ouvi pelo rádio que o Veríssimo havia matado sua Velhinha de Taubaté, aquela personagem por quem tinha tanto carinho há tantos anos, suspirei surpreso e logo depois me deu uma vontade grande de chorar. Raiva, desgosto, orgulho, tudo misturado por conta da notícia.

Veríssimo é um gênio mesmo.

(E é verdade, a realidade é muito triste).

Só um último comentário sobre seu post: creio que a imprensa vem desempenhando seu papel de maneira muito elogiável diante de todos os escândalos. Sinto-me bem representado.

Um grande abraço

Posted by: Roberto Sasaki at setembro 1, 2005 9:24 PM

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