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julho 11, 2005

Admirável mundo torto

Então chegou o ponto em que os contratos de trabalho eram fechados pela vida inteira. O cidadão se esfalfava nas universidades para ter boas notas e ser escolhido por uma das 100 melhores corporações e aí assinava contrato vendendo corpo e alma.

Trabalhava entre 14 e 16 horas por dia, então parava, espreguiçava-se e dirigia-se à câmara criogênica, onde era induzido a um sono muito profundo de oito horas. O catéter na espinha dorsal inoculava drogas que davam a sensação de realização pessoal, supriam as deficiências sociais daquele modus vivendi, comunicavam um bem estar profundo e inalterado. Assim as pessoas viviam. Trabalhavam sete dias por semana, sem nada mais para distrair sua atenção.

Como o sistema se mantinha? Note que cada trabalhador tinha uma ou duas horas vagas no dia. Pois bem, eles as usavam para comprar coisas com seus excelentes salários, e estocavam os produtos para o dia da aposentadoria, quando se retirariam para gozar das delícias do mundo.

Os espertos gastavam boa parte do dinheiro nas drogas que garantiriam a continuidade daquela sensação de bem estar forjada pelo resto de seus dias vazios.

* * * * * * *

Ganhei um cd de Jorge Drexler e estou profunda e radicalmente impressionado. Criatividade musical, letras fantásticas, execução contemporânea... O Oscar winner (por Del otro lado del rio, canção de Diários de Motocicleta) tem profundezas deliciosas de se explorar. Recomendo.

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Libertadores - soy loco por ti - America. Pouca gente desse país sabe como é gostoso disputar uma final desse torneio. Boa parte que sabe já esqueceu.

Posted by marcol at julho 11, 2005 1:43 PM

Comments

Atualmente, futebol não me é um assunto caro...
Quanto às drogas, a depender... :)

[]´s

Posted by: Baiano at julho 13, 2005 2:47 PM

TRIcolor combina mais com TRIcampeão do que Lanterna Rubro-Negra com campeão. É, os astros conspiram a nosso favor.

Posted by: Renato K. at julho 13, 2005 8:04 AM

Autant que GREMISTA, já me esqueci. Desejo sorte aos finalistas.
Abraço fraterno do BetoQ.

Posted by: Zadig at julho 12, 2005 5:40 PM

Ele veio aqui no Rio fazer o lançamento pouquinho depois da entrega do oscar. Tenho Cdzinho autografado...rs. Beijus,

Posted by: Luma at julho 12, 2005 5:00 PM

Eu que nunca jamais esquecerei o que é disputar — verdemente! — uma final da Libertadores, sou rubro-negra e paranaense desde pequenininha, desta vez. ;)

Um beijo daqui.

Posted by: Márcia at julho 12, 2005 3:41 PM

Admirável mundo morto?

Sou São Paulo e não abro. Aí, vocês podem ficar sonhando com Tóquio e nos deixam o Brasileiro. Dá-lhe São Paulo!!!!

Abraço.

Posted by: Milton Ribeiro at julho 11, 2005 10:04 PM

Também quero o cd dele, também quero!

Posted by: adelaide at julho 11, 2005 5:05 PM

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