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março 21, 2005
Você sabe que a fervura
Você sabe que a fervura tá braba quando percebe que só consegue passar no seu blogue pra se desculpar pelo sumiço.
Pois é, a semana passada prometia ser enrolada, mas eu não esperava tanto. Saí de São Paulo pra Salvador com uma única camisa na pasta, pra voltar rapidinho, mas bateu um vento alísio que me levou a João Pessoa. Essa eu ainda não conhecia, por parível que encreça. Tive que comprar uma roupa qualquer nas C&As e Riachuelos da vida (budget maledetto), além de aparelho de barba e conexos. Só voltei, então, na tarde da sexta-feira.
Pra não dizer que não falei de flores, tive um tempinho pra visitar a piscina do hotel e outro, à noite, pra ver Menina de Ouro. Risadas e lágrimas.
João Pessoa é uma cidade relativamente pequena, de litoral bonito mas não esplendoroso, tanto quanto pude verificar. Meu quebra-cabeças de Brasil está um poucochinho mais completo, de qualquer forma.
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Vale menção a revista Brasil - Almanaque de Cultura Popular, que circula dentro das naves da TAM. É editorada pelo excelente artista plástico Elifas Andreato e à primeira vista parece desinteressante, porque não tem fotos de bundas nem de stars hollywoodianas, mas, em lugar disso, histórias de pioneiros de empresas centenárias, personalidades obscuras, curiosidades folclóricas.
A última edição traz pequenos textos sobre coisas como o filme A Queda, de Ruy Guerra, a potiguar Nísia Floresta, uma erudita e talvez a primeira feminista brasileira (que eu já conhecia graças a sua conterrânea, a blogueira Lux Dantas), os Tuaregues da Chapada Diamantina (um grupo de voluntários que combatem incêndios), a história do Circo Nerino, uma entrevista com Paulo Autran e outras coisas sobre as quais você não vai ouvir falar em mais lugar algum.
Esses olhares alternativos sobre a realidade da nossa volta são sempre muito interessantes.
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Contra peste, moléstia, crime, que tal a entrevista de Neo Son da Praia, ops, Ao Mirante, Nelson, consigo mesmo?
Posted by marcol at março 21, 2005 5:42 PM
Comments
Lembre-se de continuar a história do Diário de Macondo, assim quando puder.
Posted by: b.m. at março 25, 2005 4:30 PM
Meu viajado amigo (que ao menos tm uma boa desculpa para dar ao seus leitores... brabo mesmo é quando as desculpas começam a faltar...), com certa humilhação confesso que só tem a comentar a boa qualidade da revista que dão na linha Recife-Natal, na empresa de ônibus Progresso. E, Argh, detesto João Pessoa. Eu e Tiba vivemos momentos esquecíveis lá, e achamos a cidade feia pra dedéu.
Posted by: Luna at março 24, 2005 11:26 AM
Cometi a manezice de só memorizar o link para a página de postagem no micro do trabalho. Como estou de folga estes dias, tou sem poder postar coisas brilhantes e geniais, capazes de conduzir a humanidade a um novo patamar de esclarecimento e harmonia.
Posted by: Marco Aurelio Brasil at março 23, 2005 10:57 PM
Johnny People, como a chamam o pessoal lá de Recife, de onde JP é quintal (novamente segundo os recifenses) ... Cidade legal, gostei de lá - e o povo é muito simpático, como de resto o são os nordestinos em geral. Deu tempo de ir até o Roda Viva ? :-)
Posted by: Renato K. at março 23, 2005 3:23 PM
Olhares alternativos da realidade da nossa volta. Isso é um troço bom demais. :)
Posted by: Gejfin at março 22, 2005 8:50 PM
Mas a acumulação de milhagens deve te proporcionar uma aposentadoria viajante :D
Posted by: tiagón at março 22, 2005 1:06 PM