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fevereiro 18, 2005

Porto Velho Contingências profissionais me

Porto Velho

Contingências profissionais me levaram a meu destino mais distante, até o momento: Porto Velho, capital do progressista estado de Rondônia, como disse o verborrágico e engraçadinho, além de poliglota (cada coisa que falava ele logo traduzia para o francês, o alemão e o inglês) comandante do vôo.

Saí de São Paulo às 17h40 para chegar lá às 21h30 com conexão em Brasília. Me parecia ótimo. Fiquei até espantando com tamanha rapidez. O problema é que, estando ainda vigente o horário de verão, a diferença de fuso daqui pra lá é de duas horas. Onde se lia 21h30, então, era na verdade 23h30.

Uma viagem bastante cansativa que eu tive que repetir, no sentido inverso, a partir da metade do dia seguinte. Rodei, portanto, entre aviões e aeroportos desconfortáveis, 12 horas em pouco mais de um dia. Bom para turbinar minha leitura da interminável Montanha Mágica, mas péssimo para minhas combalidas costas.

De Porto Velho mesmo, pouco vi. Uma cidade de construções baixas, bastante espraiada e povoada, nas bordas de uma mata nem tão fechada. Saí do hotel, fiz o que tinha que fazer, voltei,assisti a uma reprise de Mad About You, peguei minhas coisas e me piquei de volta pro aeroporto.

Lá comi uma ótima pizza de rúcula, o que me fez pensar que a rúcula deu a volta por cima. Podia estrelar a campanha do eu sou brasileiro e não desisto nunca. Lembro que há tempos rúcula era um troço que ninguém comia muito a sério, era evitada até nos lares vegetarianos, mas agora enfeita pizzas até em Porto Velho. E das boas. Para acompanhar, um suco de tamarindo da melhor cepa. No estabelecimento ao lado, uma legítima Casa do Pão de Queijo, com seu habitual cardápio. Vive la globalization!

Enfim, pisei a Região Norte do País. Não vi nada, mas posso dizer que pisei lá. Nem pela janela do avião eu vi alguma coisa, que voltei com o time do Paysandu e os caras pegaram todas as janelas disponíveis. Mas estive lá. Meninos, não vi, mas cheguei perto.

Posted by marcol at fevereiro 18, 2005 2:22 PM

Comments

Marcão, eu vi. Fui pra Porto Velho umas 3 vezes em meados dos 90.
Eu acho que você não perdeu muita coisa, não - a cidade, em si, não é lá uma Coca-Cola gelada, digamos. Mas tendo tempo e disposição, eu recomendaria um passeio ao rio Madeira - uma pescaria das mais fáceis que você possa imaginar, dada a abundância de peixes, e a oportunidade de comer uma costela de tambaqui assada na folha de bananeira que faria o Bill Gates vender a Microsoft e se mudar pro meio do mato. Ah, sim - havendo mais tempo e disposição, uma esticadinha até a Madeira-Mamoré. E só.
Só, não - viva o Tricolor, campeão paulista invicto de 2005 ! :-)
Abraços marroquis.

Posted by: Renato K. at fevereiro 23, 2005 7:44 AM

Uma viagem e tanto...bom, só passei pra dar um oi e dizer que estou viva (ainda, rsss).

Posted by: Day at fevereiro 22, 2005 9:47 AM

MEUS PARABÉNS, MARCÃO. Nós, colorados, passamos toda a semana preocupados com o Parmera que queria levar o Muricy de qualquer jeito. Não o levaram, levaram foi uma chinelada do teu tricolor. A metade mais um do RS adorou. Dei risada com o golaço do Ceni. Bem feito!

Posted by: Milton Ribeiro at fevereiro 21, 2005 5:25 PM

hehehe, olha eu aqui um mês depois!
Querido, muncho obrigada pela citação. Imagine, recebi elogio até no Mestre Jedinagaki! Só discordo dele num ponto: o que me falta mesmo para o reconhecimento geral da nação é um pouco de vergonha na cara:-)) Grande abraço, Marconildo.

Posted by: Luciana at fevereiro 21, 2005 9:58 AM

O comandante não é engraçadinho. O governo do estado de RO paga pela propaganda! Nunca fui até lá. Gostaria. Com dinheiro (a Mega Sena está acumulada), a gente pode ir a qualquer lugar. O mundo diminui consideravelmente de tamanho.

Posted by: RMax at fevereiro 20, 2005 12:42 PM

Que bacana esse post.
Você decididamente não sofre e jamais sofrerá do mal de Brtleby: não viu mas falou legal e não caiu na armadilha - tão boba e tão resistível, do "não vi e não gostei" e nem de outra pior ainda: "não conheço mas faço gozação".

Iso é bom, muito bom!
Um beijo
M.

Posted by: Meg at fevereiro 19, 2005 11:59 PM

Sou contra rúcula, prosecco e pool parties.

Posted by: Sergio at fevereiro 19, 2005 8:44 PM

Pois eu estive perto, muito perto mesmo, dessas coisas do Norte do nosso Brazil. Sim. Brazil com Z porque lá, tudo que vem de fora, tudo que é de mal gosto, tudo que é porcaria: "uou!, é de fora então é melhor que qualquer coisa mais típica".
É. Na verdade não tenho boas lembranças. Tenho. Mas não tenho. Coisa complicada pra uma mente inquieta. Mas é assim. Do muito que vi, na cidade, me deprimiu. Do pouco que vi, na mata, me preocupou. Aquele esquema dos gringos estarem comendo pelas beiradas é bem verdade. E eles levam o que DE VERDADE é muito melhor que rap americano e enlatados. Esse é o nosso trocado.
E a gente faz o que?

Posted by: Ana at fevereiro 19, 2005 7:18 PM

Na verdade, não. Le Google me contou que tem "febril" nos hinos de São Paulo, Guarulhos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Colatina, Santo Ângelo (RS), Ilha Solteira (SP), no Hino do Exército, do Esporte Clube Novo Hamburgo e do São Paulo FC. Mas isso tu já devias saber :)

É praticamente uma epidemia.

Posted by: tiagón at fevereiro 18, 2005 5:02 PM

Porto Velho? Nem cheguei perto. Nem de Porto Velho, nem do time do Paysandu, só da Montanha Mágica. Se queres notícias do Brasil, posso te dizer que o Severino Cavalc... (Entra minha consciência.) Pô, Milton, o cara já está com uma baita dor nas costas, carrega um livro que pesa toneladas e tu vens ainda com desgraça! (Sai a consciência)

Bom e feliz fim de semana. Fique longe dos jornais, meu amigo!

Posted by: Milton Ribeiro at fevereiro 18, 2005 4:56 PM

Rondônia, Rondônia, Ron... ah, lembrei:

"Nesta fronteira de nossa pátria,
Rondônia trabalha febrilmente,
nas oficinas e nas escolas,
a orquestração que empolga toda gente.
Braços e mentes forjam, cantando,
A apoteose deste rincão,
Que com orgulho exaltaremos.
Enquanto nos palpita o coração."

Provavelmente Rondônia tem o único hino do mundo com a palavra "febril". Deve ser por causa da malária.

Posted by: tiagón at fevereiro 18, 2005 4:55 PM

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