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janeiro 24, 2005

Tarantinadas Até sábado à noite

Tarantinadas

Até sábado à noite eu dizia com um misto de orgulho e vergonha (pode?) que jamais havia visto um Tarantino. Aí os caras trancaram as mulheres no quarto e fizeram questão de tascar Kill Bill na tela. Achei bacana, descobri uma série de referências a quadrinhos do Frank Miller e outros subprodutos da poparte, sem falar que o negócio é divertido mesmo, bem fake e tals. Aí eles me emprestaram o DVD de Pulp Fiction, que vi no dia seguinte. Mas é o tipo de filme que se você não vê na época certa, perde o efeito, especialmente porque eu já havia ouvido tanto a respeito que conhecia tudo dele de antemão. E, na comparação com os filmes de Guy Ritchie, ouso dizer que prefiro o inglês, especialmente Snatch. Mas na verdade não é lá meu gênero cinematográfico predileto.

Inspirado nessa overdose de Tarantino, então, decidi retomar aqui o...

Museu de criminalística dadaísta É por aqui que vai pra lá?

O crime da rua Kubanakan

A despeito de clamoroso e repugnante, a mídia quase não tocou no assunto, com a exceção desonrosa de uma ou outra publicação especializada em folhetins. No mais, contudo, apenas comparações entre este crime contra o bom gosto e outro do mesmo quilate: Pedro, o Escamoso, decerto algum primo de Carlos, o Chacal.

O assassinato de John Kenny G.

Aconteceu em Dallas. Ou melhor, em um intervalo da interminável novela Dallas. Depois de uma cena em que J.R Ewing faz mais alguma malvadeza inominável, Lee Oswald, já sob os efeitos desconstrutores de cérebro da atração televisiva norte-americana, pegou seu rifle predileto, abriu a janela e a apontou para o prédio ao lado, colocando na mira a cabeça do saxofonista gay que, com um agudo de 16 minutos sem respirar não lhe permitia concentrar-se nas inflexões sensuais da voz de Pamela Ewing.

O crime do amá-la

Réu confesso, ele foi condenado a vagar eternamente a sós por tamanha audácia. Aconselharam-no a fatiar aquele sentimento e despachar numa mala perfumada para Helsinque, mas em lágrimas ele atraiu sobre si o agravamento da pena: pediu para vê-la mais uma vez.

O creme não com pinça

Na sorveteria, deliciava-se comendo todo tipo de sabor diferente com uma pinça. Mas para o de creme pediu uma pazinha.

Posted by marcol at janeiro 24, 2005 2:16 PM

Comments

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Posted by: Webcam Girls at fevereiro 15, 2005 8:51 AM

Primo, vc bem sabe que eu sou fanzoca de carteirinha do Guy Ritchie... Lock Stock and two smoking barrels e Snatch são divertidíssimos.
Beijos e bom feriado.

Posted by: Anny Shoegazer at fevereiro 5, 2005 12:01 AM

Marcão,

Ins-pirei-me aqui...

Teus textos são excelentes!

Abraços, flores, estrelas!

Posted by: Edson Marques at janeiro 27, 2005 9:20 PM

eu também fico com Snatch. mas Kill Bill é divertido. do início ao fim.

não teria aí um "crime do amá-LO"?

beijoca!

Posted by: Ana at janeiro 26, 2005 1:20 AM

Acho que as pessoas estão viajando mesmo.

Só para registro, coloquei aquele "Discurso de Natal" no meu blog. Desta vez, penso ter feito a ref(v)erência completa ao Sr.

Grande abraço.

Posted by: Milton Ribeiro at janeiro 26, 2005 12:26 AM

Hello Mr. Marcão. This is the Two Times Blogs of Note Winner Milton Ribeiro... :-)

Pô, eu não conhecia este Museu. Gostei. Adoro Tarantino!

Grande abraço.

Posted by: Milton Ribeiro at janeiro 24, 2005 2:35 PM

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