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janeiro 20, 2005
Poesia cotidiana Por exemplo: o
Poesia cotidiana
Por exemplo: o cachorro se espreguiçando quando eu saio com a tigela de comida.
Ou meu filho, grogue de sono, dizendo tchau papai.
Ou a nuvem de perfume me engolfando quando as meninas apressadas passam por mim na passarela do trem, seguindo em seu rebolado musical.
Ou o fresco do ar matinal e a Berrini acordando e eu com as páginas do livro viradas na viagem ainda dançando na cabeça.
Ou ver o amigo chegando lá na esquina pra gente almoçar junto trocando figurinhas sobre filmes e livros e fé.
Ou o riso do filho - ele de novo, baita fonte de rima! - com a guitarra de plástico na mão, tocando e cantando enquanto o DVD do Michael W. Smith rola na tv.
Ou o brilho dos olhos da esposa me contando as coisas mínimas do dia.
Ou o som quase inaudível da folha do livro virando.
Ou a lombada vermelha da Bíblia querendo pular na minha mão.
Não, não. Tudo junto. Vejo um Deus poeta, sorrindo a cada verso que escreve.
Posted by marcol at janeiro 20, 2005 8:27 AM
Comments
Inspirador cada verso da poesia... Não sei se gosto mais das pessoas poetas ou das pessoas que inspiram à poesia. Como um filho bocejando ou um amigo gargalhando.
Posted by: Ana Carolina at janeiro 25, 2005 10:18 AM
Deus é O cara, sacou?
Inteligente pra caramba!
Mudou de casa, né Marco?
Tô voltando... tô voltando.
Posted by: Vanildo at janeiro 22, 2005 7:54 PM
a descrição perfeita de beretear... no ar... :)
Posted by: Ana at janeiro 22, 2005 4:17 PM
Éééé, Gejfin. Poder enxergar mais do que o olho vê... não sei se é arte, mas é uma delícia :)
Posted by: tiagón at janeiro 21, 2005 12:59 PM
Essência de 'beretear'. ;)
Posted by: gejfin at janeiro 20, 2005 10:03 PM
É uma ordem: vá visitar meu blog agora!
Posted by: Milton Ribeiro at janeiro 20, 2005 7:33 PM
É....temos muito que agradecer...Deus é muito bom!
Posted by: Day at janeiro 20, 2005 4:22 PM