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dezembro 3, 2004

"Dezembro. E o que perdido

"Dezembro.
E o que perdido
foi, volta, iluminado
pelo claro pensar
e reanima-se o jogo
eterno (e vão?)
o jogo da vida
renascendo de si mesma"

Carlos Drummond de Andrade

Aliás, essa estrofe de seu poema "Dezembro" já virou figurinha fácil de meus postes e textos dezembrinos. É o mês de olhar pra trás, ver o que foi, o que deveria ter sido e especialmente o que não foi e nem seria. Mas parecia que. O jogo não é vão, pressentia o poeta, embora no ato de botar no papel, duvidasse um pouco.

* * * * * *

Meu miniconto número c, do poste abaixo, parece ter sido um tanto não compreendido. Embora explicar conto seja como explicar piada, arrisco: a idéia era falar que as verdades absolutas da ciência sempre encerram uma empáfia absoluta. Aqui, verdade é uma coisa muito relativa e cambiável. Foi assim antes, é agora e vai ser no século XXIIIVSIID. Certo, mano?

Posted by marcol at dezembro 3, 2004 10:02 AM