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julho 14, 2004
O devogado que veio do
O devogado que veio do frio
Eu mês. Audiência na quinta em Montenegro-RS, outra em Porto Alegre na segunda. Milhas dando sopa no Smiles da Varig, patroa meio borocochô por conta de tudo que orbitou em torno da questão gravidez inexistente, feriado na sexta em São Paulo, amigo em Gramado dizendo venha!, bote tudo no caldeirão e terás a mesma conclusão que eu.
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Passamos, patroa, patrãozinho e eu, quatro ótimos dias subzero ou quase isso. Chegou a menos cinco a temperatura no domingo, segundo os termômetros oficiais. A hospitalidade gaúcha foi excelente e minimizou o efeito nefasto do frio. O tal amigo que me recebeu eu conhecia apenas pela internet, foi bárbaro o encontro.
Causos e impressões rasteiros:
a. no lindíssimo parque Caracol, em Canela, parada obrigatória para quem vai à região por causa da cascata, uma das mais lindas do mundo, havia um trenzinho no qual pagamos 4 reais a cabeça para embarafustar-nos. Não sabia que mais do que dar uma voltinha simples, o tal trenzinho nos levava a uma cidade fantasma. Prisão, igreja, funerária, saloon, tudo habitado por caveiras em trapos que ocasionalmente mexem a cabeça e dão tchauzinho. Ficamos apreensivos quando o Eduardo aproximou-se do Saloon, onde caveiras jogavam baralho e tomavam umas e outras ao som de uma musiquinha country. Viva a inocência infantil. Ele olhou as caveiras, achou que elas estavam olhando para ele e, batendo o dedão no peito, disse: "Dudu", como se estivesse se apresentando. Ele fez isso o tempo todo, sempre que alguém parava para olhar para ele com aquele ar derretido que crianças assim inspiram.
b. Café Colonial? Já foi melhor. Encontrei uma mesa farta de frituras e carne suína e com apenas três tipos de pães, mais uns bolos secos ou abarrotados de chantilly. Blergh.
c. Na churrascaria com danças típicas gaúchas, Eduardo viveu momentos de celebridade. Adorando o som caipora da banda que tocava ao vivo, começou a dançar. Não satisfeito, achou que deveria fazê-lo em cima do palco. Foi a sensação do restaurante. Todos os milhares de turistas do norte e nordeste que a CVC tinha botado lá dentro naquela noite vieram tirar fotos dele e proferir interjeições de ternura extrema. O garoto percebeu o frisson que causava e começou a interromper a dança apenas para posar para as fotos. Quando a música acabava, olhava indignado pra banda e gritava uma das poucas palavras que já sabe usar com destreza: "mais"! É o meu guri. Aliás, é o guri da Tatiana, porque eu odeio dançar, não faço a menor idéia de como se faz isso e me sinto um camelo com artrite toda vez que tentou dar uma chacoalhada no esqueleto.
d. e ainda achei por lá uma ex-colega de coral das priscas eras, agora com um casal de filhos lindo. Ê, mundo véio sem portêra.
e. mais trinta minutos por lá e acho que incorporaria o sotaque local definitivamente. Mas bá.
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Posted by marcol at julho 14, 2004 2:24 PM