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junho 22, 2004
Drops Continua minha vida de
Drops
Continua minha vida de viajor.
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Semana passada, por exemplo, fui ali em Niterói. Andei num troço que nem sabia que existia, um tal de aerobarco. É um barcão todo estiloso, de design meio espacial, com ar condicionado, cadeiras confortáveis e até televisão. Passando um clipe do Justin Timberlake. Meio surreal, não?
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Indicaram um restaurante chamado Caneco Gelado do Mané, ou algo que o valha. É um botecão, com paredes de azulejo, para o qual eu não teria sequer olhado se não fosse a indicação. Comi um peixe chamado cherne, magnifique, mas quase pedi uma outra coisa qualquer. É que ao perguntar o que acompanhava o dito cujo, o garçom me dizia que tinha além do tomate, do pimentão, da cebola e da batata um tal de petit sei lá o que. O advogado que tava comigo, e que é paulistano da gema, traduziu: ervilha. Ah, ok, então manda.
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E minha ignorância foi esbofeteada também no conceito que eu fazia da cidade. Achava que Niterói era meio Belford Roxo, meio Nova Iguaçu, mas dei com uma cidade linda de morrer.
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Ontem pisei naquela que é internacionalmente conhecida como "A terra do Nelson Morais". Alguns manés ainda conhecem como Goiânia, contudo. Também belíssima cidade, pena eu ter chegado às 10 e saído às 14. Deu pra fazer uma descoberta aterradora, contudo: shopping lá é igual em qualquer outro lugar. Ok, a descoberta não é tão aterradora assim.
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O bilau do Eduardo anda muito bem. Obrigado a todos os que manifestaram preocupação com o assunto, aos milhares que enviaram cartinhas com rezas, e às centenas que se reuniram em procissões e preces ao redor do globo. A pomada era um santo remédio e fez efeito quase que imediato.
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Assisti a Adeus, Lênin. Filmaço. Já imaginou a mesma história filmada por um americano? Você acha que o filme teria aquela trilha sonora maravilhosa que tem, com um monte de solos de piano? Jamais. O filme afasta a enferrujada cortina de ferro pra nos fazer tomar conhecimento de que havia vida do lado de lá dela. Grande indicação, Hélio.
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Assisti também, finalmente, a O Retorno do Rei. Cristalizou-se minha opinião sobre O Senhor dos anéis: um espetáculo visual incapaz de ser comparado com o que quer que seja, mas só. Diálogos muito fracos, personagens muito superficiais, roteiro complicado por haver muitos clímax (qual o plural disso?) e muitas, muitas situações que poderiam ter sido melhor aproveitadas negligenciadas. Em menos de três minutos uma mulher mata o bicho mais amedrontador da história, por exemplo. E Sauron. Quem é esse mané, que não apareceu? O cara só tem olho? Teria Billy Idol buscado inspiração nessa personagem de Tolkien para compor Eye without a face?
Adaptações de livros, humpf.
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Posted by marcol at junho 22, 2004 1:25 PM