« Alguns minutos antes, no saloon | Main | Alguma coisa que você nunca »
abril 8, 2004
She Amanhã, dia 09, parto
She
Amanhã, dia 09, parto com a patroa e o rebento para conhecer o latifúndio que o sogro do Helio tem no Paraná. Como sei que ele vai reclamar e dizer que não é do sogro, que o sogro é só um sócio, ok, vá lá, já tá retificado.
É assim, portanto, que respirando um ar distinto do que por aqui se respira (São Paulo. O único lugar em que você vê o ar que respira!) pretendemos comemorar 4 (cuatro) anos de casamento.
A propósito, a diferença de agora para exatos 20 anos atrás é que então eu não sabia que não ser feliz era uma possibilidade. A diferença de agora para exatos 10 anos atrás é que então eu temia que pudesse não ser plenamente feliz. A diferença de agora para 5 anos atrás é que então eu temia que a felicidade que se afigurava poderia desfazer-se como tudo o mais parecia desfazer-se, sumir no ar, obedecer tragicamente à lei da entropia. É que agora eu sei que vou ser feliz.
Tudo culpa dela.
Aos quatro anos de casado, portanto, só peço a Deus que daqui a 5 anos, daqui a 10 anos, daqui a 20 anos e sempre não mude mais nada nesse campo aí.
* * * * * * * * * * * * * * * * *
Cordeirinho da Páscoa o que trazes pra mim?
A primeira páscoa foi comida (ou comemorada, como queira), nos últimos instantes do cativeiro de 400 anos que a recém-nata nação israelense sofreu nos domínios egípcios. Moisés pediu para que o Faraó liberasse o povo para ir adorar ao seu Deus no deserto e o Faraó disse não! Seguiu-se uma espantosa série de nove pragas, nove tragédias sobrenaturais que serviram para dar uma idéia clara do tipo de Deus com o qual o Faraó estava se metendo, ou seja, o Deus Todo Poderoso. Ainda assim, ele sacudiu a cabeça e disse: não!
Moisés falou, então, que a última praga que cairia sobre toda a terra do Egito seria a mais terrível, e custaria a vida de todo primogênito, fosse de animal fosse de pessoas.
Muita gente ao longo da história julgou a Deus como cruel e sanguinário por essa decisão, mas o relato bíblico responde dizendo que Deus, como Criador do Universo, não Se deixar escarnecer. E o Faraó está fazendo exatamente isso. Ademais, esse decreto não era absoluto: havia uma forma relativamente simples de evitar as conseqüências funestas do decreto: bastaria no dia dez daquele mês de habib separar um cordeiro macho, sem mancha alguma e sem defeito nenhum.
No dia quatorze, esse cordeiro deveria ser morto. Então o sangue dele seria colocado nos batentes da porta da casa. Na noite desse dia, após ter feito essas coisas, eles deviam assentar-se à mesa vestidos como se tivessem de sair correndo, e comerem com pressa o cordeiro assado, com pães sem fermento e ervas amargas.
O êxodo do povo de Israel do Egito que aconteceu naquela noite é identificado com um símbolo de nossa libertação do pecado. Assim como o povo de Israel foi liberto do cativeiro, nós somos libertos da prisão de nossas paixões e instintos. O pecado jogou sobre toda a raça humana uma sentença de morte e o sacrifício do cordeiro de Deus, Jesus Cristo, permite que sejamos salvos da morte certa assim como o cordeiro salvou o primogênito de cada casa que observou o ritual naquela noite no Egito. É assim que nos liberta da escravidão do pecado, das tendências e dos hábitos que temos e que conspiram para a nossa destruição.
Agora é Páscoa mais uma vez. Hora de lembrar dessa libertação. Hora de comemorar a libertação. Mas atenção! Apenas matar um cordeiro não adiantava de nada para as famílias do povo de Israel. Era preciso fixar o sangue desse cordeiro na porta da frente da casa, de modo que o anjo de Deus, passando, visse o sinal e não entrasse naquela casa, trazendo dor e pranto, executando o juízo do decreto que fora baixado pelo Rei do Universo.
O fato de que Jesus Cristo foi morto há coisa de 2000 anos, e de que Seu sangue inocente foi covardemente derramado sobre essa terra inglória não adianta de nada se você não faz dele uma aplicação pessoal, se você não toma esse sangue nas tuas mãos e o fixa nos batentes da porta da frente do teu coração. É preciso que esteja patente. É preciso que ninguém tenha duvida quanto a você obedecer ou não a esse Deus da vida, por estranhas que pareçam Suas ordens! É preciso que você decida aceitar o livramento.
Ao comer Sua última páscoa nesse mundo, Cristo indicou o caminho para isso, mostrando que esse ato se dá quando deixamos que o sangue dEle corra simbolicamente em nossas veias, e que Seu corpo, simbolicamente, seja parte de nosso próprio corpo. Ele disse que está esperando ardentemente até o dia mais feliz da historia do Universo, quando todos nós poderemos estar comendo uma outra páscoa com Ele, no paraíso onde Ele está agora, em comemoração pelo livramento final de tudo o que nos aflige. Ele espera por mim, com a mesa pronta, os braços abertos, os olhos, úmidos de lágrimas, suplicantes para que eu aceite a libertação.
Boa Páscoa para nós! Boas decisões... Porque, não nos enganemos, nós temos de tomá-las. Todos temos.
--------
Posted by marcol at abril 8, 2004 5:07 PM