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abril 28, 2004

Momentos depois, no saloon de

Momentos depois, no saloon de Jack Cabeça de Jabuti

Entediada, Rosa, a Rumorosa, aproximou-se de Paco, o Cucaracha, que distraía-se afiando uma foice no seu canto.

- Ei, bonitão - Paco olhou para trás para certificar-se que era com ele - Sabe, eu tenho um horário livre hoje à noite...

Paco, o Cucaracha, enrubesceu muito. Rosa, a Rumorosa, pediu um drink que Paco, o Cucaracha, dispôs-se a pagar e, não podendo conter-se de alegria, pediu a Jimmy Mãos de Borboleta que tocasse "Cornute song", sua música predileta. Enquanto a introdução era executada com maestria por Jimmy Mãos de Borboleta, que atendeu ao pedido com uma ruga de estranhamento na testa, o xerife Bill "Murros" Wilkinson começou a cutucar o ouvido com sua faca de 30 cm. Quando menos se esperava, Paco, o Cucaracha, começou a cantar com sua rouquenha voz as estrofes da canção, que, em cucarachez é cheia de rimas, mas que poderia ser traduzida mais ou menos assim:

Quando eu fui jovem
Chifrado fui
E quem não foi?
As mulheres zombavam de mim
Só porque tenho orelhas grandes
Grandes, oh, sim, grandes
E se algumas vezes no amor falhei
Por falta do carinho da mamãe
É que falhei, oh sim"

Ele terminou a canção cantando a plenos pulmões, pois tamanha era sua alegria. Contudo, qual não foi sua surpresa ao ver Rosa, a Rumorosa, deixando o Saloon de braços dados com ninguém mais que Juanito Manos Leves, que sorria faceiro. Paco, o Cucaracha, passou então a morder seu chapéu, tomado de grande raiva, enquanto Jimmy Mãos de Borboleta, começando a executar Old Joe, little friend, abanou a cabeça e observou em alto e bom som:

- Quem canta seus males, é uma anta.

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Os comentários mais oligofrênicos (para usar um jargão tipicamente Serafiniano) ao comentário anterior foram pura troça. Mécia, Inagaki, Nelson Moraes, Theo, entre outros aproveitaram para tirar um sarro. Todos eles sabem muito bem que beijão se escreve assim, com a - o - til, e não beijaum.

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Aliás, como eu escrevo mal! O poste de ontem não foi uma lamúria pelo Blogs of Notes, como pareceu a muitos comentaristas, bem ao contrário.

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Ainda estou me recuperando do soco na boca do estômago que é A Paixão de Cristo. Mesmo sabendo já o filme inteirinho de cor de tanto ter ouvido falar dele, o impacto foi profundo. Aliás, espero que perene.

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Às vezes dava vontade de não passar de uma canção, e que alegrasse alguém de verdade.
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Posted by marcol at abril 28, 2004 2:17 PM