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março 15, 2004

Festa! Gandaia! Pra comemorar as

Festa! Gandaia!

Pra comemorar as 9.000 visitas botamos um disco do Noel na vitrolinha já devidamente instalada na garagem e mandamos descer risólis, fanta uva e baré cola. A vassoura tem presença garantida. Brindamos a essa marca cabalística ofertando-vos another kind of biscoituda. Clarice Lispector, biscoituda também da testa pra dentro.

* * * * * * * * * * * Paixões em ebulição

Claro que ainda não vi o filme do Mel Gibson, o que pretendo fazer, mas acho extremamente curioso (pra não dizer logo de cara "forçação de barra) reações como a do rabino Sobel e daquele advogado zémané que pediu a proibição do filme. Claro, o rabino é pago pra isso, mesmo assim dizer que o filme é antisemita porque apresenta os judeus conspirando pela morte de Cristo soa tão estapafúrdio como afirmar que Mestre dos Mares é francofóbico, que todos os filmes sobre a II Guerra Mundial são germanófobos, que Cidade de Deus é anti-patriótico.

Esses exemplos são expressões artísticas que enfocam ações de pessoas. Não estão tecendo considerações sobre o caráter de um povo inteiro. Lombroso é piada faz tempo, ninguém acredita que por um judeu um dia haver matado um inocente hoje deva-se matar todos os judeus.

Insistir dessa forma na pele de vítima indefesa, de quem ninguém pode falar numa luz sequer longinquamente desfavorável, só faz mal ao judaísmo. Alimenta ódios injustificáveis, mas tristemente reais.

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A sabedoria dos homens

E tem um outro lado nessa história. Os caras esperneiam dizendo que os judeus não tiveram nadica de nada que ver com a morte de Jesus (que, aliás, era judeu, não era?), que isso foi obra dos romanos e só. Para embasar essa idéia, recorrem a sábios e eruditos escritores. Todos do século XX, claro. Esses aí afirmam que Jesus foi um revolucionário, que Roma sentiu-se incomodada, e por isso o matou.

Os evangelistas, contudo, que escreveram em épocas distintas do primeiro século, dando perspectivas diferentes da mesma história, relatam Jesus pagando os impostos a César e dizendo que todos deveriam fazer o mesmo, afirmando que seu reino não era deste mundo, mas do mundo por vir, em suma, colocando-se absolutamente à parte de qualquer qüiproquó político de Seu tempo. Ao mesmo tempo criticava ferozmente a liderança religiosa do Seu tempo, atingindo o status quo dos judeus que mandavam no santuário e ditavam as leis cerimoniais. Era a esses, portanto, que incomodava. Querer pintá-lo como um Che Guevara é, portanto, à luz da Bíblia, a coisa mais ridícula.

Mas o que eu estou dizendo? Estou recorrendo à Bíblia, aquele livro escrito na época em que os fatos aconteceram, e desprezando a inteligência dos eruditos do século XX, do alto da soberba da evolução de 2000 anos da raça humana? Eu devo estar delirando mesmo.

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Aos corinthianos, de nada

Mas fato é que jamais uma vitória do São Paulo me pôs tão macambúzio.
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Posted by marcol at março 15, 2004 9:09 AM