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fevereiro 16, 2004
Museu de criminalística dadaísta É
Museu de criminalística dadaísta É por aqui que vai pra lá?
O crime da rua Kubanakan
A despeito de clamoroso e repugnante, a mídia quase não tocou no assunto, com a exceção desonrosa de uma ou outra publicação especializada em folhetins. No mais, contudo, apenas comparações entre este crime contra o bom gosto e outro do mesmo quilate: Pedro, o Escamoso, decerto algum primo de Carlos, o Chacal.
O assassinato de John Kenny G.
Aconteceu em Dallas. Ou melhor, em um intervalo da interminável novela Dallas. Depois de uma cena em que J.R Ewing faz mais alguma malvadeza inominável, Lee Oswald, já sob os efeitos desconstrutores de cérebro da atração televisiva norte-americana, pegou seu rifle predileto, abriu a janela e a apontou para o prédio ao lado, colocando na mira a cabeça do saxofonista gay que, com um agudo de 16 minutos sem respirar não lhe permitia concentrar-se nas inflexões sensuais da voz de Pamela Ewing.
O crime do amá-la
Réu confesso, ele foi condenado a vagar eternamente a sós por tamanha audácia. Aconselharam-no a fatiar aquele sentimento e despachar numa mala perfumada para Helsinque, mas em lágrimas ele atraiu sobre si o agravamento da pena: pediu para vê-la mais uma vez.
O creme não com pinça
Na sorveteria, deliciava-se comendo todo tipo de sabor diferente com uma pinça. Mas para o de creme pediu uma pazinha.
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Posted by marcol at fevereiro 16, 2004 8:23 AM