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dezembro 11, 2003
Meus filmes de cabeceira -
Meus filmes de cabeceira - Monty Python em busca do cálice sagrado
Decerto influenciado pelo poste-desabafo que rola agora lá no Ernestinho, acometeu-me o infrene desejo de falar de mais um dos meus filmes de cabeceira. Dessa vez, trata-se do rei das comédias, o melhor filme de todos os tempos desse gênero, o grande, o fabuloso, o fantástico, o maravilhoso

Sim, sim, sim, três vezes sim! A obra prima dos tresloucados ingleses do Monty Python (ok, puristas, tem um americano entre eles, perdoem-me) merece entrar em qualquer panteão da obra cinematográfica universal.
Antes de assistir eu ouvia falar dele e dizia: não é possível, não pode ser tanto assim. Vi, vini, fui vencido.
Os caras não deixavam nada de pé. Resolveram detonar o mito do Rei Arthur, que tem muito inglês que até hoje acha que ele vai ressuscitar pra salvar a Inglaterra. Contudo, o filme é besteirol puro. Nada de cavalos, um cara faz de conta que está trotando e outro vai atrás batendo uns côcos pra fazer a sonoplastia. O roteiro não tem pé nem cabeça, mas tem um coelho assassino, um inusitadíssimo julgamento de uma bruxa, camponeses comunistas, um "texugo de tróia", desenhos animados que são difíceis de definir (como um sol e nuvens pulando sobre a terra e não deixando o monge escrever no pergaminho), monges que se penitenciam com tábuas de carne na cara, um príncipe gay, um historiador degolado e muito mais coisas absurdamente engraçadas (atenção especial para o termo "absurdamente". Vai que você pega o filme paga mó grana na locação e depois não dá uma risadinha sequer. Não tenho nada com isso). Claro, menção honrosa para os insondáveis cavaleiros que dizem ní, que até inspiraram um dos melhores blogues/coluna da Época brasileiros.
Abaixo, a clássica cena do duelo entre o rei Arthur e o temível Cavaleiro Negro, que teimava em dizer que não havia perdido o braço, a despeito do sangue jorrar duma mangueirinha no coto do ombro. Mais abaixo, um dos temíveis monstros que só a idade média tinha e que decerto matariam os heróis da história, não fosse um providencial ataque cardíaco vitimar o desenhista.

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Posted by marcol at dezembro 11, 2003 1:42 PM