« Mas então... Perigo! Perigo! Estamos | Main | Ah, a fama! Ernestinho e »

dezembro 16, 2003

Fábulas consagradas - a andorinha

Fábulas consagradas - a andorinha Edinancy

A andorinha Edinancy estava sobrevoando a baía quando viu o marinheiro tailandês Hoo Koo Min lavando o convés do navio saudita "San Maradona". Um calor percorreu-lhe o corpo todo, ela sentiu ruborizar. Estava apaixonada! Pousou com graça e suavidade sobre a borda do navio e começou a fazer charminho. Hoo Koo Min, que tinha o senso de humor de uma monitora de biblioteca finlandesa, molhou o esfregão no balde e espirrou a água em Edinancy, obrigando-a a bater asas enquanto grossas lágrimas corriam-lhe dos olhinhos.

Edinancy era meio paranóica e psicopata, na verdade. Correu, ou melhor, voou até o porto, pegou no bico uma bazuca que tinha vindo no carregamento da Engesa, e partiu pra cima do pobre marinheiro. Hoo Koo Min, vendo aquilo, apavorou-se a arrojou-se ao mar. Edinancy deu um grito de horror e soltou a bazuca mergulhando loucamente no mar para buscar o seu amado. Que, na verdade, era o quepe de Hoo Koo Min. Ele estava boiando serenamente enquanto o tailandês nadava desesperadamente para fugir da andorinha doidivanas. Edinancy tomou o quepe no bico e, cheia de ternura e amor nos olhos, levou-o para seu cafofo. Ali os dois foram muito felizes até que o quepe resolveu trocar Edinancy por um vento alísio que passou.

Edinancy foi até o boteco e tomou todas.

Moral da história: o amor é como o umbigo; se você parar para pensar, ele não serve pra nada.
--------

Posted by marcol at dezembro 16, 2003 5:01 PM